Newsletter Genial Bom Dia

Análises, notícias e recomendações para as principais ações da bolsa de valores. A Newsletter Genial Bom dia é a dose de informação diária de todo o investidor, com conteúdo sobre economia, ações, empresas, criptos e muito mais!

Publicado em 19 de Janeiro às 11:26:32

Até onde Trump pretende ir desta vez?

  • Ibovespa

    164.800

    (-0,46%)

    Fechamento

  • Bitcoin

    93.159

    (-2,4%)

    24h

  • S&P 500

    6.940

    (-0,06%)

    Fechamento

  • Dólar

    5,36

    (-0,19%)

    Fechamento

  • Nasdaq

    25.312

    (-1,97%)

    Futuro

  • U.S. 10Y Treasury

    4,25

    (1,68%)

    24h

Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta segunda-feira, 19 de janeiro.

Novas ameaças tarifárias 

Os mercados globais amanhecem sob pressão após Trump ameaçar impor tarifas a países que se oponham aos seus planos de ampliar o controle dos EUA sobre a Groenlândia. A aversão ao risco derruba bolsas na Europa e futuros em Nova York, enquanto ativos defensivos ganham tração, com ouro saltando a máximas históricas

Resumo do dia

Os mercados globais amanhecem sob pressão após Donald Trump ameaçar impor tarifas a países que se oponham aos seus planos de ampliar o controle dos EUA sobre a Groenlândia. A aversão ao risco derruba bolsas na Europa e futuros em Nova York, enquanto ativos defensivos ganham tração. O ouro salta para novas máximas históricas, o franco suíço e o euro se valorizam, e o movimento reforça a busca por proteção diante do aumento das tensões geopolíticas. 

Na Europa, o Stoxx 600 recua mais de 1% depois de Trump anunciar uma tarifa adicional de 10% contra oito países que declararam intenção de realizar exercícios militares no território semiautônomo. A reação foi mais dura em setores cíclicos, como automóveis e luxo, enquanto ações de defesa atingiram recordes históricos, refletindo a leitura de que o ambiente internacional caminha para maior militarização. O petróleo cai, com investidores ponderando os impactos de um crescimento global mais fraco, ao passo que o Bitcoin recua após perdas recentes. 

Na Ásia, as bolsas operaram mistas, com dados da China mostrando crescimento do PIB em linha com as expectativas, mas consumo ainda fraco. Indicadores no Japão vieram abaixo do esperado, reforçando dúvidas sobre o ritmo da atividade. No radar macro, investidores acompanham dados de inflação na Europa e no Canadá ao longo do dia, enquanto o pano de fundo segue dominado pela retórica de Trump, que adiciona volatilidade aos mercados e aumenta o prêmio de risco global. 

Expresso Brasil e Mundo

Ibovespa: :  O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,46%, aos 164.799,98 pontos, caracterizando um dia de ajuste técnico e realização de lucros após as máximas históricas da véspera, em sessão marcada pelo vencimento de opções sobre ações e por maior volatilidade intradiária. No ambiente externo, Wall Street teve desempenho contido, com variações marginais antes do feriado prolongado nos EUA, enquanto, no cenário doméstico, o destaque ficou para a divulgação do IBC-Br de novembro acima das expectativas, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo e pressionando ativos mais sensíveis ao crédito. O dólar comercial operou sem grandes movimentos direcionais ao longo do dia, enquanto os juros futuros avançaram pela curva, refletindo a leitura mais firme da atividade econômica.

Juros futuros: : Os juros futuros avançaram ao longo da curva, com pressão mais concentrada nos vértices médios e longos, após IBC-Br de novembro acima de todas as estimativas, que reduziu a precificação de corte da Selic em janeiro, movimento reforçado por alta dos yields externos e do dólar diante de dados fortes nos EUA e ruído político internacional.

Mundo: Baixa acentuada nos mercados globais, com investidores adotando postura defensiva após novas ameaças tarifárias de Donald Trump contra países europeus ligadas à Groenlândia, elevando o risco de retaliação da União Europeia e estimulando a busca por ativos de proteção.

Minério: Baixa persistente no minério de ferro, refletindo cortes na produção de aço na China, aumento dos estoques portuários e expectativa de maior oferta com a chegada de novas cargas, apesar do crescimento econômico chinês dentro da meta oficial. 

Petróleo: Baixa nos preços do petróleo, pressionados pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais e pelo arrefecimento das tensões geopolíticas com o Irã, o que reduz prêmios de risco e enfraquece a demanda especulativa.

Destaque do dia

 Brava (BRAV3) | Aquisição do Campo de Tartaruga Verde e Espadarte – O que achamos disso tudo?

Conclusão | No geral, achamos os termos da transação positiva para a Brava. Entendemos que apesar do evento ir na direção contrária ao que se era especulado antes do anúncio, acreditamos que os números preliminares são interessantes e que a aquisição deve gerar a valor a empresa tendo em vista os termos da aquisição (pagamento diferido e ativo gerador de caixa) a despeito da reação negativa na última sessão de negócios.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Economia

Por José Marcio Camargo

Redução de juros pelo Fomc aparentemente só em junho 

Após o maior shutdown da história do governo americano, mais de 40 dias, durante o qual várias estatísticas importantes não foram divulgadas, fazendo com que o Federal Reserve tivesse de tomar decisões com pouca ou nenhuma informação. Neste período, O mais as decisões de política monetária pelo Fomc, tiveram de ser tomadas com pouca informação.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

