
Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta terça-feira, 27 de janeiro.
O que faz o mercado não parar de correr para a proteção?
Os mercados globais operam em modo de aversão ao risco, com o dólar em queda pelo terceiro dia seguido diante de temores de intervenção cambial entre EUA e Japão. O movimento fortaleceu ativos de proteção, levando o ouro acima de US$5.000 e a prata a novos recordes, enquanto bolsas americanas recuam levemente. A saída de capital dos EUA favoreceu o Ibovespa, em um ambiente de cautela antes da decisão do Fomc.
Resumo do dia
A aversão ao risco domina os mercados globais nesta terça-feira, com o dólar recuando pelo terceiro dia consecutivo diante de sinais de possível coordenação entre Estados Unidos e Japão para sustentar o iene. Alertas de autoridades japonesas aumentaram a expectativa de intervenção cambial, impulsionando a moeda e reforçando a busca por proteção. Nesse contexto, o ouro superou pela primeira vez a marca de US$ 5.000, enquanto a prata renovou recordes. Futuros das bolsas em Nova York operam em leve queda, refletindo a saída de capital de ativos americanos — movimento que favoreceu o Ibovespa, que chegou a testar os 180 mil pontos na sexta-feira. Os rendimentos dos Treasuries recuam antes da decisão do Fomc.
No Brasil, a agenda traz a rolagem de vencimento de linha no câmbio pelo Banco Central e a divulgação da pesquisa Focus, em semana marcada pela expectativa da decisão do Copom. O consenso aponta para manutenção da Selic, embora o BTG defenda um corte já neste encontro. O BC também divulga as contas correntes de dezembro, com estimativa de déficit de US$ 5 bilhões. No campo político, declarações do presidente Lula em defesa do multilateralismo e críticas a Donald Trump seguem no radar.
No noticiário corporativo, o PicPay registrou demanda superior a três vezes a oferta em seu IPO, segundo fontes. A Vale informou extravasamento em uma cava sem impacto a pessoas, e o BRB negocia uma linha emergencial com o FGC, de acordo com a imprensa.
Expresso Brasil e Mundo
Ibovespa: O Ibovespa encerrou o pregão em leve queda de 0,08%, aos 178.721 pontos, caracterizando um dia de lateralização e perda de fôlego após a sequência recente de recordes, em uma sessão marcada por compasso de espera e menor apetite a risco. No ambiente externo, o mercado seguiu digerindo a rotação global de portfólios associada à tese de “Sell America”, mas com investidores adotando postura mais cautelosa à espera das decisões de política monetária do Federal Reserve e do Copom ao longo da semana, além da temporada de balanços nos EUA. No cenário doméstico, o Brasil permaneceu no radar do investidor estrangeiro, mas a liquidez mais contida e a realização pontual em ações ligadas a commodities limitaram movimentos mais direcionais; o dólar comercial apresentou variação marginal frente ao real, enquanto os juros futuros oscilaram próximos da estabilidade.
Juros futuros: Os juros futuros recuaram levemente ao longo da curva, em linha com a queda marginal dos yields externos, em sessão de espera por Copom e Fomc, com ausência de drivers domésticos relevantes e movimento ancorado no dólar mais fraco e no recuo das taxas americanas de curto prazo.
Mundo: Bolsas globais registram alta com destaque para setor de tecnologia liderando os ganhos em direção a novas máximas. O movimento reflete semana decisiva de balanços corporativos e continuidade de rali que recentemente se expandiu além das big techs, enquanto índice dólar opera lateralizado após três sessões consecutivas de queda.
Minério de ferro: Minério de ferro opera próximo da estabilidade em Singapura, com o futuro da commodity subindo 0,2%, para 103 dólares e 70 centavos por tonelada.
Petróleo: Petróleo apresenta leve alta com mercado monitorando perspectiva de oferta abundante. O movimento é influenciado por expectativas de retomada do campo de Tengiz no Cazaquistão e esforços da Chevron para ampliar oferta venezuelana, fatores que pressionam preços mas são compensados por outras dinâmicas de mercado.
Destaque do dia
Itaú (ITUB4) | Prévia 4T25: Em Voo Cruzeiro
Projetamos que o Itaú deve entregar um 4º trimestre de 2025 sólido, com lucro líquido robusto e melhora de rentabilidade, refletindo um forte desempenho da carteira de crédito, disciplina de capital e eficiência operacional.
