Retrospectiva 2025 e o que esperar do crédito estruturado em 2026
Em 2025, mesmo com volatilidade e juros altos, a indústria de fundos acumulou entrada líquida de R$ 145,5 bilhões até novembro, e FIDCs somaram R$ 54,9 bi no ano. Nos FIDCs, números mostram por que o produto entrou no radar: o PL avançou 22,5% em 12 meses, chegando a R$ 741,1 bi e o número de investidores subiu de 147,3 mil para 333,7 mil.
Algumas iniciativas foram determinantes para esse crescimento em 2025. (i) maior padronização das estruturas; (ii) avanço de operações pulverizadas e multissetoriais, reduzindo riscos; (iii) fortalecimento dos processos de originação; e (iv) ampliação da base de investidores.
Para 2026, o vetor principal passa a ser o ciclo de juros. Com a Selic ainda em patamar alto no início do ano, mas com expectativa de cortes ao longo do período. O cenário aponta para aumento do volume de emissões e maior competição por ativos de qualidade. Historicamente, esse movimento favorece estruturas bem desenhadas e penaliza operações que dependem apenas de taxa.
Nesse novo ciclo, os FIDCs tendem a ganhar ainda mais relevância como instrumento de alocação eficiente. Para quem conseguir fazer isso bem, a combinação entre queda de juros e maturidade do mercado cria um terreno fértil para crescimento consistente.

Curva de Juros
Nesta semana, a curva de juros futura apresentou oscilações ao longo dos prazos, com movimentos pontuais de alta seguidos por acomodação nos vértices intermediários e longos. O comportamento reflete a cautela do mercado diante de expectativas ainda estáveis para a taxa básica e de um cenário inflacionário mais controlado, o que limita um fechamento mais consistente da curva. Com isso, os prêmios de risco permanecem elevados nos vencimentos mais longos, enquanto os prazos curtos seguem mais ancorados pela política monetária atual. Saiba mais

Principais Notícias
Forbes | Queda da Selic e Crédito Mais Farto Devem Marcar Novo Ciclo do Mercado Imobiliário | “Depois de um período marcado por juros aumentados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com um conjunto de fatores que apontam para um ambiente mais favorável. (…) O consenso entre os agentes do mercado é que o crédito voltará a ocupar papel central neste ano. A projeção de redução de 2 pontos percentuais a 3 pontos percentuais nas taxas de juros, combinada ao aumento do financiamento imobiliário.” Saiba mais
Capital Aberto | Players de distressed surfam boa onda em meio a inadimplência e RJs | “Se por um lado o cenário econômico difícil, com altas taxas de juros, tem gerado endividamento da Pessoa Física, patamares elevados de inadimplência de empresas (especialmente as pequenas e micro) e de Recuperações Judiciais de produtores rurais, e tornado a vida de empresários mais complicada, por outro, players do mercado que atuam com distressed assets, os ativos estressados, estão surfando uma boa onda diante de amplas opções para colocar no portfólio.” Saiba mais
Valor Econômico | Transparência ganha mais peso no crédito privado | “Em um cenário de juros elevados e maior seletividade no mercado de crédito privado, a governança corporativa e a transparência das informações financeiras ganham peso nas análises de risco. Empresas com estruturas menos maduras tendem a enfrentar mais restrições e custos mais altos para acessar financiamento, enquanto previsibilidade e qualidade na divulgação de dados são aspectos cada vez mais relevantes para concessão de empréstimos e investimentos.” Saiba mais
Mercado Exterior
Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações operaram em alta no início de 2026, impulsionados pela valorização das ações do setor de energia após o choque político na Venezuela, que elevou os preços do petróleo. Apesar do suporte vindo das commodities, o mercado segue atento ao cenário macroeconômico e à política monetária, mantendo uma postura cautelosa diante dos riscos geopolíticos e das incertezas sobre o ritmo de crescimento da economia americana. Saiba mais
Na Europa, as bolsas iniciaram 2026 renovando máximas históricas, com o índice STOXX 600 (mercado de ações europeias) atingindo recorde de fechamento. O movimento foi sustentado principalmente por ações ligadas a energia e mineração, beneficiadas pela alta das commodities, além da expectativa de que o Banco Central Europeu possa adotar uma postura mais gradual na condução da política monetária ao longo do ano. Ainda assim, o ambiente segue marcado por cautela diante do cenário macro e geopolítico. Saiba mais
Legislativo & Judiciário
CMN | Resolução CMN n° 5.272 | O Conselho Monetário Nacional (“CMN”) editou a Resolução nº 5.272 para determinar que os Regimes Próprios de Previdência Social passem a seguir novos limites e critérios de investimento, com regras mais rígidas para regimes sem certificação, maior foco em segurança e governança, restrições a títulos bancários e possibilidade de realocação relevante para títulos públicos. Saiba mais
STJ | REsp nº 1.051.059/RJ | A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) confirmou o entendimento que a ação rescisória não pode ser usada para alterar uma decisão que, à época que foi proferida, estava de acordo com o entendimento do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Saiba mais