Renda Fixa

Publicado em 26 de Janeiro às 20:30:00

Highlights da Semana

As “canetas emagrecedoras” viraram um caso interessante de como um choque de demanda pode migrar rapidamente para o debate regulatório e por tabela, para preços. Em 2025, a Anvisa endureceu a regulação desses medicamentos, passando a exigir retenção de receita e ampliando o controle sobre a venda, com vigência a partir de junho daquele ano, uma resposta direta ao uso disseminado.

Na prática, isso conecta “saúde” ao custo de vida: a cesta do IPCA inclui itens de medicamentos e serviços de saúde, então mudanças de oferta, importação e canal de distribuição podem pressionar (ou aliviar) componentes específicos do índice. O IPCA já rodou em patamares de dois dígitos no acumulado anual  em 2022, antes de normalizar para níveis mais moderados, como o atual.

Com inflação mais controlada e expectativas ancoradas, o investidor exige menos “prêmio pelo ruído” e mais prêmio pelo risco específico: a performance passa a depender da originação, do monitoramento e da disciplina de covenants/garantias. Nesse contexto, a estrutura por classes melhora a comunicação do risco-retorno de cada tranche. A segregação patrimonial por classe/subclasse na RCVM 175 permite isolar carteiras, gatilhos, subordinação e obrigações, reduzindo incerteza jurídico-operacional e aprimorando a leitura de risco pelo investidor.


Na última semana, a curva de juros futura apresentou recuo ao longo dos vértices, com queda mais evidente nos prazos intermediários e longos. O movimento foi favorecido pelo cenário externo mais benigno e pela expectativa em torno da reunião do Copom, o que contribuiu para a redução dos prêmios de risco. Apesar de uma oscilação pontual no meio do período, as taxas encerraram a semana em níveis mais baixos, enquanto os vencimentos curtos permaneceram mais contidos, ainda ancorados pela taxa básica de juros. Saiba mais


Valor Econômico | FIDCs: o que avaliar antes de investir | “Se há uma categoria na indústria de fundos que ganhou destaque nos últimos anos, sem dúvida, é a dos Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs). (…) Ao ingressar nesse mercado, o investidor passa a ter contato com o chamado risco de crédito privado, que, por sua vez, possui características específicas e distintas de outras categorias de risco, comuns em aplicações financeiras. Os cuidados também envolvem avaliações mais precisas sobre prazo, liquidez e diversificação de carteira. Ou seja, o investimento deve ser feito com a diligência correta.” Saiba mais

InfoMoney | Mercado de capitais cresce 6,4% e registra captação recorde de R$ 838,8 bi em 2025 | “O ano de 2025 consolidou o mercado de capitais como uma das principais vias de financiamento da economia brasileira. (…) O resultado representa um crescimento de 6,43% na comparação com 2024, quando o mercado de capitais movimentou R$ 788,1 bilhões. (…) Os FIDCs se destacaram mais uma vez, com captação recorde de R$ 90,8 bilhões.” Saiba mais

Money Times | O que explica o rápido avanço dos FIDCs? | “A trajetória recente dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) evidencia uma reorganização profunda no mercado de crédito brasileiro. O fato de o setor ter ultrapassado R$ 733 bilhões em patrimônio líquido em 2025 e caminhar para atingir R$ 1 trilhão já nos primeiros meses de 2026 não é apenas um marco numérico. A velocidade desse crescimento revela que há uma mudança estrutural em curso, impulsionada por fatores que vão desde a transformação regulatória até a busca por alternativas ao crédito bancário tradicional.” Saiba mais


Nos Estados Unidos, os dados mais recentes apontam para um consumo ainda robusto, reforçando a percepção de resiliência da economia mesmo diante do impasse fiscal e do shutdown parcial do governo. O desempenho firme da demanda das famílias ajuda a sustentar a atividade econômica no curto prazo e reduz o risco de uma desaceleração mais abrupta, o que mantém o mercado atento à postura do Federal Reserve. Esse cenário contribui para uma leitura de maior cautela quanto ao início do ciclo de cortes de juros, apesar das incertezas no ambiente político. Saiba mais

Na Zona do Euro, os mercados seguem operando com cautela, refletindo um ambiente de maior incerteza em torno da política comercial global e dos próximos passos da política monetária. As preocupações com possíveis tensões tarifárias e seus impactos sobre a atividade econômica mantêm os investidores mais defensivos, ao mesmo tempo em que o Banco Central Europeu continua avaliando a dinâmica da inflação e do crescimento antes de promover ajustes nos juros. Esse cenário reforça uma postura mais prudente nos mercados do bloco no início do ano. Saiba mais


STJ | REsp nº 2205921/MT | A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) confirmou o entendimento no sentido de que o deferimento do processamento da recuperação judicial não autoriza a suspensão das anotações negativas em nome do devedor nos cadastros de restrição ao crédito e nos tabelionatos de protesto. Saiba mais

STJ | REsp nº 2086883/PR | A 4ª Turma do STJ confirmou o entendimento no sentido de que, nos casos em que o executado é revel e citado por edital acerca da penhora de bem, a intimação realizada na pessoa do defensor público, na qualidade de curador especial, não supre a exigência legal de intimação pessoal do executado. Saiba mais

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