Ações

Publicado em 07 de Abril às 09:03:27

As principais noticias do dia 07/04/26

⛽ Energia
RAIZ4 (Raízen) | Credores rejeitam proposta e cobram reequilíbrio — reunião em Nova York nesta quarta 
O que aconteceu? Um grupo de credores enviou carta à Cosan e à Shell no fim de semana pedindo que a proposta de reestruturação apresentada pela Raízen seja refeita, por considerarem que o ônus ficou excessivamente concentrado sobre eles. A proposta recebida previa conversão de 45% da dívida em equity (~R$ 29 bi), alongamento do restante por 13 anos e empréstimo novo de R$ 5 bi com cinco anos de carência. Os credores rejeitaram especialmente o mecanismo criado pela Shell para manter o controle da companhia via divisão do capital em ações ordinárias e preferenciais — “a Shell criou um mecanismo para ditar as regras”, disse uma fonte ao Valor. A Shell manteve a proposta de aporte de R$ 3,5 bi, mais R$ 500 mi da holding de Rubens Ometto. Os credores entendem que é necessário um aporte dos acionistas de ao menos R$ 10 bi — bem abaixo, porém, do pedido inicial de R$ 25 bi. Também há discordância sobre o percentual de conversão de dívida em ações e o prazo de alongamento. Um ponto positivo: a Cosan confirmou presença na reunião de quarta-feira (8) em Nova York, o que o mercado interpretou como sinalização de que pode reconsiderar e participar do aumento de capital. A Raízen está em recuperação extrajudicial há quase um mês e precisa convencer mais de metade dos credores para homologar o plano. (Valor Econômico) 

🌍 Entretenimento 
Universal Music Group | Bill Ackman faz proposta não vinculante de US$ 64 bi — prêmio de 78% e relisting nos EUA 
O que aconteceu? A Pershing Square Capital Management, de Bill Ackman, submeteu ao conselho da Universal Music Group (UMG) uma proposta não vinculante de aquisição da totalidade das ações da maior gravadora do mundo, em operação avaliada em €55,8 bi (US$ 64 bi). A oferta valoriza cada ação da UMG a €30,40 — prêmio de 78% sobre o fechamento de 2 de abril (€17,10). A estrutura prevê €9,4 bi (US$ 10,85 bi) em caixa (€5,05/ação) + 0,77 ações em uma nova empresa (“Nevada Corporation”) para cada ação da UMG. O veículo da Pershing (SPARC Holdings) se fundiria com a UMG e a nova entidade seria listada na NYSE — transferindo a gravadora de Amsterdam para o mercado americano, onde Ackman argumenta que seu valuation seria mais reconhecido. A Pershing já é acionista da UMG desde 2021 e elogiou a gestão do CEO Lucian Grainge. (Bloomberg, CNBC, Reuters e Genial) 

⛽ Petróleo 
BRAV3 | Companhia nega tratativas sobre possível oferta de aquisição 
O que aconteceu? A Brava Energia informou que não está em negociações com a Ecopetrol envolvendo aquisição de participação societária, após reportagem do portal Monitor do Mercado indicar que a petroleira colombiana poderia apresentar uma oferta de compra das ações da companhia ao preço de R$ 26 por ação nos próximos dias. 

🏥 Saúde 
ODPV3 → SAUD3 (Odontoprev) | Acionistas aprovam fusão com Bradesco Saúde em AGE — ticker muda para SAUD3 após 30 de abril 
O que aconteceu? Os acionistas da Odontoprev aprovaram em AGE a combinação de negócios com a Bradesco Saúde, criando a Bradsaúde — plataforma integrada de saúde odontológica e médica dentro do ecossistema Bradesco. A ANS aprovou todas as condições da operação em 30 de março, e a incorporação de ações foi autorizada em 2 de abril com prazo para conclusão até 30 de abril. O conselho de administração da Odontoprev renunciou como parte do processo. Acionistas dissidentes têm direito de retirada — o prazo exato será divulgado pela companhia. A mudança de ticker de ODPV3 para SAUD3 na B3 ocorrerá após 30 de abril, em data a ser informada. (Times Brasil e Genial) 

