A posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos não trouxe surpresas importantes. Pelo contrário, reforçou as expectativas quanto às políticas que deverão ser adotadas pelo novo governo.
A retirada dos Estados Unidos do acordo de Paris e da Organização Mundial da Saúde, o anúncio de que irá introduzir tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, no dia primeiro de fevereiro, o anúncio de Norma Executiva que exclui os filhos de imigrantes ilegais do direito de cidadania americana automática caso nasçam nos Estados Unidos, a declaração de Emergência Nacional na fronteira sul do país, o que permite a utilização das Forças Armadas para controlar a imigração, a ameaça de retomar o Canal do Panamá e a declaração de que os países do BRICS estão prejudicando os Estados Unidos e que “se fizerem isto não ficarão contentes com o que vai acontecer”, foram algumas das medidas já adotadas pelo novo presidente que apontam nesta direção.
A possibilidade de aumento de tarifas de importação sobre as exportações brasileiras para preocupa, na medida em que os Estados Unidos é o terceiro maior mercado de exportações brasileiras e o principal destino de nossas exportações de bens industriais.
Finalmente, o presidente Trump assinou uma Ordem Executiva com o objetivo de “parar imediatamente qualquer censura governamental” a fim de restaurar a liberdade de expressão.