Desde que a pesquisa da Genial/Quaest mostrou uma queda da aprovação do governo, várias pesquisas de opinião têm reforçado esta tendência. Em especial, a pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira mostrou uma aceleração da queda de popularidade do governo.
Segundo esta pesquisa, a avaliação positiva do governo atingiu 24% enquanto a avaliação negativa chegou a 41% dos entrevistados. Ainda mais importante foi a queda da popularidade em todos os grupos sociais e em todas as regiões do país: pobres e ricos, mulheres e homens, nordeste e sudeste, católicos e evangélicos.
Os investidores reagiram com euforia aos resultados: o Real acentuou a valorização, fechando o dia abaixo de R$ 5.70/US$ 1,00, as taxas de juros caíram mais fortemente e os preços das ações dispararam.
A questão é qual será a reação do governo: vai dobrar a aposta no aumento dos gastos públicos ou mudar a estratégia? As primeiras reações ao resultado das pesquisas foram no sentido de dobrar a aposta.
Aumentar o valor do bolsa família, crédito consignado para trabalhadores do setor privado através da Caixa Econômica e do Banco do Brasil, gás de graça para a população mais pobre, além de reforçar a proposta de isentar imposto de renda para os trabalhadores que ganham até R$ 5.000,00 por mês.
Por um lado, a queda de popularidade sinaliza uma queda do favoritismo do Presidente nas eleições de 2026, por outro, a intensificação destes programas pode estancar ou até mesmo reverter a queda. Ao mesmo tempo, pode gerar uma reação negativa dos investidores, o que levaria a uma maior deterioração do cenário econômico nos próximos meses. Quem viver verá.