🏥 Saúde 
HAPV3 (Hapvida) | Jorge Pinheiro deixa o comando — Luccas Adib assume como CEO na próxima reunião do conselho 
O que aconteceu? A Hapvida confirmou que Jorge Pinheiro encerrará seu mandato como CEO na próxima reunião do conselho de administração, quando Luccas Adib assumirá o comando da companhia. Na saída, Pinheiro reconheceu que os resultados recentes ficaram aquém das capacidades históricas de rentabilidade da empresa — um aceno raro de autocrítica que ecoa as críticas da Squadra Investimentos, que em carta publicada na semana passada classificou a gestão como responsável por “uma das maiores destruições de valor da história da bolsa”, com as ações acumulando queda de 85% desde o IPO em 2018. A troca de CEO acontece às vésperas da AGO de 30 de abril, onde a Squadra — com 6,98% do capital votante — pediu a adoção de voto múltiplo e indicou três candidatos ao conselho. (Bloomberg e Genial) 

⛽ Petróleo 
PETR3/PETR4| Duas mudanças simultâneas: novo presidente do CA e demissão do diretor de Logística 
O que aconteceu? Em reunião do conselho realizada em 6/abr, a Petrobras promoveu duas movimentações. Na presidência do conselho de administração, Marcelo Weick Pogliese — secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, advogado e doutor em Direito pela UERJ — foi eleito para substituir Bruno Moretti, que deixou o cargo para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento após a saída de Simone Tebet para disputar o Senado. O mandato de Pogliese vai até a AGO de 16 de abril, quando será eleito um novo conselho para o período 2026-2028 — segundo a Folha, o governo deve indicar Guilherme Mello (atual secretário de Política Econômica da Fazenda) para a presidência definitiva. Na diretoria executiva, o conselho aprovou o encerramento antecipado do mandato de Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados, com efeito imediato. Angélica Laureano, até então diretora de Transição Energética e Sustentabilidade, assume a vaga a partir de 7/abr com mandato até abril de 2027. William França (Processos Industriais) passa a acumular temporariamente a diretoria de Transição Energética deixada por Laureano. (CNN Brasil e Genial) 

🏥 Saúde 
ONCO3 (Oncoclínicas) | Votos divergentes expõem racha no conselho — críticas ao acordo com Porto, à saída da CFO e à gestão de caixa 
O que aconteceu? A Oncoclínicas divulgou na véspera da Páscoa os votos divergentes dos conselheiros independentes Marcos Grodetzky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos (reuniões de 13 e 15/mar), revelando racha interno em quatro frentes: votaram contra o acordo com a Porto, argumentando que a estrutura deixaria a empresa sem caixa para honrar dívidas; denunciaram que a negociação foi conduzida por acionistas, não pela diretoria; se opuseram à demissão da CFO Camille Faria, que exigiu transparência no fato relevante do M&A; e criticaram a suspensão das gravações das reuniões e pagamentos preferenciais a um credor específico. Os documentos também citam falta de medicamentos nas clínicas e remarcação de tratamentos. A AGE convocada pela Mak Capital está marcada para 30 de abril. (NeoFeed e Genial) 

🏥 Saúde
ONCO3 (Oncoclínicas) | Caixa para apenas 15 dias — três propostas na mesa, duas condicionadas à troca do conselho 
O que aconteceu? Com caixa suficiente para apenas ~15 dias de operação e 3 mil pacientes com atendimentos adiados por falta de medicamentos, a Oncoclínicas tem três propostas sobre a mesa. A Mak Capital ofereceu uma linha de crédito de R$ 100-150 mi lastreada em recebíveis de operadoras de saúde — empréstimo que pode ocorrer independentemente da exclusividade com Porto/Fleury, por não envolver participação acionária. A Starboard voltou ao jogo com oferta de R$ 1 bi em aporte e conversão de dívida, em volume suficiente para reduzir a alavancagem — com potencial de aumentar o cheque caso outros acionistas não participem. Já a Porto, principal pagadora da Oncoclínicas, propôs antecipar os pagamentos de seus usuários (normalmente com prazo de 90 dias), aliviando o fluxo de caixa imediato, além da oferta de R$ 500 mi em equity na NewCo + R$ 500 mi em debêntures conversíveis. O problema: as propostas de Mak e Starboard estão condicionadas à renúncia do atual conselho — que é justamente quem vota sobre elas. E a proposta da Porto/Fleury, embora em exclusividade até 13/abr, é vista como lenta demais para o nível de urgência atual. No lado dos credores, o waiver para o covenant de alavancagem (3,5x Ebitda) ainda não tem adesão suficiente — e o prazo encerra essa semana. Se não obtido, a dívida pode ser antecipada. O balanço de 2025 sai na quinta-feira (9). (Valor Econômico e Genial) 

