Renda Fixa

Publicado em 02 de Março às 20:00:00

Highlights da Semana

O anúncio da Block de demitir quase metade da força de trabalho, atribuindo a decisão a ganhos de eficiência com inteligência artificial, marca uma inflexão estrutural: não se trata apenas de corte de custos, mas de redesenho operacional. A mensagem é clara, os processos baseados em análise, conferência e tomada de decisão padronizada estão sendo absorvidos por sistemas automatizados, comprimindo estruturas e exigindo profissionais mais estratégicos.

No mercado de crédito e especialmente nos FIDCs, esse movimento é altamente relevante. Inteligência Artificial aplicada à originação, análise de lastro, precificação, monitoramento e cobrança reduz erro operacional, acelera ciclos e melhora a gestão de risco. Eficiência e escala se tornam diferenciais competitivos claros para gestores estruturadores.

Segundo a Investalk, a Comissão de Valores Mobiliários firmará acordo com o Banco Central do Brasil para ampliar o acesso a dados de carteiras de crédito além dos FIDCs, incluindo multimercados e securitizadoras. As entidades reguladas pela CVM passarão a enviar informações ao Sistema do Bacen e gestores poderão consultar como base estruturada de dados de crédito. Trata-se de um avanço relevante em transparência, integração e supervisão consolidada de risco no mercado de capitais.

Nesse novo ambiente, quem souber utilizar inteligência artificial de forma estruturada conseguirá extrair uma leitura muito mais sofisticada de risco, cruzando informações do SCR com dados internos de performance, concentração e comportamento de carteira. A vantagem competitiva deixará de ser apenas acesso ao crédito e passará a ser capacidade analítica.


Nesta semana, a curva de juros futura voltou a registrar alta nos principais vencimentos, após um período de recuo observado ao longo das sessões anteriores. O movimento refletiu o aumento das preocupações com a inflação global, o que levou à recomposição dos prêmios de risco, especialmente nos contratos com vencimento mais longo. Ainda assim, no acumulado recente, as taxas permanecem abaixo dos níveis anteriores, indicando que o ajuste ocorreu após uma fase de fechamento da curva.  Saiba mais


Valor Econômico | CDB domina e FIDC dispara 122%: o raio-x de onde o brasileiro investiu em 2025 | “O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) foi o campeão de crescimento no ano de 2025 entre os investimentos dos brasileiros no país, com alta de 122,8%. (…) Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, destaca que o FIDC foi distribuído para o segmento do varejo tradicional apenas recentemente, o que justifica a alta em um cenário em que investidores também estão diversificando o portfólio.” Saiba mais

InfoMoney | Mercado imobiliário fecha 2025 com recordes em lançamentos e vendas, apesar de juros | “Apesar o crescimento dos estoques, o mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com recordes em lançamentos e vendas de imóveis residenciais verticais, mesmo em um cenário de juros elevados, e a expectativa é que 2026 ao menos bata os bons resultados do ano anterior. (…) Ao longo de 2025, foram lançadas 453.005 unidades residenciais, alta de 10,6% em relação a 2024. O valor geral lançado (VGL) somou R$ 292,3 bilhões.” Saiba mais

Capital Aberto | Como a CVM abre caminho para a inovação no mercado de capitais brasileiro | “O ano de 2025 consolidou o que já pode ser chamado de uma era de mudanças regulatórias relevantes que pretende, mais do que nunca, expandir o alcance do mercado de capitais brasileiro no financiamento de atividades econômicas. Em diferentes frentes — crowdfunding, fundos de investimento, regimes simplificados e mercados organizados — a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vem avançando de forma coordenada para redesenhar os caminhos de acesso ao mercado de capitais, adotando uma abordagem regulatória calibrada ao risco e à escala das atividades.” Saiba mais


Após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel que teria resultado na morte do líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, o Irã retaliou com drones e mísseis contra países do Oriente Médio considerados aliados de Washington e Tel Aviv, elevando o risco de uma guerra regional ampliada. Cresce a incerteza política interna e o potencial de escalada militar, especialmente com o possível fechamento do Estreito de Hormuz, por onde transita até 30% do petróleo mundial. O impacto mais imediato recai sobre o mercado de energia: uma interrupção prolongada pode levar o barril acima de US$ 100, pressionando a inflação global e afetando o ciclo de queda de juros em diversas economias.  Saiba mais

Na Zona do Euro, o crescimento da atividade industrial atingiu o maior nível em 44 meses em fevereiro, segundo dados do PMI (Índice de Gerentes de Compras), sinalizando uma recuperação mais consistente do setor manufatureiro. O resultado indica melhora gradual da demanda e reforça a percepção de maior resiliência da economia do bloco no início do ano. Ainda assim, o Banco Central Europeu segue monitorando a trajetória da inflação e da atividade para calibrar os próximos passos da política monetária. Saiba mais


STJ | Tema 1409 | A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) confirmará se a penhora de faturamento é medida de caráter excepcional ou prioritária na ordem dos bens sujeitos constrição nas execuções civis. Saiba mais

TJRJ | AI nº 0030780-44.2025.8.19.0000 | A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou o entendimento que as ações de despejo movidas contra empresas em recuperação judicial podem prosseguir, desde que não impliquem a prática de atos constritivos. Saiba mais

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