Economia

Publicado em 29 de Janeiro às 18:18:29

Sinais de arrefecimento elevam chance de corte de 50 bps na Selic

Em dezembro, o CAGED veio bem pior que o esperado, com destruição líquida de 618,2 mil vagas formais (mercado: -481,3 mil; nossa projeção: -439,6 mil). O resultado marca deterioração na margem frente ao saldo revisado de 84,1 mil em novembro e ficou abaixo de dez/24 (-555,4 mil).

A leitura setorial também foi fraca: todos os cinco grupamentos tiveram saldo negativo, com destaque para as perdas em serviços, indústria (-135,1 mil) e construção (-104,1 mil), além de comércio (-54,4 mil) e agropecuária (-43,8 mil). No mês, foram 1,52 milhão de admissões contra 2,14 milhões de desligamentos. Na série com ajuste sazonal no acumulado de 2025 a criação líquida somou 1,24 milhão, abaixo dos 1,68 milhão de 2024, sinal de arrefecimento no fim do ano.

Apesar disso, o diagnóstico geral segue: o mercado de trabalho permaneceu resiliente ao longo de 2025, mesmo com política monetária bastante contracionista. Indicadores de aperto, porém, perderam fôlego: a razão entre salário de demissão e admissão caiu para 95,3% (menor desde dez/24), embora a média móvel trimestral siga perto de 96,0% desde jun/25, sugerindo desaceleração gradual, não uma inflexão brusca.

Na margem, a leitura de dezembro reforça um viés baixista para nossa projeção de 987,9 mil vagas em 2026 e aumenta a probabilidade de o Copom iniciar o ciclo de afrouxamento com corte de 50 bps na Selic.

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