Renda Fixa

Publicado em 02 de Fevereiro às 19:40:00

Highlights da Semana

O inverno no hemisfério norte evidenciou como eventos climáticos extremos podem gerar choques econômicos rápidos: a onda de frio nos EUA reduziu a oferta de energia e elevou a demanda por aquecimento, pressionando preços e logística. No Brasil, a instabilidade climática se manifesta por chuvas intensas, alagamentos e calor extremo, afetando mobilidade, fornecimento de energia e produtividade, com impactos diretos sobre a operação de diversos setores.

Para o mercado de FIDCs, a conexão é direta: eventos extremos aumentam a volatilidade dos fluxos de caixa dos direitos creditórios e tensionam premissas operacionais implícitas, como continuidade, calendário de recebimentos, custos logísticos, sazonalidade e produtividade. Em setores e regiões mais sensíveis, isso se traduz em atrasos de arrecadação, maior inadimplência e deterioração da performance da carteira, exigindo maior rigor na análise de crédito, no acompanhamento dos cedentes e na gestão dos riscos operacionais.

Nesse contexto, o regulamento do FIDC deixa de ser apenas um instrumento jurídico e passa a atuar como ferramenta efetiva de gestão de risco, ao demandar coerência entre fatores de risco, política de investimento, critérios de elegibilidade e mecanismos de monitoramento contínuo. A adequada incorporação do risco como fator material contribui para maior previsibilidade dos resultados, reforça a transparência para o investidor e reduz a probabilidade de eventos adversos inesperados ao longo do ciclo do fundo.


Nesta semana, a curva de juros futura apresentou elevação nos prazos mais longos, refletindo a reprecificação dos contratos diante das incertezas relacionadas à indicação para a diretoria do Banco Central. O movimento foi mais concentrado na ponta longa, enquanto os vértices intermediários também mostraram alta moderada ao longo do período. Já os vencimentos mais curtos tiveram variação mais contida, permanecendo relativamente ancorados pela taxa básica atual, em um ambiente de maior cautela quanto à condução da política monetária à frente. Saiba mais


Capital Aberto | Inovação e limites legais: tokenização desafia o sistema registral e o mercado imobiliário | “A tokenização imobiliária tem ganhado espaço no debate jurídico e financeiro como uma possível ponte entre o mercado imobiliário tradicional e as novas infraestruturas digitais. A promessa de fracionamento de ativos, ampliação do acesso a investimentos e aumento de eficiência operacional atrai investidores, plataformas e players do mercado.” Saiba mais

Finsiders Brasil | O que muda no setor financeiro em 2026: dez tendências regulatórias e tecnológicas | “(…) Além disso, há expectativa de queda da taxa de juros. Isso deve impulsionar o mercado de dívida, bem como a consolidação do mercado de Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Esse instrumento que deverá seguir com crescimento sustentado pela demanda do crédito estruturado, ganhos de padronização e maior maturidade regulatória. Cedentes e prestadores de serviço precisarão observar práticas mais rigorosas de governança, diligência e monitoramento de ativos que compõem as carteiras desses fundos.” Saiba mais

Valor Econômico | Há preconceito com FIDC, mas mercado tem muitas oportunidades, diz Itaú Asset | “ (…) O FIDC, por si só, não define o risco da operação, que depende essencialmente da estrutura adotada, disse. “Há operações com risco muito baixo, próximo ao de grandes bancos, assim como estruturas de maior risco”, afirmou durante apresentação no Latin America Investment Conference. Segundo Fayga, a possibilidade de “trancheamento” das operações — com a criação de séries sêniores mais protegidas, além de tranches mezaninas ou subordinadas, que assumem maior risco e oferecem retorno potencialmente mais elevado — torna esses fundos especialmente atrativos.” Saiba mais


  Nos Estados Unidos, a decisão mais recente do Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada, conforme amplamente esperado pelo mercado. No entanto, o comunicado trouxe ajustes relevantes no tom, sinalizando maior sensibilidade da autoridade monetária à evolução dos dados econômicos, especialmente inflação e atividade. A leitura foi interpretada como levemente mais cautelosa, reforçando a dependência de novos indicadores para definir o início do ciclo de cortes e mantendo os investidores atentos às próximas divulgações macroeconômicas. Saiba mais

Na Zona do Euro, os dados indicaram que a economia encerrou 2025 com crescimento mais sólido do que o esperado, sugerindo maior resiliência do bloco apesar do ambiente global desafiador. O desempenho melhor no fim do ano ajudou a sustentar o sentimento nos mercados, embora as perspectivas para 2026 ainda dependam da trajetória da inflação e das decisões de política monetária. Com isso, o Banco Central Europeu segue monitorando o equilíbrio entre crescimento e controle dos preços. Saiba mais


STJ | REsp nº 2222480/SP | A 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) confirmou o entendimento no sentido de que a dívida condominial, ainda que constituída em momento anterior ao pedido de recuperação judicial, possui natureza extraconcursal, por ser vinculada ao bem, e não ao proprietário. Saiba mais

TJSP | Cumprimento de Sentença nº 0011975-07.2023.8.26.0004 | A 1ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (“TJSP”) entendeu que, por fazer parte de um conglomerado global de instituições financeiras, o banco sediado no Brasil deve realizar a transferência de valores pertencentes ao executado, ainda que mantidos em uma filial no exterior. Saiba mais

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