⛽ Petróleo & Gás
Setor | EUA escoltarão navios retidos em Ormuz a partir de hoje, diz Trump
O que aconteceu? O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos começarão a guiar/escoltar navios retidos no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira, em uma operação chamada “Projeto Liberdade”. Segundo Trump, a medida tem como objetivo retirar embarcações de países considerados neutros e não diretamente envolvidos no conflito no Oriente Médio, permitindo que retomem suas rotas comerciais. A iniciativa ocorre em meio ao bloqueio de parte do tráfego marítimo na região e à deterioração das condições logísticas no Golfo Pérsico, rota crítica para o escoamento global de petróleo e derivados. (Valor, CNN Brasil e Genial Investimentos)
Opinião Genial: Vemos a notícia como mais um sinal de que o risco geopolítico em Ormuz deixou de ser apenas uma variável de percepção e passou a ter implicações operacionais concretas para o mercado físico de petróleo. A escolta americana pode reduzir parcialmente o risco de paralisação prolongada de embarcações e aliviar restrições logísticas no curto prazo, mas também eleva o grau de envolvimento militar direto dos EUA na região, mantendo elevado o prêmio de risco embutido no Brent, nos fretes marítimos, nos seguros e nos spreads físicos.
⛽ Petróleo & Gás
Setor | Competição é saída para atenuar alta nos preços, diz Ex-ANP
O que aconteceu? Reportagem do Valor discute que o aumento da competição no mercado de combustíveis é uma das principais alternativas para suavizar a alta de preços ao consumidor em meio ao choque recente no petróleo, à volatilidade cambial e ao encarecimento logístico. O debate ocorre após semanas de pressão sobre gasolina e diesel no Brasil, com a ANP monitorando a evolução dos preços e cobrando explicações das grandes distribuidoras em meio à alta dos combustíveis. Dados recentes da ANP mostraram forte pressão no diesel S10 em março, com alta semanal de 12,03% na semana de 8 a 14 de março, para R$ 6,89/litro, enquanto a gasolina comum subiu 2,54%, para R$ 6,46/litro. (Valor e Genial Investimentos)
Opinião Genial: A notícia reforça que o principal vetor de alívio estrutural para combustíveis não deve vir apenas de controle administrativo de preços ou subsídios temporários, mas de um mercado mais competitivo ao longo da cadeia: refino, importação, distribuição, logística e revenda. Em tese, maior competição reduz spreads, limita repasses excessivos, melhora a arbitragem entre produto doméstico e importado e cria maior disciplina de margens. Na prática, porém, esse ajuste é gradual, pois o mercado brasileiro ainda convive com elevada concentração logística, dependência relevante da Petrobras no refino e assimetrias regionais de infraestrutura.
⛽ Petróleo & Gás 04/05/26
Setor | Crise atual mostra que é hora de o mundo se livrar da dependência do petróleo, diz Ex-Presidente da Colômbia
O que aconteceu? Em entrevista ao Valor, Juan Manuel Calderón Santos afirmou que a atual crise no mercado global de energia reforça a necessidade de o mundo reduzir sua dependência estrutural do petróleo. A fala ocorre em meio às disrupções no Estreito de Ormuz, rota crítica para o comércio global de petróleo, e ao forte aumento do prêmio de risco geopolítico no Brent. A Agência Internacional de Energia estimou que a oferta global de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia em março, para 97 milhões de barris por dia, diante dos ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio e das restrições ao tráfego de petroleiros por Ormuz. (Valor, IEA e Genial Investimentos)
Opinião Genial: A leitura de Santos reforça uma tese importante: a transição energética deixou de ser apenas uma agenda climática e passou a ser também uma pauta de segurança energética, soberania econômica e redução de vulnerabilidade geopolítica. A crise atual expôs que a dependência de combustíveis fósseis concentrados em rotas marítimas sensíveis pode gerar choques simultâneos em preços de energia, inflação, fretes, seguros, cadeias logísticas e crescimento global. Entendemos que esse posicionamento favorável à transição energética não é novo e ganha força em momentos como o que estamos atravessando agora. Em nossa interpretação, o múltiplo que a empresas petroleiras sob nossa cobertura negociam (~3x EV/EBITDA) já refletem esse cenário.
🥩 Alimentos |
MBRF3 | Fechamento da JV Sadia Halal e IPO em Riad como próximo passo
O que aconteceu? BRF e Marfrig anunciaram o fechamento do acordo de investimento com a HPDC (subsidiária integral do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita), formalizando a JV Sadia Halal. Com o fechamento, a BRF GmbH passa a deter 90% do capital da Sadia Halal, com a HPDC retendo os 10% restantes. A JV consolida as operações da BRF no MENA em um único veículo — distribuição no Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e EAU, unidades industriais na Arábia Saudita e EAU, e exportação direta para a região. O desembolso total da HPDC soma US$97,4m (US$24,3m no fechamento e US$73,1m até dez/26). Com o fechamento concluído, as preparações para o IPO na Bolsa de Valores de Riad terão início imediato, sujeito às condições de mercado.
