Economia

Publicado em 13 de Janeiro às 14:46:36

Serviços perdem fôlego e reforçam desaceleração gradual da economia

Os dados de novembro do setor de serviços reforçam a leitura de que a economia brasileira segue em um processo de desaceleração gradual. O volume de serviços recuou na margem, interrompendo uma sequência prolongada de altas e sinalizando perda de dinamismo no último trimestre do ano, após o setor ter atingido níveis historicamente elevados. Na comparação anual, o crescimento também veio abaixo das expectativas, corroborando a percepção de moderação da atividade.

A queda no mês foi concentrada em poucos segmentos, com destaque para transportes e serviços de informação e comunicação, que devolveram parte dos ganhos recentes após um período de forte expansão. Esses movimentos refletem, em grande medida, a normalização da demanda em alguns serviços mais cíclicos, além dos efeitos defasados de um ambiente macroeconômico mais restritivo.

Por outro lado, o desempenho heterogêneo do setor segue evidenciando resiliência em segmentos ligados a serviços profissionais e administrativos, que atingiram novos patamares históricos, além de avanços em outros serviços. Os serviços prestados às famílias, por sua vez, mostraram estabilidade, sugerindo que o consumo de serviços pelas famílias está sendo limitado pela política monetária contracionista.

A média móvel trimestral do setor permanece praticamente estável, reforçando a avaliação de que o processo de desaceleração ocorre de forma ordenada. O setor de serviços continua se beneficiando de um mercado de trabalho ainda aquecido e de estímulos fiscais, fatores que ajudam a suavizar os efeitos da política monetária contracionista sobre a atividade.

Em síntese, o resultado de novembro é consistente com um cenário de arrefecimento gradual da economia brasileira, no qual o setor de serviços desempenha papel central ao desacelerar de forma progressiva, sem sinais de contração abrupta. Esse quadro sustenta a expectativa de crescimento moderado no último trimestre e confirma a projeção de expansão de 2,3% do PIB no acumulado de 2025.

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