Newsletter Genial Bom Dia

Análises, notícias e recomendações para as principais ações da bolsa de valores. A Newsletter Genial Bom dia é a dose de informação diária de todo o investidor, com conteúdo sobre economia, ações, empresas, criptos e muito mais!

Publicado em 30 de Janeiro às 11:20:28

Microsoft acende o alerta: Quanto custa crescer com AI?

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segubda

Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta sexta-feira, 30 de janeiro.

A Microsoft perde US$360b em market cap, com os gastos com IA assustando os investidores

Os mercados globais entraram em modo risk-off após o resultado da Microsoft provocar uma reavaliação do trade de AI. Apesar do beat em receita e lucro, as ações caíram -10%, apagando ~US$350bn em valor de mercado, refletindo a frustração com o ritmo do Azure e o forte aumento do Capex em AI. 

Resumo do dia

O mercado reage nesta quinta-feira à decisão do Copom, que manteve a Selic em 15% e surpreendeu ao trazer uma sinalização explícita de início do ciclo de cortes já em março. O Banco Central adotou um tom mais “dovish”, ao falar em serenidade na calibração do nível de juros e ao retirar do comunicado expressões associadas a uma postura excessivamente contracionista por período prolongado. A principal discussão agora é o tamanho do primeiro movimento, com analistas divididos entre cortes de 0,25pp ou 0,50pp, enquanto a curva de juros e o câmbio devem ajustar preços ao longo do dia. 

O impacto potencial de um BC mais brando sobre o dólar, no entanto, encontra forte contraponto no cenário externo. A moeda americana segue pressionada globalmente após a decisão do Federal Reserve, que manteve os juros, mas registrou dissidências favoráveis a cortes. A combinação de dólar fraco e fluxo externo favorável reforça a apreciação do real e amplia o espaço para um ciclo de flexibilização mais intenso no Brasil. Ouro renova máximas históricas como ativo de proteção, enquanto petróleo avança com o prêmio geopolítico e futuros de Wall Street sobem, liderados por ações de tecnologia. 

No Brasil, além da repercussão do Copom, o mercado acompanha dados de inflação, crédito, resultado fiscal, emprego formal e o leilão do Tesouro, todos com potencial de afetar a dinâmica dos DIs. No noticiário político, a visita de Tarcísio de Freitas a Jair Bolsonaro segue no radar, em meio a especulações sobre seu posicionamento eleitoral, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista. No corporativo, o destaque fica para a confirmação do preço do IPO do PicPay, o aumento das reservas provadas da Petrobras e avanços em processos de privatização e reestruturação em empresas do setor de energia e saneamento.

Expresso Brasil e Mundo

Ibovespa:  O Ibovespa encerrou o pregão em alta, com avanço consistente e novo recorde acima dos 184 mil pontos, refletindo um dia de apetite elevado ao risco e continuidade do rali recente, sustentado pela sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da Selic deve ter início em março e por um ambiente externo sem surpresas relevantes após a decisão do Federal Reserve. No cenário internacional, a manutenção dos juros pelo Fed e o tom de Jerome Powell afastando a possibilidade de novas altas contribuíram para manter o fluxo favorável a ativos de risco, enquanto, no plano doméstico, a comunicação do Copom foi interpretada como mais dovish do que o esperado, reforçando a tese de juros mais baixos à frente. O dólar comercial encerrou praticamente estável, em torno de R$5,20, enquanto os juros futuros passaram a embutir com mais clareza o início do afrouxamento monetário, fechando a curva.

Juros futuros: Os juros futuros tiveram abertura de curva, com alta nos vértices curtos e queda nas taxas intermediárias, refletindo ajuste técnico pós-Copom, após o BC sinalizar de forma explícita o início do ciclo de cortes em março, enquanto o dólar ficou estável diante da leitura já incorporada do cenário externo.

Mundo: Mercados globais apresentam alta com tecnologia liderando ganhos após anúncios de investimentos em inteligência artificial por Meta e Microsoft, enquanto dólar registra queda diante de temores de desvalorização que se sobrepõem à defesa de moeda forte. Dissidência no Fed e incertezas sobre sucessão de Powell alimentam busca por proteção, com ouro disparando acima de recordes anteriores.

Minério de ferro: obre recuou após atraso na abertura da LME por problemas técnicos e elevação de margens pela CME. Minério de ferro caiu em Singapura, com PMI da China no radar. Metais industriais pressionados por perspectiva de Fed ortodoxo.

Petróleo: Petróleo registra alta forte pelo terceiro dia consecutivo com Brent atingindo patamar de setenta dólares. O movimento é impulsionado principalmente por escalada de tensões geopolíticas após ameaças renovadas de Donald Trump contra o Irã, combinado com dólar enfraquecido que favorece commodities cotadas na moeda americana. 