Recomendação: Comprar
Preço-alvo: R$ 23,00
🌎 BDR / Tecnologia
Apple (AAPL34) | Melhor trimestre de março da história: lucro sobe 19% para US$ 29,8 bi
O que aconteceu? A Apple reportou lucro líquido de US$ 29,6 bi no 2T fiscal 2026 (encerrado em 28/mar), alta de 19,4% a/a e EPS de US$ 2,01 (vs. US$ 1,95 esperado pela FactSet). A receita líquida totalizou US$ 111,2 bi (+17% a/a), acima dos US$ 109,5 bi projetados. O iPhone foi o destaque com US$ 57 bi em vendas (+21,7% a/a), impulsionado pela linha iPhone 17; serviços atingiram novo recorde histórico com US$ 31 bi (+16,2%). Mac somou US$ 8,4 bi (+5,7%) e iPad US$ 6,9 bi (+8%). O fluxo de caixa operacional superou US$ 28 bi. O conselho declarou dividendo de US$ 0,27/ação (pagamento em 14/mai) e autorizou recompra adicional de até US$ 100 bi em ações. (Valor Econômico e Genial)
🛒 Varejo
PCAR3 (GPA) | Condições com bancos evoluem para 25% de deságio e 25% em ações; debenturistas querem o mesmo
O que aconteceu? O Valor apurou que as negociações em andamento entre GPA e os quatro bancos credores (Rabobank R$ 917 mi, Itaú R$ 707 mi, BTG R$ 226 mi e HSBC R$ 206 mi) migraram para um modelo de corte total de 50% sobre os R$ 2 bi de dívida bancária — sendo 25% de deságio direto (R$ 500 mi) e 25% via conversão em ações ao preço de tela de janeiro de 2028 (R$ 500 mi), restando R$ 1 bi a pagar. Debenturistas (R$ 990 mi) e detentores de CRI (R$ 560 mi) — o segundo maior bloco de credores com R$ 1,5 bi no total — ainda receberam a proposta de corte de 90%, e exigem isonomia. O stay period de 90 dias vence em junho; o GPA precisa de adesão de mais 4% dos créditos (~R$ 210 mi) para aprovação. Até o momento, não há proposta de venda de ativos, reorganização societária ou novo financiamento no plano. (Valor Econômico e Genial)
⛽ Óleo e gás
PETR4 (Petrobras) | Gás canalizado sobe 19,2% para distribuidoras a partir de 1º/mai
O que aconteceu? A Petrobras reajustou em média 19,2% o preço da molécula de gás natural vendida às distribuidoras, vigente a partir de 1º de maio, reflexo da atualização trimestral prevista em contrato e indexada ao Brent (+24,3% no período de aferição), Henry Hub (-14,1%) e câmbio (apreciação de 2,5% do real). Desde dez/2022, o preço médio acumula redução de ~26% mesmo incluindo este reajuste. Junto com o gás, a Petrobras também anunciou alta de 18% no QAV a partir da mesma data (~R$ 1/litro adicional), segundo reajuste do querosene de aviação em abril — a primeira alta havia sido de 55% no início do mês. (Valor Econômico e Genial)
🏥 Saúde / Oncologia
ONCO3 (Oncoclínicas) | Fundo Lumen surpreende AGE e conquista maioria no conselho; Mak fora, Latache mira OPA
O que aconteceu? O fundo Lumen (Exa Capital, 5% do capital, ligado aos advogados Arnoldo e Alexandre Wald) apresentou nomes de última hora na AGE de 30/abr e emplacou três conselheiros, frustrando a Mak Capital (6,3%), que ficou com apenas três assentos e viu seu candidato à presidência, Marcos Grodetzki, retirar a candidatura ao perceber a derrota. Marcelo Curti, próximo à Latache, assumiu a presidência do colegiado. Sem maioria, a Mak não fará o aporte de R$ 500 mi. A Latache confirmou foco exclusivo na OPA — obrigação disparada pelo fato de a Centaurus ter ultrapassado 15% da companhia. O Lumen manterá o empréstimo de até R$ 150 mi para compra de medicamentos e indicará Paulo Belém (ex-CFO da Comgás) como novo CFO. ONCO3 subia ~10,5% ao final do dia. (Valor Econômico e Genial)
🧳 Turismo
CVC (CVCB3) | Prosus avalia proposta envolvendo ativos da companhia
O que aconteceu? A Prosus, controladora da Decolar, estuda uma possível transação com a CVC focada na compra de ativos específicos (como operação na Argentina e a Rextur), sem aquisição total da empresa. A estrutura faria sentido para a Prosus (perfil mais “asset light”) e poderia ajudar a CVC a reduzir alavancagem. Fala-se em potencial oferta com prêmio relevante, mas não há proposta formal até o momento, e a operação enfrenta resistência interna na Prosus.
⚡ Energia elétrica
AXIA3 (Axia Energia) | Vende fatias minoritárias em quatro SPEs de transmissão por R$ 451,5 mi
O que aconteceu? A Axia Energia (ex-Eletrobras) assinou contrato para vender à Gebbras Participações participações de 49% nas SPEs Goiás Transmissão, MGE Transmissão, Transenergia Renovável e Transenergia São Paulo — ativos que somam mais de 1 mil km de linhas em GO, MG, ES, MT, MS e SP — por R$ 451,5 mi. A conclusão está sujeita a condicionantes usuais de mercado. A operação segue a estratégia da companhia de reduzir participações minoritárias e simplificar sua estrutura de capital, num movimento que se soma à recente venda de 6 mi de ações da Isa Energia (ISAE4), que levou sua posição para 31,12% das preferenciais da elétrica. (Reuters e Genial)
💳 Economia
Governo | Novo pacote de renegociação de dívidas é lançado
O que aconteceu? O governo federal lança nesta segunda-feira o “Novo Desenrola Brasil”, um novo pacote para renegociação de dívidas, voltado principalmente para pessoas físicas endividadas, com foco em dívidas de consumo como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A proposta envolve descontos relevantes e melhores condições de parcelamento, com participação de bancos e instituições financeiras, além de possível uso de garantias para viabilizar juros mais baixos nas novas operações. A medida busca reduzir a inadimplência e aliviar o alto nível de endividamento das famílias.
