
Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta sexta-feira, 16 de janeiro.
Atualização estratégica 26E
A companhia apresentou um plano de vendas de ativos, visando reduzir a dívida em R$15–18b, e a alavancagem para 1,7–2x Dívida Líq./EBITDA 26E (vs. 3,2x 3T25).
Resumo do dia
Os mercados iniciam a sexta-feira atentos ao IBC-Br, que deve indicar aceleração da atividade em novembro e pode reforçar a leitura de que o início do ciclo de cortes da Selic ficará para março. A expectativa ganhou força após dados robustos recentes no Brasil e nos EUA, que pressionaram os juros futuros. No Banco Central, diretores mantêm reuniões com economistas ao longo do dia, enquanto Gabriel Galípolo participa de evento com o presidente Lula, que também recebe lideranças da União Europeia em Brasília.
No cenário internacional, o apetite por risco segue sustentado pelo setor de tecnologia, impulsionado pelos resultados da TSMC e pela narrativa de inteligência artificial, com bolsas em alta nos EUA e desempenho mais moderado na Europa. As commodities exibem comportamento misto: o petróleo se recupera após forte queda recente, apoiado pela sinalização de adiamento de uma resposta militar dos EUA ao Irã, enquanto metais industriais e preciosos recuam após intervenções regulatórias na China e realização de lucros.
No noticiário político doméstico, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o presídio da Papudinha, por decisão do STF, adiciona ruído ao ambiente, ao mesmo tempo em que Tarcísio de Freitas mantém aberta a possibilidade de disputar o Planalto em 2026. No corporativo, a Petrobras reportou crescimento de 11% na produção de óleo e gás em 2025, embora tenha tido seus ADRs rebaixados pelo BTG Pactual. O dia ainda conta com vencimento de opções na B3 e divulgações operacionais do setor imobiliário, que podem gerar volatilidade pontual nos ativos.
Expresso Brasil e Mundo
Ibovespa: O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,26%, aos 165.568,32 pontos, renovando máximas históricas ao longo do dia ao testar o patamar dos 166 mil pontos, mas perdendo fôlego no fim da sessão, em um movimento marcado por maior cautela após a desaceleração dos ganhos em Wall Street e pela correção negativa de Petrobras, em meio à forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Apesar do ambiente externo ainda permeado por volatilidade e ruídos geopolíticos, o mercado doméstico seguiu sustentado pelo fluxo estrangeiro positivo, pela percepção de maior atratividade relativa dos ativos brasileiros e pela expectativa de início de um ciclo de cortes da Selic, ainda que com seletividade setorial, especialmente após as fortes altas recentes de algumas blue chips e a maior proximidade da temporada de balanços.
Juros futuros: Os juros futuros subiram ao longo da curva, com maior pressão nos vértices médios e longos, refletindo surpresa altista nas vendas do varejo doméstico e alta dos yields externos após dados mais fortes de seguro-desemprego nos EUA, enquanto o dólar recuou com fluxo de carry trade e ajuste técnico, em linha com moedas pares.
Mundo: Alta dos mercados internacionais, sustentada pelo otimismo com o setor de tecnologia após sinais fortes de demanda por inteligência artificial, enquanto juros e dólar seguem estáveis, refletindo expectativa de política monetária previsível e ausência de choques macro relevantes no curto prazo.
Minério: Baixa do minério de ferro, pressionado por realização de lucros após rali recente e por medidas das autoridades chinesas para esfriar operações especulativas, o que reduziu o apetite por metais industriais apesar de um cenário global de risco mais construtivo.
Petróleo: Alta moderada do petróleo, em movimento de recuperação após quedas recentes, apoiada pelo adiamento de uma resposta militar imediata dos EUA ao Irã e pela manutenção de tensões geopolíticas no Oriente Médio, que seguem adicionando prêmio de risco aos preços.
Economia
Por José Marcio Camargo
PMC de novembro indica retomada do consumo no fim de 2025
Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro trouxeram uma surpresa positiva para a atividade varejista. O volume de vendas avançou 1,0% m/m, resultado acima do teto das expectativas de mercado e da nossa projeção, dando continuidade à recuperação observada nos meses anteriores. Com isso, a média móvel trimestral voltou a acelerar, sinalizando melhora do consumo no último trimestre de 2025.
