A crise no IBGE se intensificou nos últimos dias. Após a perda de credibilidade da política fiscal no final de 2024, a completa perda de credibilidade do governo em decorrência da emissão da Instrução Normativa que, segundo a Receita Federal tinha como objetivo reforçar a fiscalização do PIX e foi interpretada pela sociedade como uma preparação para taxar este meio de pagamento, a crise do IBGE, se não for contida, vai atingir o ponto mais sensível da população: o bolso.
A crise entre a diretoria e o corpo técnico de um lado e o presidente do Instituto de outro, levou os diretores a pedirem demissão de seus cargos, notícias quanto à manipulação de índices e começa a gerar dúvidas no mercado financeiro e na sociedade como um todo, quanto à veracidade dos indicadores estatísticos calculados e divulgados pelo Instituto.
As redes sociais já sentiram cheiro de sangue. Começam a duvidar publicamente dos indicadores econômicos. Em especial o índice oficial de inflação (IPCA) entrou no alvo. Mas o IBGE como um todo está sendo colocado em dúvida. Desde a ditadura, nos anos setenta, que nada parecido ocorria.