Renda Fixa

Publicado em 23 de Fevereiro às 20:00:00

Highlights da Semana

O mercado de capitais iniciou 2026 em ritmo forte. Em janeiro, as empresas captaram R$ 59,9 bilhões, o maior volume já registrado para o mês na série histórica da Anbima, com alta de 30,5% em relação a janeiro de 2025. O desempenho foi puxado pelas debêntures, enquanto os FIDCs somaram R$ 7,0 bilhões, um patamar inédito para janeiro.

O dado ganha simbolismo adicional por ter sido divulgado justamente durante o Carnaval, período tradicionalmente associado a uma desaceleração do“noticiário econômico”. Enquanto o país celebrava, o mercado entregava um recorde, sugerindo que 2026 começou com apetite elevado por funding e com emissores usando instrumentos cada vez mais eficientes de captação, inclusive aqueles que atendem empresas de menor porte.

Para os FIDCs, o pano de fundo de 2026 é também evolução institucional. A CVM entrou no ano reforçando sua agenda regulatória (com ajustes ligados a Resolução 175) e, na prática, o movimento se traduz em maior foco na disciplina de informações periódicas e consequências por atrasos, elevando o “custo do descuido”. Um mês de janeiro forte abre espaço para originação e estruturação, mas assim como nos desfiles de escola de samba, o diferencial competitivo tende a ser, cada vez mais, quem combina performance com governança e execução impecável.


Nesta semana, a curva de juros futura apresentou leve queda ao longo dos vértices, movimento observado na volta do feriado e em contraste com a tendência de pressão vista no cenário local. O recuo foi mais perceptível nos prazos intermediários e longos, contribuindo para a redução gradual dos prêmios de risco ao longo da curva. Ainda assim, os vencimentos curtos permaneceram relativamente mais estáveis, refletindo a cautela do mercado em relação à trajetória da política monetária. Saiba mais


Valor Econômico | FIDCs ‘high grade’: a próxima fronteira | “(…) Os fundos de direitos creditórios, antes concentrados em operações de pequenas e médias empresas, amadureceram. E, assim, começam a abrir espaço para novos produtos, como os FIDCs “high grade”, produtos estruturados a partir de carteiras de grandes empresas bancarizadas. A evolução é resultado de um processo contínuo de aprimoramento do mercado e do regulador.” Saiba mais

O Globo | Escassez gera demanda por imóveis mais amplos | “Ainda embalado pelo sucesso dos imóveis compactos, que vêm dominando lançamentos e estratégias das incorporadoras nos últimos anos, o mercado carioca começa a observar um momento singular no segmento de alto padrão: a busca de compradores por plantas generosas. (…) As incorporadoras que apostaram na metragem enxuta agora olham para o outro lado do tabuleiro e percebem que o cliente desse nicho não encontra o que procura — e é nessa lacuna que elas buscaram posicionar os novos empreendimentos de luxo.” Saiba mais

InfoMoney | Mercado de capitais bate recorde e capta R$ 59,9 bilhões em janeiro | “(…) Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que também são considerados uma porta de entrada, registraram um patamar inédito para janeiro: R$ 7,0 bilhões. O montante é quase o dobro – alta de 98,6%– do registrado no mesmo período de 2025.” Saiba mais


Nos Estados Unidos, uma decisão recente da Suprema Corte aumentou a pressão sobre o dólar, ao ampliar as incertezas institucionais e seus possíveis impactos sobre a condução da política econômica. O movimento elevou a cautela dos investidores e contribuiu para ajustes nas expectativas cambiais, em um ambiente já marcado por atenção redobrada à trajetória fiscal e às sinalizações do Federal Reserve. O episódio reforça a sensibilidade do mercado a fatores políticos e institucionais no início do ano. Saiba mais

Na Zona do Euro, autoridades reagiram ao avanço das tensões comerciais com os Estados Unidos, alertando que a escalada tarifária pode colocar em risco acordos comerciais e afetar o fluxo global de comércio. O aumento das incertezas externas reforça um ambiente mais defensivo nos mercados europeus, diante do potencial impacto sobre exportações e crescimento do bloco. O cenário mantém investidores atentos aos desdobramentos das negociações e às implicações para a atividade econômica. Saiba mais


STJ | EREsp 2091587/RS | A 2º Seção do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) entendeu que o crédito concursal não habilitado na recuperação judicial do devedor sujeita-se aos efeitos do plano de soerguimento, inclusive no tocante à data-limite de atualização monetária, adata do pedido de recuperação judicial. Saiba mais

TJSP | Execução nº 1001172-57.2024.8.26.0506 | A 7ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que o devedor pode sofrer penhora no rosto dos autos em outro processo que figure como credor, ainda que tenha celebrado acordo extrajudicial. Saiba mais

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