⌕ Leia o relatório completo aqui.
As principais notícias do dia 16/01/26
📡 Tecnologia (BDRs/ETFs)
TSM34 | TSMC bate lucro recorde no 4º trimestre e puxa alta das big techs
O que aconteceu? A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) registrou lucro líquido recorde no quarto trimestre de 2025, com um aumento de cerca de 35% em relação ao ano anterior e US$ 16 bilhões de lucro, superando as expectativas dos analistas impulsionada pela forte demanda por chips avançados para inteligência artificial (IA). A receita também ultrapassou US$ 33 bilhões, refletindo crescimento robusto nos segmentos de computação de alto desempenho e IA, com os chips de processo avançado respondendo por grande parte das vendas. Esses resultados levaram as ações da TSMC a batê-rem máximas históricas e contribuíram para uma rali nos mercados de tecnologia, com investidores renovando a confiança no setor de semicondutores e em gigantes de tecnologia que dependem da cadeia, como Nvidia e Apple. (Investing.com, Reuters e Genial)
⛽ BRAV3 | Brava assina contrato para adquirir 50% de Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III
O que aconteceu? A Brava Energia (BRAV3) anunciou a assinatura do contrato para adquirir os 50% de participação da Petronas no campo de Tartaruga Verde (BM-C-36) e no Módulo III de Espadarte, ambos na Bacia de Campos. A transação soma US$ 450 milhões, divididos em: I) US$ 50 milhões pagos na assinatura; II) 350 milhões no fechamento (ajustados à data efetiva de 01/07/2025); III) US$ 25 milhões em 12 meses e IV) US$ 25 milhões em 24 meses após o closing. O fechamento depende de aprovações de CADE, ANP e do eventual exercício de direito de preferência pela Petrobras. Caso concluída, a expectativa é de encerramento em 2026. Os ativos produziram em 2025 cerca de 55,6 mil boe/d (100% do campo), majoritariamente óleo, operados pela Petrobras via FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes. As concessões têm vigência até 2039. (Genial e Brava)
Opinião Genial: Acreditamos que o mercado deve reagir negativamente a esse evento – ainda que os méritos da transação possam ser reinterpretados com o passar do tempo. A recente performance das ações da BRAVA estava relacionada a uma possível venda de ativos e não o contrário. A venda de ativos iria na direção da desalavancagem financeira da cia e de eventual destravamento de valor/ reprecificação dos ativos. Vale lembrar que a performance dos campos adquiridos (onshore, nesse caso) foram aquém do que os números contidos em sua certificação de reservas, o que pode colocar em xeque o potencial de destravamento de valor do ativo adquirido. Vamos escrever sobre a aquisição com mais detalhes ao longo do dia.
🏭 Mineração e Siderurgia
CSNA3 | CSN busca vender participação em infraestrutura e controle da Cimentos em 2026
O que aconteceu? A CSN informou que pretende avançar em 2026 com a venda de ativos de infraestrutura e também separar ou alienar o controle da sua subsidiária Cimentos (Companhia de Cimento Nacional). O objetivo é reduzir alavancagem, concentrar capital em negócios principais e reforçar o caixa, diante de um cenário desafiador no setor de cimento e infraestrutura, com pressões competitivas e necessidade de otimização do portfólio. A estratégia faz parte de um plano mais amplo de desinvestimentos para melhorar a estrutura financeira do grupo. (Valor e Genial)
Opinião Genial: Acreditamos que o mercado deve reagir negativamente a esse evento – ainda que os méritos da transação possam ser reinterpretados com o passar do tempo. A recente performance das ações da BRAVA estava relacionada a uma possível venda de ativos e não o contrário. A venda de ativos iria na direção da desalavancagem financeira da cia e de eventual destravamento de valor/ reprecificação dos ativos. Vale lembrar que a performance dos campos adquiridos (onshore, nesse caso) foram aquém do que os números contidos em sua certificação de reservas, o que pode colocar em xeque o potencial de destravamento de valor do ativo adquirido. Vamos escrever sobre a aquisição com mais detalhes ao longo do dia.
