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Brent supera US$100 e WTI avança 2,2% após Irã atacar Israel e bases americanas, com Arábia Saudita e Emirados sinalizando entrada no conflito.
Irã lança ofensiva contra cidades israelenses e bases americanas. Kuwait desativa linhas de energia. Sauditas e Emirados se aproximam do conflito, pressionando o petróleo — Brent acima de US$100 e WTI a US$90,1.
Resumo do dia
O petróleo volta a pressionar os mercados, com o Brent superando US$100 e o WTI avançando 2,2% a US$90,1, após Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomarem medidas em direção à entrada no conflito, segundo o WSJ. O Irã lançou ofensiva noturna contra cidades israelenses e bases americanas, enquanto o Kuwait desativou linhas de energia após ataques iranianos. Os futuros em NY operam sem direção clara, com o dólar em alta. Mary Daly, do Fed, alertou que um conflito prolongado pode elevar a inflação e desacelerar o crescimento, e o vice-presidente do BCE, Boris Vujcic, sinalizou necessidade de agilidade diante de riscos de estagflação.
No Brasil, o destaque do dia é a ata do Copom, divulgada às 8h, que deve detalhar os fatores por trás do corte cauteloso de 0,25pp na Selic e dar pistas sobre os próximos passos. A curva voltou a precificar 23pp de corte para abril e mais 1pp de flexibilização até o fim de 2027. O Tesouro deve retomar as ofertas regulares de NTN-B e LFT após as intervenções extraordinárias recordes da semana passada. Na política, Ratinho Júnior desistiu da candidatura presidencial pelo PSD, com Ronaldo Caiado surgindo como opção após reunião com Kassab. No corporativo, detentores de títulos da GPA contrataram a Moelis como assessora e a Rumo foi colocada em observação negativa pela Moody’s.
Expresso Brasil e Mundo
Ibovespa: O Ibovespa disparou 3,24%, aos 181.932 pontos, após Trump anunciar pausa de cinco dias nos ataques ao Irã, derrubando o Brent cerca de 10%, para US$ 99,94. Mercados seguem cautelosos, porém, já que o Irã não teria feito contato direto com os EUA e a reabertura do Estreito de Ormuz permanece incerta.
Juros futuros: A curva de juros elevou corte para abril a 23 pontos-base, embutindo mais 1pp até 2027. CSN subiu mais de 9% com novo crédito sindicalizado e Desktop disparou mais de 20% com compra pela Claro. PGR apoiou prisão domiciliar para Bolsonaro e Ratinho Júnior desistiu da presidência.
Mundo: O petróleo volta a subir acima de US$ 100 com Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tomando medidas para entrar no conflito com o Irã, revertendo o forte alívio da véspera. Ásia avança com destaque para Hang Seng e Shanghai, enquanto futuros americanos recuam com yield dos Treasuries em alta.
Metais: O minério de ferro recua em Singapura, devolvendo parte dos ganhos recentes em ambiente de aversão ao risco. A combinação de dólar em alta e incerteza geopolítica pressiona a demanda por metais industriais ligados à atividade chinesa.
Petróleo: O petróleo opera em alta forte, superando novamente a marca dos US$ 100 com Brent e WTI avançando. A retomada do conflito no Oriente Médio, com novos países do Golfo se envolvendo, é o principal fator por trás da pressão sobre os preços do energético.
Economia
Por José Marcio Camargo
Ativos globais se recuperam com sinal de desescalada entre EUA e Irã
Os ativos globais registraram recuperação ao longo do dia de ontem, em meio à sinalização de desescalada do conflito no Oriente Médio. O movimento refletiu o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que ataques à infraestrutura energética iraniana seriam adiados por cinco dias, devido aos avanços registrados nas negociações ao longo do último final de semana.
⌕ Leia o relatório completo aqui.
As principais notícias do dia 24/03/26
💧 Saneamento
SAPR11 | Agepar propõe destinar precatório de R$ 3,9 bilhões integralmente aos usuários
O que aconteceu? A Sanepar informou que a Agepar publicou a Nota Técnica nº 01/2026, propondo que o montante de R$ 3,94 bilhões, recebido via precatório, seja integralmente destinado aos usuários por meio de modicidade tarifária por via investimentos não onerosos e/ou descontos nas tarifas. A proposta altera a premissa anterior de compartilhamento com os acionistas prevista no Manual de Revisão Tarifária. O tema será submetido à Consulta Pública entre 27/03 e 28/04, com audiência em 29/04. A companhia informou que participará do processo para defender seus interesses. (Fonte: Fato Relevante e Genial Investimentos)
Opinião Genial: A proposta da Agepar é claramente negativa para a tese de investimento da Sanepar, na medida em que elimina (em sua visão preliminar, ao menos) a possibilidade de captura de valor relevante pelos acionistas associada ao precatório. Trata-se de uma reinterpretação regulatória relevante, ao direcionar integralmente o ganho extraordinário para modicidade tarifária, o que reduz (ou elimina) o potencial de dividendos extraordinários. Em nossa interpretação, os atuais preços de tela, precificavam em pelo menos 25-50% do valor total do precatório como potencial dividendo extraordinário (equivalente a 14-28% do valor de tela da empresa). Sendo assim, acreditamos em uma correção relevante na cotação da empresa no dia de hoje.