As principais notícias do dia 19/01/26

🏦 Financeiro   19/01/26

Macro | Caso Master e indicações políticas na CVM geram alerta institucional
O que aconteceu?
 Ex-presidentes do BC e CVM (Arminio Fraga, Maria Helena Santana e outros) alertam para deterioração da credibilidade institucional devido aos desdobramentos do caso Banco Master (fraudes, sigilo em fundos de cotista único) e às indicações políticas para a CVM (Otto Lobo e Igor Muniz). Há defesa por revisão de regras (sigilo em fundos, supervisão), fortalecimento da CVM e retomada da “lei de resolução”; FMI/Banco Mundial já sinalizam preocupação no FSAP. (Valor Econômico e Genial)

🏦 Financeiro 19/01/26
INBR32 | Banco Inter conquista licença bancária nos EUA e amplia expansão internacional
O que aconteceu? O Banco Inter recebeu aprovação do Federal Reserve (Fed) e do Florida Office of Financial Regulation (OFR) para estabelecer uma filial bancária licenciada nos Estados Unidos, com operação baseada em Miami. A nova licença — classificada como Foreign Banking Organization (FBO) — permite ao Inter usar depósitos de clientes nos EUA para conceder crédito, emitir cartões de débito e crédito e lançar produtos semelhantes a títulos de dívida (como CDBs) no mercado americano, fortalecendo sua presença internacional e capacidade de funding. A autorização vem 15 meses após o pedido ao Fed e é um avanço na estratégia global da fintech, que já opera no país desde 2021 por meio da compra da USEND e agora poderá expandir serviços bancários digitais com autonomia própria. (Brazil Journal, Federal Reserve e Genial)

🏦 Financeiro 16/01/26
Caso Master | FGC deve iniciar pagamento de CDBs no início da próxima semana

O que aconteceu?  O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) trabalha para iniciar já na segunda-feira (19) — ou, no mais tardar, na terça (20) — os pagamentos aos investidores de CDBs do Banco Master, segundo apuração do Valor Investe. Entre sábado e domingo, o FGC deve publicar comunicado oficial e liberar o aplicativo para o cadastro formal dos pedidos. Após a assinatura digital do termo e a validação dos dados bancários, o depósito ocorre em até 48 horas úteis.

Pelas estimativas iniciais, o desembolso deve somar R$ 41 bilhões, atendendo 1,6 milhão de investidores, com ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF (saldo médio estimado de R$ 25 mil). A liquidação do banco foi decretada em 18/11; nos últimos casos semelhantes, o prazo médio de pagamento do FGC foi de 27 dias. (Valor Investe e Genial)

📡 Telecomunicação / 🏦 Financeiro 16/01/26
BBAS3 | Banco do Brasil avalia oportunidades após relatos sobre operadora móvel virtual
O que aconteceu? O Banco do Brasil afirmou que avalia constantemente oportunidades de negócios, após reportagens indicarem que a instituição estaria estudando entrar no mercado de operadora móvel virtual (MVNO). Segundo o Mobile Times, o BB analisaria propostas de dois potenciais parceiros do setor de telecomunicações para um projeto interno apelidado de “BB Cel”, que poderia incluir planos pré-pagos e pós-pagos. Em nota, o banco negou ter lançado uma MVNO e disse que não há previsão ou anúncio oficial sobre o tema neste momento. (Mobile Times, Valor e Genial)

🏭 Mineração e Siderurgia 19/01/26
Minério de ferro | Preço cai ~2,9% na Bolsa de Dalian com início de operações de mina na Guiné
O que aconteceu? Os preços futuros do minério de ferro recuaram na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, motivados pelo início das operações e chegada dos primeiros embarques da gigante mina de Simandou, na Guiné, que aumenta as expectativas de oferta global da commodity, em um momento de demanda chinesa mais fraca e altos estoques. A pressão de maior oferta combinada com desaceleração da produção de aço na China — principal consumidor mundial — contribuiu para o movimento de queda nos contratos negociados na Dalian e refletiu preocupação dos mercados com equilíbrio de oferta e demanda no curto prazo.

⛽ Petróleo & Gás | Irmãos Batista miram projeto de petróleo na Venezuela 19/01/2026
O que aconteceu? Segundo a Folha de S.Paulo, os irmãos Joesley e Wesley Batista estão avaliando entrar em um megaprojeto petrolífero de cerca de 1 bilhão de barris na Venezuela, que pode ser beneficiado pelo plano do governo Trump de revitalizar o setor energético venezuelano. Eles se posicionam indiretamente por meio do projeto Petrolera Roraima, no qual um associado comercial obteve participação em campos antes operados pela ConocoPhillips. A empresa Fluxus, pertencente aos Batista, pode se juntar ao projeto assim que houver maior clareza regulatória. A holding J&F afirma não possuir ativos diretos na Venezuela, mas monitora de perto a evolução política e institucional do país (Folha e Genial).
Opinião Genial:  A movimentação dos irmãos Batista reforça o crescente interesse privado em oportunidades decorrentes da reabertura econômica venezuelana pós‑Maduro. No entanto, os riscos são significativos: a segurança jurídica ainda é frágil, o ambiente regulatório é volátil e as sanções americanas continuam a limitar a previsibilidade de retornos. Sob a ótica do mercado brasileiro, a possibilidade do avanço de grupos locais em ativos de grande escala na Venezuela cria competição marginal para players independentes (PRIO, Enauta, Brava) é uma movimentação a ser acompanhada.

⛽ Petróleo & Gás 19/01/26
ENEV3 | Cambuhy zera participação na Eneva

O que aconteceu?  O grupo Cambuhy Participações, controlado pelo empresário Waldyr Camara Filho, reduziu a zero sua participação acionária na Eneva (ENEV3) em dezembro de 2025, segundo apuração do Brazil Journal. A saída do acionista ocorre em meio a ajustes estratégicos da companhia e ao movimento dos investidores diante das perspectivas para o setor de gás e geração termelétrica. (Brazil Journal e Genial)

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