Newsletter Genial Bom Dia

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Publicado em 03 de Março às 10:29:41

EUA X Irã: Hormuz ameaça fechar e o petróleo dispara

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Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta terça-feira, 03 de março.

Petróleo sobe ~8% após Irã sinalizar possível fechamento do Estreito de Hormuz 

Os preços do petróleo avançam +8% após o Irã anunciar a intenção de fechar o Estreito de Hormuz, rota estratégica com que transita ~20% do petróleo comercializado globalmente. Embora os EUA neguem o bloqueio efetivo, o mercado reage ao risco potencial de interrupção na oferta, elevando o prêmio geopolítico embutido no Brent. 

Resumo do dia

As bolsas globais operam em forte queda e os rendimentos dos Treasuries avançam com a guerra no Irã entrando no quarto dia sem sinais de desescalada, elevando temores de interrupções prolongadas nos mercados de energia e pressão inflacionária. O Brent supera US$ 82 o barril após novo salto, enquanto futuros do S&P 500 e do Nasdaq recuam de forma acentuada e moedas emergentes registram fortes perdas, com real entre os destaques negativos. Declarações divergentes do governo Donald Trump e ameaças de fechamento total do Estreito de Ormuz ampliam a incerteza e mantêm o mercado em modo defensivo. 

No Brasil, o PIB do quarto trimestre deve mostrar alta modesta, enquanto o Caged e a oferta de pós-fixados pelo Tesouro também entram no radar após vencimento robusto de LFT. No câmbio, vencem US$ 2 bilhões em linha, depois de rolagem parcial pelo BC, em meio a preocupações sobre os impactos da guerra na inflação e no debate político. No corporativo, a StoneCo anunciou distribuição adicional de R$ 3,1 bilhões após a venda da Linx, e o GPA busca bloquear ações do Casino, enquanto o mercado acompanha balanços e desdobramentos fiscais e monetários.

Expresso Brasil e Mundo

Ibovespa: O Ibovespa subiu 0,28%, aos 189.307 pontos, sustentado por Petrobras e demais petrolíferas após disparada do Brent com a escalada do conflito no Oriente Médio e paralisação do Estreito de Ormuz. O avanço do petróleo compensou a aversão a risco global, com Wall Street volátil e leve realização em setores domésticos sensíveis a juros. O fluxo estrangeiro segue dando suporte ao índice, embora o ambiente externo indique maior volatilidade no curto prazo.

Juros futuros: Os juros futuros subiram ao longo da curva, acompanhando a alta do dólar, em reação ao aumento da aversão ao risco global após ataques dos EUA e Israel ao Irã, que impulsionaram o petróleo, os yields dos Treasuries e os receios inflacionários.

Mundo:  Os mercados globais operam sob forte aversão a risco com a guerra no Irã no quarto dia sem desescalada. As bolsas de Nova York, Europa e Ásia caem com intensidade, enquanto os yields dos títulos soberanos sobem, pressionados pelo temor de um conflito prolongado com impacto inflacionário severo.

Minério de ferro: Minério de ferro em Singapura cai 0,4% para US$ 98,9, próximo da marca dos US$ 100; alumínio recua depois de disparar na segunda-feira, com o mercado de metais industriais dividido entre a demanda chinesa e o risco de ruptura nas cadeias de suprimento pelo conflito.  

Petróleo: O petróleo opera em alta forte, com Brent acima de US$ 80 o barril após saltar na véspera. O risco de bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e o fechamento da maior exportadora de GNL do mundo sustentam o movimento de alta nos energéticos.

Economia

Por José Marcio Camargo

Guerra no Oriente Médio e os juros no Brasil 

As primeiras reações dos agentes do mercado financeiro foram bastante negativas, com aumento da incerteza, busca de segurança, valorização do Dólar e aumento das taxas de juros dos Treasuries. Após um começo de dia negativo, as bolsas reverteram a tendência de queda e os preços dos ativos financeiros mostraram melhora ao longo do pregão, ainda que mantendo o comportamento negativo. 

⌕ Leia o relatório completo aqui.

