Renda Fixa

Publicado em 12 de Janeiro às 20:00:00

Highlights da Semana

Assim como no cinema, o mercado também vive seus momentos de consagração. A vitória de Agente Secreto no Globo de Ouro relembra que boas histórias, independentemente de onde são produzidas, deixam de ser nicho quando entregam técnica e impacto. No crédito, 2025 foi um ano em que os FIDCs saíram definitivamente do papel de “alternativa” para assumir posição de protagonismo, sustentados por boas estruturas, governança reforçada e leitura de risco dentro de um mercado desafiador de juros altos.

No campo regulatório, a Agenda Regulatória 2026 da CVM divulgada em dezembro sinalizou avanços relevantes para os FIDCs, especialmente por meio de ajustes pontuais nos anexos da Resolução 175, com foco em três frentes claras: (i) aperfeiçoamento dos requisitos de divulgação, com maior padronização de informações sobre composição de carteira, concentração de risco e eventos de crédito, facilitando a comparabilidade entre fundos; (ii) refinamento de regras operacionais e de governança, reforçando responsabilidades de gestores e administradores na supervisão dos ativos e no fluxo de informações aos cotistas; e (iii) maior integração com o ecossistema de financiamento alternativo, a partir da modernização da regulação de crowdfunding, que tende a ampliar e organizar novas fontes de originação de recebíveis.

Em conjunto, esses ajustes não alteram a essência dos FIDCs, mas elevam o nível de transparência, previsibilidade regulatória e confiança institucional — elementos centrais para sustentar o crescimento do mercado de crédito estruturado nos próximos anos.  Para ver mais detalhes, confira o link.


Nesta semana, a curva de juros futura apresentou oscilações, com alta nos prazos intermediários no início do período e posterior acomodação, especialmente nos vencimentos mais longos. O movimento reflete a avaliação de que o Banco Central ainda tem trabalho pela frente no combate à inflação, o que mantém o mercado cauteloso quanto ao ritmo e ao momento de uma flexibilização mais consistente da política monetária. Mesmo após a devolução parcial das altas recentes, as taxas seguem em níveis que indicam a necessidade de manutenção de uma postura monetária restritiva por mais tempo. Saiba mais


BM&C News | Indústria de FIDCs deve superar R$ 1 trilhão em 2026, projeta gestora | “(…) O movimento ocorre em um contexto no qual empresas buscam alternativas ao sistema bancário tradicional e investidores ampliam sua exposição a produtos de crédito estruturado. A consolidação da CVM 175, que ampliou o acesso a uma base maior de investidores, e a maturação das estruturas de cotas subordinadas e sêniores criaram um ambiente mais seguro e escalável para a indústria.” Saiba mais

Exame | Vida Imobiliária: A resiliência de um setor e a expectativa otimista para 2026 | “Nos últimos 5 anos, a cada ano que passa, o setor vem crescendo a taxas próximas a dois dígitos, desafiando as projeções mais pessimistas, com resultados que surpreendem até mesmo os especialistas. Em qualquer grande cidade brasileira é notória a atividade do mercado imobiliário: plantões de venda, obras, tapumes, campanhas de lançamento.” Saiba mais

Estadão | Por que este deve ser o melhor investimento de 2026? | “Alguns movimentos do mercado só ficam claros quando a poeira baixa. O avanço dos FIDCs é um deles. Em 2026, esse tipo de fundo deve ocupar uma posição que antes pertenceu aos títulos públicos: a de investimento mais lógico em um país que convive com juros altos, crédito travado e demanda crescente por estruturas capazes de transformar risco em retorno previsível. E esse retorno não é apenas teórico.” Saiba mais


Nos Estados Unidos, o dólar abriu em queda após o governo americano iniciar uma investigação envolvendo o presidente do Federal Reserve (Banco Central americano), Jerome Powell, movimento que elevou a incerteza nos mercados. A notícia trouxe volatilidade aos ativos, com investidores avaliando possíveis impactos sobre a condução da política monetária e a independência do banco central. O episódio reforçou a postura de cautela, em um momento em que o mercado já acompanha de perto os sinais sobre o início do ciclo de cortes de juros.  Saiba mais

Na Zona do Euro, os países do bloco aprovaram o acordo de livre-comércio com o Mercosul, destravando um processo negociado há mais de duas décadas. Trata-se do maior acordo comercial já firmado pela UE, com potencial de eliminar cerca de €4 bilhões em tarifas e ampliar significativamente o comércio bilateral. A decisão foi bem recebida pelos mercados por abrir novos mercados para a indústria e o agronegócio europeus e reforçar a estratégia de diversificação comercial do bloco, com impactos positivos sobre o crescimento de médio prazo, ainda que a implementação dependa de etapas adicionais de ratificação. Saiba mais


CVM | Resolução CVM 239 | A Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) publicou a Resolução CVM 239, que atualiza a Resolução CVM 24, com objetivo de avançar na modernização institucional da Autarquia, reforçando a supervisão, fiscalização e integridade. Saiba mais

STJ | REsp nº 2223370/AP | A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) decidiu que os valores bloqueados por meio do sistema Sisbajud em ação de execução fiscal extinta devem ser devolvidos diretamente ao réu, sem necessidade de ajuizamento de ação ou submissão ao regime de precatório ou de requisição de pequeno valor (RPV).  Saiba mais

STJ | REsp nº 2213290/SP | A 3ª Turma do STJ confirmou o entendimento de que, após a apresentação do pedido de recuperação extrajudicial, o prazo para a empresa obter adesão da maioria necessária à homologação do pano é de 90 dias, não havendo amparo normativo para a prorrogação desse prazo. Saiba mais

Acesse o disclaimer.

Leitura Dinâmica

Recomendações