Economia

Publicado em 01 de Abril às 17:35:13

Sinais de desescalada movimentam ativos

O dia de ontem foi marcado por sinais contraditórios sobre o fim do conflito no Oriente Médio. Por um lado, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que o regime iraniano solicitou um cessar-fogo, embora o Ministério das Relações exteriores do Irã tenha classificado os comentários como falsos. Além disso, Trump declarou que os EUA só considerarão um cessar-fogo se o Estreito de Hormuz for reaberto, indo na direção contrária da sinalização de que o fim do conflito poderia ocorrer sem que houvesse necessariamente um acordo entre as partes.

No front militar, os ataques continuaram ao longo do dia de ontem. O aeroporto de Kashan, no Irã, foi atingido em um ataque conjunto dos EUA e de Israel. Além disso, a Emirates Global Aluminium, a maior produtora de alumínio do Oriente Médio, interrompeu suas operações em sua fundição de Al Taweelah, após o local ser atingido por mísseis e drones iranianos ao longo dos últimos dias.

Em contrapartida, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, divulgou uma carta ao longo do dia de ontem, endereçada ao povo americano, clamando para que olhem para além da retórica política e para que reconsiderem as aspirações do Irã para um futuro definido não pelo confronto, mas pela verdade, dignidade e entendimento mútuo. Na carta, Pezeshkian afirmou que o Irã não nutre inimizade em relação aos americanos comuns e caracterizou a relação entre o Irã e os EUA como “uma das mais incompreendidas”. Embora o conteúdo sinalize alguma disposição para negociação, avaliamos que as divergências substantivas entre as demandas das partes seguem limitando a probabilidade de um acordo no curto prazo.

Os mercados reagiram de forma moderadamente positiva às sinalizações de possível diálogo, com as bolsas globais em alta e ativos de risco se beneficiando de um ambiente de menor aversão. Ainda assim, o petróleo Brent segue apresentando elevada volatilidade, com dificuldade em sustentar níveis abaixo de US$ 100/barril, refletindo a incerteza quanto à normalização dos fluxos energéticos no Golfo. Em síntese, prevalece um otimismo cauteloso, mas a volatilidade deve persistir até que haja sinais concretos de reabertura do Estreito de Ormuz e redução efetiva das tensões.

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