💪 Consumo Discricionário / 🏋️ Fitness
SMFT3 | Smart Fit reconhece desafios, mantém otimismo para 2026 e ação cai 9%
O que aconteceu? A Smart Fit (SMFT3) afirmou que enfrenta desafios operacionais após um 2025 mais pressionado por custos, maior concorrência e normalização do crescimento pós-pandemia, mas reforçou uma visão otimista para 2026, com foco em eficiência, retenção de alunos e expansão mais seletiva. As declarações foram feitas pelo fundador e CEO Edgard Corona durante o Retail CEO Day do BTG Pactual. Apesar do tom construtivo de médio prazo, o mercado reagiu negativamente no curto prazo, e as ações caíram cerca de 9% no dia, enquanto o Ibovespa subia 0,2%, refletindo cautela dos investidores com o ritmo de crescimento e margens no curto prazo. (Brazil Journal e Genial)
🥩 Alimentos (frigoríficos)
JBSS32 | Pilgrims da JBS vai investir US$ 1,3 bi no México até 2030
O que aconteceu? A Pilgrims Pride — controlada pela JBS (BDR: JBSS32) — anunciou um programa de investimentos de até US$ 1,3 bilhão no México até 2030, com o objetivo de expandir capacidade produtiva, modernizar plantas, e fortalecer sua presença no mercado mexicano de proteína animal. A estratégia inclui a construção e ampliação de unidades industriais, com foco em eficiência operacional, sustentabilidade e exportação, alinhada à demanda crescente por produtos de frango no país e em mercados internacionais. (MoneyTimes e Genial)
🏗️ Imobiliário
CYRE3 | Cyrela divulga prévia operacional do 4T25
O que aconteceu? No 4T25, a Cyrela lançou R$ 4,5 bilhões em VGV no 4T25 e R$ 18,6 bilhões em 2025. Ex-permuta, os lançamentos somaram R$ 3,3 bilhões no trimestre e R$ 13,0 bilhões no ano. As vendas líquidas contratadas totalizaram R$ 3,3 bilhões no 4T25 e R$ 13,2 bilhões em 2025. Ex-permuta, as vendas foram de R$ 2,4 bilhões no trimestre e R$ 9,2 bilhões no acumulado do ano. A velocidade de vendas (VSO) de 12 meses foi de 45,2%, e a safra de lançamentos do 4T25 apresentou VSO de 38%. (Cyrela e Genial)
Opinião Genial: Para nós, os números reportados foram neutros, com desaceleração no ritmo de lançamentos, resultando em uma leve desaceleração no ritmo de vendas. Ainda assim, seguimos otimistas com a companhia, devido ao seu aumento de participação no segmento de baixa renda, além de um valuation comparativamente mais barato em relação aos seus pares.
🏗️ Imobiliário
DIRR3 | Direcional divulga prévia operacional do 4T25
O que aconteceu? A Direcional divulgou prévia operacional do 4T25 e de 2025 com vendas brutas de R$ 7,1 bilhões no ano e vendas líquidas de R$ 6,2 bilhões, acima do registrado em 2024. Os lançamentos totalizaram R$ 1,9 bilhão no 4T25 e R$ 6,9 bilhões em 2025. A Riva registrou vendas líquidas de R$ 2,7 bilhões no ano, crescimento de 15% em relação a 2024. A velocidade de vendas consolidada foi de 21% no 4T25. A geração de caixa somou R$ 389 milhões no trimestre e R$ 882 milhões em 2025. Em dividendos, a companhia pagou R$ 1,55 por ação no 4T25 e R$ 1,5 bilhão ao longo de 2025. (Direcional e Genial)
Opinião Genial: Avaliamos os números como positivos. Ainda que a companhia tenha reportado uma desaceleração no ritmo de vendas, boa parte deste impacto se deu devido ao maior número de lançamentos em dezembro, o que significa que provavelmente teremos números melhores no 1T26. Além disso, destacamos a forte geração de R$ 389 milhões em caixa, além de um bom desempenho da Riva no trimestre.