As principais notícias do dia 02/03/26

⛽ Petróleo & Gás | 03/03/2026 
Petróleo | Petróleo dispara ~8% após anúncio de possível fechamento do Estreito de Hormuz pelo Irã – EUA nega o fechamento!  
O que aconteceu? Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os preços internacionais do petróleo sobem petróleo cerca de 8% em reação às notícias de que o Irã anunciou a intenção de fechar o Estreito de Hormuz em meio às tensões geopolíticas crescentes com os Estados Unidos e aliados. Importante mencionar: EUA anuncia que o estreito não está fechado. O estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, por onde transita um volume significativo da produção petrolífera global (estimado em cerca de 20% do óleo comercializado mundialmente) tornando qualquer ameaça de bloqueio um gatilho sensível para os mercados de energia. (Fonte: Folha de S.Paulo + Genial Investimentos) 

Opinião Genial: Brent está negociando a c. S$83,9/barril, reação de alta de ~8% no preço do petróleo em resposta ao anúncio do fechamento potencial do Estreito de Hormuz reflete o papel central da geopolítica como catalisador de preço no curto prazo, especialmente em um mercado já caracterizado por fundamentos ajustados. O estreito é um gargalo crítico para fluxos de petróleo bruto e derivados, e qualquer risco de interrupção de passagem tende a impulsionar rapidamente o prêmio de risco embutido nos preços do Brent e do WTI. No entanto, é importante ressaltar que eventos geopolíticos dessa magnitude carregam alta assimetria de risco: enquanto o impacto altista sobre preços pode ser imediato, a resolução política pode ser igualmente rápida caso haja descompressão diplomática, reduzindo o efeito de sustentação de preço no médio prazo. Uma vez mais: EUA dizem que o estreito não foi fechado! Então sugerimos cautela a tomar posições estritamente por causa dessa notícia! 

🏦 Financeiro | 03/03/2026 
STNE | Stone registra lucro de R$ 2,477 bilhões em 2025, alta de 17,5% 
O que aconteceu? A Stone reportou lucro líquido de R$ 2,477 bilhões em 2025, avanço de 17,5% em relação ao ano anterior. O resultado veio acompanhado de desaceleração no crescimento do TPV (volume total de pagamentos) e forte expansão da carteira de crédito ao longo do ano. A companhia também divulgou guidance para 2026 e 2027, com projeção de lucro bruto ajustado entre R$ 6,6 bilhões e R$ 7,0 bilhões em 2026 e entre R$ 7,2 bilhões e R$ 8,3 bilhões em 2027. Além disso, anunciou distribuição extraordinária de aproximadamente R$ 3 bilhões em capital após a venda da Linx. 

🏦 Financeiro | 03/03/2026 
BBDC4 | Bradesco Consórcios anuncia nova CEO 
O que aconteceu? A Bradesco Consórcios anunciou Nathalia Garcia como nova CEO da operação, após quase quatro anos como CMO do Banco Bradesco, tornando-se a primeira mulher a comandar a unidade em seus 23 anos. A executiva assume a liderança de uma área que registrou faturamento de R$ 43,8 bilhões em 2025, com crescimento de 17% no ano e alta de 61% nos consórcios imobiliários; no Bradesco, sua posição como CMO será ocupada por Renato Camargo, o ex-vice-presidente de clientes da Pague Menos. 

🏦 Energia  03/03/26 
Axia (AXIA3) | Fixa reembolso de R$ 40,62 por ação PN para dissidentes em migração ao Novo Mercado 
O que aconteceu? A Axia Energia (AXIA3, ex-Eletrobras) informou o valor de reembolso para acionistas preferencialistas (PNA1 e PNB1) que exercerem direito de recesso caso a migração para o Novo Mercado seja aprovada. O valor é de R$ 40,6218599632 por ação, considerando a relação de troca proposta de 1,1 ação ON para cada PN. Têm direito ao recesso os acionistas dissidentes das classes PNA1 e PNB1 com posição em 18 de fevereiro de 2026. O prazo para exercício é de 30 dias a contar da publicação da ata da assembleia que deliberar a migração. (Bloomberg Línea, Axia Energia RI, Genial) 

Opinião Genial: O preço proposto pelo direito de retirada não faz o menor sentido ao acionista tendo em vista o atual patamar de preços das ações da AXIA. Como mencionamos em nosso relatório recente, a migração para o Novo Mercado e unificação das ações em apenas ordinárias é muito positiva para o case e deve seguir destravando valor para os minoritários.  

