Renda Fixa

Publicado em 29 de Dezembro às 19:05:00

Highlights da Semana

Em 2025, mesmo com volatilidade e juros altos, a indústria de fundos acumulou entrada líquida de R$ 145,5 bilhões até novembro, e FIDCs somaram R$ 54,9 bi no ano. Nos FIDCs, números mostram por que o produto entrou no radar: o PL avançou 22,5% em 12 meses, chegando a R$ 741,1 bi e o número de investidores subiu de 147,3 mil para 333,7 mil.

Algumas iniciativas foram determinantes para esse crescimento em 2025. (i) maior padronização das estruturas; (ii) avanço de operações pulverizadas e multissetoriais, reduzindo riscos; (iii) fortalecimento dos processos de originação; e (iv) ampliação da base de investidores.

Para 2026, o vetor principal passa a ser o ciclo de juros. Com a Selic ainda em patamar alto no início do ano, mas com expectativa de cortes ao longo do período. O cenário aponta para aumento do volume de emissões e maior competição por ativos de qualidade. Historicamente, esse movimento favorece estruturas bem desenhadas e penaliza operações que dependem apenas de taxa.

Nesse novo ciclo, os FIDCs tendem a ganhar ainda mais relevância como instrumento de alocação eficiente. Para quem conseguir fazer isso bem, a combinação entre queda de juros e maturidade do mercado cria um terreno fértil para crescimento consistente.


Nesta semana, a curva de juros futura apresentou oscilações ao longo dos vértices, com leve alta nos prazos intermediários e longos em relação ao início do mês. O movimento ocorre mesmo diante de uma inflação abaixo do esperado em 2025, refletindo a leitura de que, apesar do alívio recente nos preços, ainda há riscos à frente que exigem cautela. O gráfico mostra que, após um recuo em meados de dezembro, as taxas voltaram a subir nas semanas seguintes, indicando recomposição parcial dos prêmios de risco. Já os vencimentos mais curtos seguem mais estáveis, ainda ancorados pela Selic vigente. Saiba mais


Jornal Tribura | Condomínios podem obter crédito sem usar o próprio caixa: entenda a estratégia que ganha força no setor imobiliário | “A busca por soluções financeiras mais eficientes tem impulsionado uma mudança significativa na forma como condomínios residenciais e comerciais financiam obras, modernizações e projetos estruturais no Brasil. Diante da dificuldade de acesso ao crédito nos bancos tradicionais, cresce no setor imobiliário o uso de modelos alternativos de financiamento, que permitem a contratação de empréstimos sem comprometer o caixa do condomínio nem exigir garantias pessoais do síndico.” Saiba mais

CNN Brasil | Saldo das operações de crédito avança 0,9% em novembro e soma R$ 7 trilhões | “(…) De acordo com a autoridade monetária, o resultado decorreu do incremento de avanços de 0,3% no crédito às empresas (R$ 2,6 trilhões) e de 1,2% no crédito às pessoas físicas (R$ 4,4 trilhões). (…) Nas operações com empresas, os juros ficaram em 20,6% a.a., enquanto nas operações pactuadas com as famílias, a taxa média de juros ficou em 37% a.a. Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas situou-se em 46,7% ao ano.” Saiba mais

Forbes | O que 2025 ensinou sobre o mercado imobiliário em um ano de juros altos | “O mercado imobiliário brasileiro encerra 2025 com um retrato de contrastes. De um lado, juros em patamares elevados restringiram o crédito e atingiram em cheio a classe média. De outro, políticas públicas, demanda estrutural por moradia e maior participação do mercado de capitais e resiliência da alta renda permitiram que o setor avançasse, tanto em volume quanto em valor. ” Saiba mais


Nos Estados Unidos, as bolsas iniciaram a semana com leve recuo, em meio a um ambiente de menor liquidez no fim do ano e cautela dos investidores diante das tensões geopolíticas e do cenário internacional. Apesar do ajuste recente, o mercado segue sustentado pela expectativa de cortes de juros ao longo de 2026, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida emitidos pelo governo dos EUA) permanecem em queda, reforçando o pano de fundo mais favorável para os ativos de risco. Saiba mais

Na Europa, as bolsas retomaram as negociações após os feriados com desempenho estável, com o índice STOXX 600 (mercado de ações europeias) operando próximo das máximas históricas. O movimento refletiu ganhos em setores ligados a commodities, que compensaram perdas pontuais em defesa e indústria, em um ambiente de menor volume e maior cautela típico do período de fim de ano. Saiba mais


CNJ | Consulta nº 0003903-96.2025.2.00.0000 | O Conselho Nacional de Justiça (“CNJ”) aprovou a recomendação para que os tribunais estabeleçam procedimentos claros , permitindo que, no cumprimento de mandados, os Oficiais de Justiça possam certificar proposta de conciliação apresentada por qualquer das partes.  Saiba mais

STJ | REsp nº 2146753/RN | A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) confirmou o entendimento de que é adequada a fixação de honorários advocatícios por equidade nos casos em que o pedido de desconsideração da personalidade jurídica é indeferido, em ação de execução cujo proveito econômico seja inestimável. Saiba mais

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