Recomendação: Manter
Preço-alvo: R$ 27
⛽ Petróleo & Gás
PETR4 | Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra
O que aconteceu? O mercado de diesel no Brasil tem apresentado maior restrição de oferta e elevação de preços no período entre a colheita e o plantio da segunda safra agrícola. Esse movimento sazonal reflete o aumento da demanda logística no agronegócio (transporte de grãos e insumos), combinado a limitações na capacidade de refino doméstica e dependência de importações. O cenário pressiona os preços do combustível no curto prazo, especialmente em regiões com maior atividade agrícola. (Fonte: O Globo + Genial Investimentos).
Opinião Genial: A notícia reforça uma dinâmica estrutural relevante para a tese de downstream no Brasil: o país segue estruturalmente deficitário em diesel, sobretudo em períodos de pico de demanda agrícola e, ainda por cima, em um contexto onde a Petrobras segue represando preços dos combustíveis (defasagem está entre R$2,05-R$2,27/litro no diesel e R$1,13-1,21/litro na gasolina, a depender da refinaria pesquisada). Dito isso, entre os cenários possíveis acreditamos que a empresa deva realizar um reajuste de preços em breve ou então passar a subsidiar a importação de combustível para evitar a escassez (o que consideramos improvável tendo em vista questões relacionadas as lei das estatais e estatuto da empresa onde subsídios ao combustíveis precisarão ser reembolsados pelo Governo Federal).
Recomendação: Manter
Preço-alvo: R$ 44
🏦 Bancos / Fintechs
AGIX (Agibank) | Originação volta aos níveis pré-suspensão do INSS; lucro de R$ 1 bi em 2025
O que aconteceu? O Agibank reportou lucro de R$ 215 mi no 4T25 e R$ 1 bi no acumulado de 2025 — resultado em linha com o mercado, que já havia ajustado expectativas após o INSS suspender a concessão de consignados do banco por alguns dias em dezembro para acerto de contratos irregulares. A originação caiu 27,5% no tri, mas o CEO Marciano Testa afirmou que o ritmo já voltou aos níveis pré-bloqueio, com 8,9% de participação no consignado INSS e pace de originação o dobro da média de mercado. No ano, lucro cresceu 31,8%, receita +46,8% e carteira de crédito +43,9%, para R$ 34,9 bi — dos quais R$ 25 bi em consignado INSS. O ROE recuou de 38,9% para 35,8% no trimestre. A ação caiu 23% desde o IPO em fevereiro na NYSE, e o banco negocia a 6x o lucro estimado para 2026. (Brazil Journal e Genial)
📡 Telecom
TIMS3 | Controladora da TIM Brasil entra em foco após oferta na Itália
O que aconteceu? A Poste Italiane anunciou oferta pública de aquisição pela Telecom Italia, controladora indireta da TIM Brasil. A TIM afirmou que as discussões ocorrem exclusivamente no nível da controladora e que não há novas informações além das já divulgadas publicamente. (Genial Investimentos, Valor Econômico)
📡 Telecom
OIBR3 (Oi) | Adia balanços do 3T25 e 4T25 sem prazo para divulgação
O que aconteceu? A Oi informou o adiamento das demonstrações financeiras referentes ao 3T25, 4T25 e ao ano de 2025 como um todo — que seriam divulgadas em 25 de março —, sem definição de novo prazo. O motivo é o impacto de eventos da recuperação judicial nos balanços e o andamento dos processos competitivos para venda de ativos, que afetam o relatório de gestão que o administrador judicial precisa apresentar à Justiça até abril. Em paralelo, a venda da V.tal — principal ativo da empresa, com preço mínimo de R$ 12,3 bi — recebeu apenas uma proposta abaixo do piso, encaminhada agora para deliberação pelos credores enquadrados na Opção de Reestruturação I do plano de recuperação. (Money Times e Genial)
🪙 Mineração / Ouro
AURA33 | Aura detalha dividendo de US$ 0,22 por BDR
O que aconteceu? A Aura Minerals informou que o dividendo de US$ 0,22 por BDR será pago em 26 de março de 2026. Considerando o câmbio de R$ 5,2151/USD e IOF de 0,38%, o valor líquido corresponde a R$ 1,142962176 por BDR para os detentores de BDR nível III da companhia. (Genial Investimentos, RI Aura)
🏥 Saúde
RDOR3 | Rede D’Or aprova R$ 350 mi em JCP
O que aconteceu? A Rede D’Or aprovou JCP de R$ 350 milhões, equivalente a R$ 0,15914793216 por ação. A data com será em 26 de março de 2026, com ações negociadas ex-JCP a partir de 27 de março, e pagamento previsto para 7 de abril de 2026. (Genial Investimentos, RI Rede D’Or)
⛽ Distribuição de Combustíveis
VBBR3 | Vibra aprova R$ 393,5 mi em JCP
O que aconteceu? A Vibra Energia aprovou R$ 393,5 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,32999456225 por ação. A data com será em 26 de março de 2026, com ações negociadas ex-JCP a partir de 27 de março, e pagamento previsto para 15 de setembro de 2026. (Genial Investimentos, RI Vibra)