Destaque do dia

Bradesco (BBDC4) | Prévia 4T25: Receita Avança e Sustenta Reestruturação com Melhora Gradual de Rentabilidade 

Esperamos um 4T25 de evolução gradual da rentabilidade, sustentado pela continuidade da recuperação das receitas de juros e pela inadimplência sob controle.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Economia

Por José Marcio Camargo

Sinais de arrefecimento elevam chance de corte de 50 bps na Selic  

Em dezembro, o CAGED veio bem pior que o esperado, com destruição líquida de 618,2 mil vagas formais (mercado: -481,3 mil; nossa projeção: -439,6 mil). O resultado marca deterioração na margem frente ao saldo revisado de 84,1 mil em novembro e ficou abaixo de dez/24 (-555,4 mil). 

⌕ Leia o relatório completo aqui.

As principais notícias do dia 29/01/26

🏭 Mineração e Siderurgia 30/01/2026
 Votorantim vende CBA para Chinalco e Rio Tinto por R$10,7b
O que aconteceu? A Chinalco e a Rio Tinto fecharam a aquisição da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) por meio de uma joint venture controlada pela Chinalco, avaliando a companhia em R$10,7b de EV. A JV adquiriu a participação de 68,6% detida pelo Grupo Votorantim e anunciou que realizará uma OPA para adquirir os 31,4% restantes. O preço acordado foi de R$10,50/ação, em linha com o fechamento do papel (R$10,35), mas representando um prêmio de 74% sobre a média dos últimos 90 pregões. A participação da Votorantim foi avaliada em R$4,7b de equity value, implicando R$6,8b para 100% do capital, e um múltiplo de cerca de 6x EV/EBITDA 2026.
Trata-se da maior transação do setor de alumínio no Brasil em 15A. Para a Chinalco, o negócio marca a entrada na América Latina com um ativo verticalizado e acesso estratégico à bauxita; para a Votorantim, a venda faz parte do rebalanceamento de portfólio, com redução de exposição a commodities e maior foco em infraestrutura e utilities. A operação ocorre em um momento de alavancagem próxima de 3x EBITDA na CBA e limitações de Capex para projetos de crescimento, como o Projeto Rondon (Brazil Journal e Genial).

Petróleo & Gás
Setor | Venezuela reformula política petrolífera para atrair investidores estrangeiros
O que aconteceu? O Parlamento da Venezuela aprovou uma ampla reforma na legislação do setor petrolífero com o objetivo de atrair capital privado e estrangeiro para sua indústria de petróleo, historicamente dominada por um rígido modelo de controle estatal. A nova lei da hidrocarbonetos amplia a flexibilidade tributária e regulatória, permitindo ao governo ajustar impostos e royalties, reduzir encargos de extração, estabelecer um teto de royalties em até 30% e ampliar a possibilidade de resolução de disputas via arbitragem internacional, em vez de tribunais internos. A legislação também abre espaço para que empresas privadas explorem, produzam e comercializem petróleo com maior autonomia, diminuindo a necessidade de associação obrigatória com a estatal PDVSA e facilitando contratos diretos que podem incluir capital estrangeiro. (Fontes: Exame e Genial)
Opinião Genial: A reforma representaria uma das mudanças mais significativas na política energética venezuelana em décadas, sinalizando uma tentativa explícita de reverter os efeitos de anos de isolamento, queda de produção e desinvestimento no setor petrolífero. Acreditamos que empresas brasileiras de revitalização poderiam se beneficiar desse cenário em potencial.

🏭 Mineração e Siderurgia
VALE3 | Vale é multada em R$1,7m por danos ambientais e tem atividades suspensas em MG
O que aconteceu? O governo de Minas Gerais, por meio da Semad, autuou a Vale em R$1,7m por danos ambientais decorrentes de extravasamentos ocorridos nas minas de Fábrica e Viga, localizadas em Ouro Preto e Congonhas. A secretaria determinou ainda a suspensão das atividades operacionais: integralmente na Mina de Viga e, no caso da Mina de Fábrica, restrita às operações na cava 18, até que sejam comprovadas a eliminação dos riscos ambientais e a adoção de medidas de controle eficazes. A Vale deverá executar ações emergenciais, incluindo limpeza das áreas afetadas, contenção de novos carreamentos, monitoramento das águas do entorno e apresentação de plano de recuperação ambiental. A fiscalização identificou falhas no sistema de drenagem, agravadas pelo elevado volume de chuvas na região (Valor e Genial).
Recomendação: Manter
Preço-Alvo: R$90,00

📱 Tecnologia
AAPL34 | Apple sobe ~0,72% no pós-mercado após divulgar resultados do 4º trimestre fiscal de 2025
O que aconteceu? A Apple Inc. divulgou seus resultados do quarto trimestre fiscal de 2025, registrando receita de cerca de US$ 102,5 bilhões e lucro por ação de US$ 1,85, ambos acima das expectativas do mercado e impulsionados por fortes vendas de iPhone e crescimento no segmento de serviços, apesar de desafios em algumas regiões e níveis de investimento em tecnologia. Em reação aos números — que superaram projeções de receita e lucro — as ações da Apple avançaram cerca de 0,72% no mercado after-hours, sinalizando otimismo moderado de investidores com a capacidade da empresa de sustentar crescimento em um ambiente competitivo.

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