Economia

Publicado em 28 de Agosto às 22:01:29

Revisão do PIB dos EUA mostra inflação na meta no 2º trimestre

A segunda leitura do PIB dos EUA do 2º trimestre de 2025 veio um pouco acima da mediana das projeções dos analistas (3,1% t/t, Bloomberg), registrando variação anualizada de 3,3% t/t. Essa revisão foi significativa, visto que a primeira prévia havia apontado para uma expansão de 3,0% t/t da atividade econômica.

O consumo pessoal foi revisto, saindo de um crescimento anualizado de 1,4% t/t para um de 1,6% t/t no mesmo período, número que veio em linha com as expectativas.

Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE price index) do PIB, registrou uma inflação cheia anualizada de 2,0% no 2° trimestre, enquanto o núcleo foi de 2,5%, ambos inalterados em relação a primeira leitura, não sofrendo revisões. Esses dados de inflação foram promissores, apontando que a taxa de variação dos preços se manteve ao redor da meta de 2,0% mesmo com o anúncio da imposição das tarifas de importação tendo ocorrido bem no início do 2º trimestre no dia 2 de abril (“Liberation Day”).

A materialização de um cenário de atividade ainda resiliente com inflação ainda passível de sofrer um repique tira a urgência do banco central norte americano (Fed) em retomar o ciclo de corte de juros iniciado no final do ano passado. Por outro lado, a revisão baixista dos dados de geração de vagas em setores não-agrícolas (payroll), que evidenciou uma perda de fôlego recente do mercado de trabalho, advoga a favor de um corte de juros de 25 pontos base já na próxima reunião de setembro.

Apesar de o Fed divulgar na sua comunicação oficial que o principal objetivo da autoridade monetária é o controle da inflação, achamos que o banco central americano irá dar prioridade ao enfraquecimento do mercado de trabalho daqui em diante, tornando um corte de juros no curto prazo mais provável.

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