🏗️ Imobiliário
EVEN3 | Vendas líquidas da Even somam R$ 523 milhões no 4º trimestre, alta de 417 pontos percentuais
O que aconteceu? A Even divulgou seus resultados operacionais do 4º trimestre de 2025, com vendas líquidas totalizando cerca de R$ 523 milhões, o que representa uma alta de 417 pontos percentuais em comparação ao 4T24. O desempenho foi impulsionado por forte ritmo de comercialização e capacidade de execução, refletindo maior demanda por imóveis e eficiência na operação comercial da empresa. (Even e Genial)
⛽ Óleo e gás 16/01/26
PETR4 | Petrobras vai fornecer até 12 mil t de bunker com conteúdo renovável para norueguesa Odfjell
O que aconteceu? A Petrobras (PETR4) fechou acordo para fornecer até 12 mil toneladas de combustível bunker com conteúdo renovável à Odfjell SE, uma importante empresa norueguesa de transporte marítimo. O bunker entregue integrará misturas com componentes de origem renovável, alinhadas à tendência de descarbonização da logística marítima. A operação reforça o papel da Petrobras no mercado de combustíveis marítimos mais sustentáveis, apoia a transição energética do setor e fortalece parcerias internacionais em segmentos de menor emissão de carbono. (MoneyTimes e Genial)
🏦 Financeiro
MERC3 & MERC4 | CVM aprova pedido de OPA para fechamento de capital
O que aconteceu? A CVM aprovou o pedido de Oferta Pública de Aquisição (OPA) para fechamento de capital da Mercantil Financeira, autorizando os acionistas controladores a comprarem as ações que ainda estão em circulação e tirar a companhia da Bolsa. A operação tem o objetivo de retirar a empresa do mercado acionário, simplificar a estrutura societária e permitir uma gestão mais ágil fora do ambiente regulado de capitais. (InfoMoney e Genial)
⛽ Óleo e gás
PETR3 / PETR4 | Petrobras supera metas e bate recordes de produção em 2025
O que aconteceu? A Petrobras divulgou seus resultados operacionais de 2025, informando que superou as metas do ano e alcançou recordes históricos de produção de petróleo e gás natural. A produção totalizou mais de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no ano, com destaques para o pré-sal, onde a companhia obteve níveis de extração recordes graças à eficiência operacional e à entrada de novas plataformas. Além disso, a estatal registrou avanços em projetos-chave de exploração e produção, e desempenho sólido em entregas de combustível e demanda global. O desempenho refletiu execução eficaz de projetos, redução de paradas e melhor utilização da capacidade instalada. (Valor e Genial)
🌎 Macro / 🏭 Mineração & Tecnologia
AMZO34 / RIOT34 | Amazon fecha acordo com mineradora da Rio Tinto para garantir cobre para data centers
O que aconteceu? A Amazon fechou um **acordo estratégico com uma unidade de mineração da Rio Tinto, visando garantir fornecimento de cobre destinado à construção e expansão de seus data centers globais. O cobre é um insumo crítico na infraestrutura de centros de processamento de dados e redes elétricas de alta eficiência, e a parceria busca assegurar oferta de longo prazo, reduzir riscos de abastecimento e potencialmente melhorar custos de aquisição do metal em um cenário de demanda crescente por conectividade e computação em nuvem. (Valor e Genial)
💊 Farmácia 16/01/26
ULTRAFARMA | Ultrafarma alvo de operação contra fraude e anuncia foco em megaloja
O que aconteceu?
A Ultrafarma, rede de farmácias, foi alvo de uma operação que investiga supostas fraudes fiscais e irregularidades administrativas envolvendo a empresa e seus executivos, motivando apurações por parte das autoridades. Em um movimento estratégico simultâneo, a administração anunciou que vai concentrar seus negócios no formato “megaloja”, integrando formatos e unidades para otimizar a presença física e ampliar eficiência operacional. A combinação do escrutínio legal com a reorganização comercial reforça os desafios de governança e execução que a empresa enfrenta em meio a um ambiente regulatório e concorrencial mais complexo. (Valor e Genial)