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As principais notícias do dia 26/01/26
🏭 Mineração e Siderurgia 27/01/2026
VALE3 | Vale suspende operações em Fábrica e Viga por determinação municipal
O que aconteceu? A Vale recebeu determinação oficial do município de Congonhas para suspender as autorizações operacionais das unidades Fábrica (MG) e Viga (MG), além de implementar medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental. A companhia informou que as operações nessas unidades foram paralisadas e reiterou que as condições de estabilidade e segurança das barragens na região permanecem inalteradas, com monitoramento contínuo 24/7. A Vale afirmou que está cooperando integralmente com as autoridades competentes e confirmou que seu guidance 26E permanece inalterado, conforme previamente divulgado (Vale e Genial).
Recomendação: Manter
Preço-Alvo: R$90,00
🏗️ Mineração e Siderurgia 26/01/26
VALE3 | Vale apura transbordamento de água com sedimentos em mina de Fábrica (MG)
O que aconteceu? A Vale informou que está investigando um transbordamento de água contendo sedimentos ocorrido em uma de suas instalações de mina na Região de Fábrica, em Minas Gerais. A companhia destacou que não houve registro de vítimas e que acionou suas equipes de controle ambiental para avaliar causas, impactos e medidas corretivas. A apuração segue em curso em conjunto com autoridades ambientais e de segurança, reforçando o compromisso da empresa com gestão de riscos operacionais e conformidade com normas ambientais. (Valor e Genial)
⛽ Petróleo & Gás 27/01/26
PETR4 | Petrobras reduz preço da gasolina para distribuidoras em 5,2%
O que aconteceu? A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (26/01) um corte de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, equivalente a uma redução de R$ 0,14 por litro, passando a valer a partir de 27 de janeiro de 2026. Com o ajuste, o preço médio do litro da gasolina A nas refinarias ficará em cerca de R$ 2,57. O diesel, por sua vez, teve seu preço mantido neste momento. O repasse dessa redução às bombas dependerá da formação de preço local, tributos, custos logísticos e margens de revenda. (Valor Econômico + Genial Investimentos)
Opinião Genial: Achamos o evento neutro para tese da empresa. De acordo com o site das Abicom, a gasolina opera com um prêmio de c. 8% em relação ao preço de paridade. Sendo assim, existia espaço para o corte de preços sem que isso fosse ser considerado uma intervenção no equilíbrio de mercado. Sendo assim, não observamos maiores desequilíbrios por parte dessa decisão.
✈️ Aeronáutica 27/01/26
EMBR3 | Embraer anuncia acordo com grupo Adani para fabricar aviões na Índia
O que aconteceu? A Embraer firmou um acordo com o grupo empresarial indiano Adani para a produção de aeronaves no mercado indiano, em uma iniciativa que visa expandir a presença global da fabricante brasileira em um dos setores de aviação que mais crescem no mundo. Pelo acordo, a Embraer e o grupo Adani estudarão a instalação de linhas de montagem ou unidades de produção na Índia, potencialmente com transferência de tecnologia e participação local na cadeia de valor, o que pode acelerar a participação da Embraer em mercados emergentes e fortalecer sua posição competitiva frente a outros fabricantes. A parceria também reflete interesse estratégico de Adani em desenvolver a indústria aeronáutica no país, alinhado a planos de crescimento de infraestrutura e capacidade industrial da Índia. (G1 e Genial)
🏦 Financeiro 27/01/26
INBR32 | Inter aprova descontinuação de BDRs patrocinados e lança novo programa de BDRs não patrocinados
O que aconteceu? O Banco Inter informou que aprovou a descontinuação de BDRs patrocinados (BDRs emitidos por meio de pactos com os emissores estrangeiros) e passou a implementar um novo programa de BDRs não patrocinados, que permite a negociação de BDRs sem necessidade de coordenação com a empresa emissora no exterior. A mudança visa ampliar o acesso dos investidores brasileiros a ativos internacionais de forma mais eficiente, reduzir custos e diversificar a oferta de BDRs no mercado local. A migração deve seguir regras definidas pela companhia e pela B3, proporcionando novas opções de exposição global para os investidores. (Bloomberg e Genial)
⛽ Petróleo & Gás 27/01/26
PRIO3 | Moody’s eleva nota de crédito após compra da Peregrino e de olho em reforço na produção
O que aconteceu? A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito da PRIO (PRIO3) em reação a uma combinação de fatores estratégicos, incluindo a aquisição do campo de petróleo Peregrino — que melhora o perfil de reservas e fluxo de produção da companhia — e as perspectivas de reforço da produção de óleo no curto e médio prazo. A melhora no rating reflete maior visibilidade de geração de caixa, fortalecimento da base de ativos e menor risco de crédito percebido pelos credores, diante de uma estratégia de crescimento operacional bem definida. (MoneyTimes e Genial)