Petróleo & Gás 
PRIO3 | PRIO abre terceiro poço produtor de Wahoo e estabiliza produção em 10 kbpd 
O que aconteceu? A PRIO informou a abertura do terceiro poço produtor do Campo de Wahoo, cuja produção estabilizou em 10,0 mil barris de óleo por dia. Com isso, a companhia reiterou que está operando com limitação voluntária de vazão, restringindo a produção total do campo a 32,0 mil barris por dia com três poços em operação. Segundo a empresa, a abertura do quarto poço produtor está prevista para o fim de abril, quando a produção do campo deverá passar a ser limitada em 40,0 mil barris por dia. (PRIO e Genial Investimentos) 
Opinião Genial: Vemos a atualização como positiva para a tese de PRIO3, pois reforça que o ramp-up operacional de Wahoo segue avançando de forma consistente, com entrega gradual de produção e menor risco de execução à medida que os poços entram em operação e estabilizam vazão. O dado mais importante do comunicado é menos o volume absoluto de 10 kbpd do terceiro poço, e mais a sinalização de que a companhia continua conseguindo adicionar capacidade produtiva dentro do cronograma esperado.  
Recomendação: Manter 
Preço-alvo: R$ 72,00 

🏗️ Construção Civil
MRVE3 | MRV gera R$ 387 mi em caixa no 1T26 com vendas em alta e Resia acelerando desinvestimento 
O que aconteceu? A MRV&Co (MRVE3) registrou geração de caixa de R$ 387 milhões no primeiro trimestre de 2026, segundo prévia operacional divulgada na noite de segunda-feira (06). O resultado foi impulsionado pela venda de ativos da Resia nos EUA, que respondeu por US$ 67 milhões (R$ 348 milhões). A MRV Incorporação gerou caixa de R$ 96 milhões, revertendo consumo de R$ 68,6 milhões um ano antes. As vendas líquidas na divisão brasileira cresceram 13,9% na comparação anual, para R$ 2,469 bilhões. Os lançamentos totalizaram VGV de R$ 2,915 bilhões (+0,9% a/a). A empresa já vendeu US$ 241 milhões em ativos nos EUA, com meta de US$ 800 milhões até o fim de 2026. O CFO Ricardo Paixão afirmou que as mudanças nos tetos do Minha Casa, Minha Vida ampliarão a capacidade de compra dos clientes. (Fonte: InfoMoney, CNN Brasil e Genial) 
Opinião Genial: O resultado operacional da MRV no 1T26 mostra avanços consistentes: as vendas no Brasil cresceram quase 14% no ano, enquanto a geração de caixa melhorou, apesar de seu caixa ajustado ainda ser impactada com os altos juros dos seus ventures nos EUA. As recentes mudanças no Minha Casa, Minha Vida (ampliação das faixas de renda e dos tetos dos imóveis) devem impulsionar a demanda nos próximos trimestres. A companhia segue focada em desalavancar o balanço e reduzir os riscos associados à operação americana. 

🏗️ Construção Civil
MDNE3 | Moura Dubeux lança R$ 1,3 bi no 1T26 e vendas disparam 86%
 
O que aconteceu? A Moura Dubeux (MDNE3) divulgou prévia operacional com crescimento expressivo no primeiro trimestre de 2026. Os lançamentos líquidos somaram R$ 1,27 bilhão, alta de 217% na comparação anual, impulsionados por oito novos projetos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,55 bilhão. As vendas líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, avanço de 85,7% em relação ao 1T25, com destaque para o modelo de condomínio fechado, responsável por 61% do total. A taxa de distratos recuou 5,3 pontos percentuais, para 4,1% das vendas brutas. A velocidade de venda (VSO) ficou em 21,4% no trimestre. A empresa, no entanto, registrou queima de caixa de R$ 120,1 milhões (excluindo dividendos e a oferta pública), ante R$ 18,8 milhões negativos um ano antes. O banco de terrenos soma R$ 10,4 bilhões em VGV, com 57 terrenos concentrados no Ceará (36%), Pernambuco (24%) e Bahia (17%). (Fonte: Valor Econômico, InfoMoney e Genial) 

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