Preço-Alvo: R$69 

Recomendação: Comprar 

✈️ Aviação 03/03/26 
AZUL53 (Azul) | S&P eleva rating para ‘brBBB-‘ com perspectiva estável após saída do Chapter 11 
O que aconteceu? A S&P Global Ratings elevou o rating nacional de longo prazo da Azul (AZUL53) para ‘brBBB-‘, com perspectiva estável, ante ‘brBB-‘ anterior. A agência destacou a saída bem-sucedida do processo de Chapter 11 nos EUA, que resultou em estrutura de capital mais enxuta, menor alavancagem e sólido desempenho operacional. A perspectiva estável reflete a expectativa de que a companhia mantenha geração de caixa consistente e métricas de crédito adequadas nos próximos 12 meses. A elevação do rating pode facilitar o acesso a linhas de crédito e reduzir custos de captação. (Bloomberg Línea, S&P Global, Azul RI, Genial) 

🚢 Logística / Transportes 03/03/26 

HBSA3 (Hidrovias do Brasil) | Prejuízo cai 11% no 4T25 para R$ 361 mi; Ebitda recorrente positivo em R$ 160 mi 
O que aconteceu? A Hidrovias do Brasil (HBSA3) registrou prejuízo líquido de R$ 361 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 11% em relação ao prejuízo de R$ 408 milhões reportado no 4T24. O Ebitda ajustado foi negativo em R$ 66 milhões, mas o Ebitda recorrente, que exclui efeitos não recorrentes, somou R$ 160 milhões positivos. No acumulado de 2025, o prejuízo caiu de R$ 569 milhões (2024) para R$ 141 milhões, uma melhora significativa de 75%. Os números refletem a recuperação gradual dos volumes transportados e ganhos de eficiência operacional. (Bloomberg Línea, Hidrovias do Brasil RI, Genial) 

🛒 Varejo 03/03/26 
PCAR3 (GPA) | Fitch rebaixa rating para ‘CCC’ citando risco de refinanciamento; GPA nega descumprimento de covenants 
O que aconteceu? A Fitch Ratings rebaixou o rating nacional de longo prazo do GPA (PCAR3) de ‘A’ para ‘CCC’, com perspectiva negativa. A agência citou risco de refinanciamento, liquidez enfraquecida e expectativa de fluxo de caixa livre (FCF) negativo no médio prazo. Em resposta, o GPA negou qualquer descumprimento de covenants financeiros e afirmar que segue em negociações avançadas com credores para refinanciar sua dívida. Paralelamente, a companhia pediu bloqueio cautelar das ações detidas pelo Casino Guichard-Perrachon e dos recursos de eventual venda, no âmbito de arbitragem iniciada em maio de 2025, visando impedir a movimentação dos valores obtidos na operação. (Bloomberg Línea, Fitch, GPA RI, Genial) 

🏥 Saúde / Farmácias 03/03/26 
PGMN3 (Pague Menos) | Lança follow-on de 70 mi de ações, com lote adicional de até 55 mi; bookbuilding em 10/3 
O que aconteceu? A Pague Menos (PGMN3) lançou um follow-on (oferta primária e secundária) de 70 milhões de ações, sendo 35 milhões primárias (recurso para a companhia) e 35 milhões secundárias (venda por acionistas vendedores). A oferta conta com lote adicional de até 55 milhões de ações, podendo totalizar 125 milhões de papéis. Os coordenadores são BTG Pactual, Itaú BBA, XP Investimentos, Bradesco BBI e Santander. O período de bookbuilding está previsto para 10 de março, com liquidação em 12 de março de 2026. Os recursos serão usados para fortalecimento de capital e expansão. (Bloomberg Línea, Pague Menos RI, Genial) 

RECV3 (PetroReconcavo) | Eduardo Azevedo renuncia à presidência do conselho; Tiago Noel (Opportunity) assume 
O que aconteceu? A PetroReconcavo (RECV3) informou a renúncia de Eduardo Azevedo ao cargo de presidente do conselho de administração. Em seu lugar, foi nomeado Tiago Noel, sócio de Private Equity do Opportunity (gestora que é acionista relevante da companhia) e conselheiro da Equatorial Energia. O mandato de Noel vai até a próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO). A mudança ocorre em meio à reestruturação da governança da empresa, que busca fortalecer a gestão e a estratégia de crescimento. (Bloomberg Línea, PetroReconcavo RI, Genial) 

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