Economia

Publicado em 05 de Março às 16:46:51

Mercado de trabalho segue resiliente e mantém desemprego próximo das mínimas históricas

Os dados da PNAD Contínua divulgados hoje pelo IBGE reforçam o quadro de resiliência do mercado de trabalho brasileiro no início de 2026. A taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em janeiro ficou em 5,4% da força de trabalho, resultado em linha com as expectativas e que representa o menor nível da série histórica para um trimestre encerrado em janeiro, mesmo após leve alta frente ao trimestre anterior por conta da sazonalidade típica do início do ano

Os dados também mostram sinais claros de dinamismo na renda do trabalho. O rendimento médio real habitual atingiu R$ 3.652, novo recorde da série histórica, registrando alta de 5,4% na comparação interanual. A massa de rendimentos também renovou máximas, alcançando R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 7,3% a/a, reforçando o papel do mercado de trabalho como um importante suporte para o consumo das famílias.

No conjunto, os indicadores sugerem que o mercado de trabalho brasileiro permanece operando em patamar significativamente aquecido, com taxa de desemprego bem abaixo do nível considerado neutro. Parte dessa resiliência reflete o descasamento entre as políticas fiscal e monetária, além de fatores estruturais – como mudanças no mercado de trabalho associadas ao avanço de plataformas digitais e à dinâmica demográfica – que têm contribuído para manter a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos.

Para os próximos meses, embora alguns indicadores antecedentes apontem para estabilização do ciclo de queda do desemprego, seguimos avaliando que o ajuste do mercado de trabalho deverá ocorrer de forma apenas gradual ao longo de 2026. Nesse contexto, o mercado de trabalho deve continuar sendo um fator de atenção para o Banco Central, ainda que os dados recentes não alterem nossa expectativa de início do ciclo de cortes da Selic na reunião de março.

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