⛽ Petróleo & Gás
PRIO3 | Brent recua com cessar-fogo no Irã e mudança de postura de Donald Trump
O que aconteceu? Os preços do petróleo registraram forte queda após sinais de descompressão geopolítica no Oriente Médio, com anúncio de cessar-fogo envolvendo o Irã e recuo na retórica beligerante por parte do governo americano. A percepção de risco de disrupção na oferta (especialmente via Estreito de Ormuz) diminuiu significativamente, levando a uma correção relevante no Brent, que vinha precificando prêmio geopolítico elevado nas últimas semanas. Neste exato momento, está negociando a US$94/barril, queda de –15% em relação ao preço de ontem (Fonte: Folha de S.Paulo + Genial Investimentos)
Opinião Genial: A seguir o comportamento das últimas semanas, acreditamos que as empresas de E&P devem ter uma performance negativa no dia de hoje enquanto os demais ativos devem se valorizar. Entretanto, eventuais quedas no preço dos ativos de petróleo devem representar muito mais uma oportunidade do que qualquer outra coisa: em nossa interpretação, os preços de tela dos ativos nunca precificaram uma realidade diferente do brent ~US$80 barril até o fim do ano –tal valor é em linha com o que os mercados futuros estavam apontando. Sendo assim, “a festa ainda não acabou” para empresas produtoras de petróleo tendo em vista o patamar de preços ainda elevados. Por último, é importante mencionar que as condições rumoradas pelo Irã para encerrar a Guerra podem ser consideradas como muito elevadas e, eventualmente, podem fazer com que a disputa não se encerre de imediato.
Recomendação: Manter
Preço-alvo: R$69
🏥 Saúde
ONCO3 (Oncoclínicas) | Cautelar judicial contra credores deve ser pedida ainda esta semana — dois conselhos disputam AGE de 30/abr
O que aconteceu? A crise escalou em 7-8/abr com quatro movimentos:
(1) Renúncia do CA: Gasparino renunciou à presidência do conselho, mas a empresa confirmou em fato relevante que os demais membros permanecem no cargo até a eleição de 30/abr.
(2) Esclarecimento à CVM: confirmou proposta de FIDC da Mak/Lumina (R$ 100-150 mi lastreados em R$ 200 mi de recebíveis), mas a descartou por exigências inviáveis — incluindo garantia sobre hospital já alienado. Negou oferta formal da Starboard e reiterou exclusividade com Porto/Fleury até 12/abr.
(3) Duas chapas para a AGE: Mak indica Mateus Bandeira (ex-CEO da Oi) para presidir o novo conselho; a gestão atual apresentou chapa praticamente idêntica ao colegiado que renunciou, excluindo apenas Gasparino.
(4) Cautelar iminente: A Fitch — usando metodologia própria, diferente da adotada pela empresa para cálculo dos covenants — apurou alavancagem bruta de 8,2x Ebitda, acima do limite contratual de 3,5x para o balanço de 2025, o que permitiria o adiantamento de R$ 1,8 bi de debêntures. Sem quórum nas assembleias de debenturistas lastreados em CRIs para aprovar o waiver, a empresa deve pedir cautelar judicial ainda esta semana — possivelmente na sexta (10), após o balanço de quinta (9). Cautelar deferida garantiria 60 dias para buscar solução. (Valor Econômico, Fatos Relevantes ONCO3, Genial)
🏗️ Construção Civil
MDNE3 (Moura Dubeux) | Assume 100% da Ún1ca após críticas do mercado à estrutura com controladores — ação cai 5%
O que aconteceu? A Moura Dubeux anunciou que passará a deter 100% do capital da Ún1ca, sua marca voltada ao segmento econômico e ao Minha Casa Minha Vida. A decisão veio um dia após a prévia do 1T26 revelar que a companhia capturava apenas 35% do resultado da joint venture com a Direcional — o que surpreendeu negativamente o mercado: embora detenha 70% da Ún1ca na JV 50/50 com a Direcional, os 30% restantes da Ún1ca estavam nas mãos de administradores e acionistas controladores, diluindo a participação econômica da companhia listada em um segmento estratégico. O ponto foi classificado pelos analistas do BTG como negativo tanto sob o aspecto financeiro quanto de governança. Após sugestões de minoritários, conselho e diretoria decidiram descontinuar o modelo. A MDNE3 chegou a cair 9% no intraday e fechou em baixa de 5%, a R$ 30. A JV com a Direcional (focada em média e baixa renda no Nordeste, anunciada em setembro de 2025) segue ativa — a mudança é na estrutura de capital da Ún1ca, não na parceria operacional. (Seu Dinheiro e Genial)
🏗️ Construção Civil
TEND3 (Tenda) | Prévia 1T26: vendas líquidas de R$ 1,43 bi são recorde histórico excluindo Pode Entrar — lançamentos disparam 72,2%
O que aconteceu? A Tenda divulgou prévia operacional do 1T26 com números robustos. As vendas líquidas somaram R$ 1,43 bi, recorde histórico excluindo o programa Pode Entrar, com alta de 44,5% sobre o 1T25. As vendas brutas alcançaram R$ 1,58 bi (+44,3% a/a). Nos lançamentos, foram 13 empreendimentos com VGV de R$ 1,4 bi — crescimento de 72,2% na base anual, embora com queda de 17,4% em relação ao 4T25 por sazonalidade. O preço médio de lançamento por unidade ficou em R$ 231,7 mil (+2,8% t/t). O banco de terrenos encerrou o trimestre em recorde de R$ 23,4 bi em VGV, +28,3% a/a e +4,2% t/t — sinalizando ampla capacidade de execução à frente. O desempenho é consistente com o guidance de vendas líquidas de R$ 5,0-5,5 bi para 2026. (Money Times e Genial)
🚰 Saneamento
AZEV4 (Azevedo & Travassos) | Contrato de R$ 596 mi com a Sabesp para universalização em 26 municípios do Oeste Paulista
O que aconteceu? A Azevedo & Travassos assinou contrato com a Sabesp no valor de R$ 595,79 mi para obras de universalização do saneamento em 26 municípios do Oeste Paulista, vinculados às unidades operacionais de Presidente Prudente e Presidente Epitácio. A empresa lidera consórcio com 60% de participação ao lado da Construtora Bahiana de Saneamento (40%), o que representa receita potencial atribuível de ~R$ 357,6 mi. O escopo inclui projetos, obras civis, fornecimento e montagem de equipamentos, licenças ambientais e regularização imobiliária, com prazo de execução de 900 dias. O contrato integra o programa Universaliza São Paulo e adiciona volume relevante ao backlog da companhia, que projeta faturamento bruto acima de R$ 1 bi em 2026. (RI, Reuters e Genial)
🚰 Saneamento
SBSP3 (Sabesp) | CEO vê cronograma da Copasa “corrido” e regulação mineira com “um pouco mais de risco”
O que aconteceu? O CEO da Sabesp, Carlos Augusto Piani, sinalizou em evento do Bradesco BBI que a companhia está acompanhando o processo de privatização da Copasa, mas que uma eventual participação dependerá de análise de risco e retorno. Piani disse que o timing do leilão está “muito corrido” e destacou que o modelo de regulação do saneamento em Minas Gerais “não é tão robusto quanto o de São Paulo”, com definições ainda pendentes. Em paralelo, a Sabesp prioriza as licitações do programa Universaliza São Paulo, previstas para o segundo semestre, vistas como oportunidades “mais óbvias”. Piani também revelou que o capex de universalização até 2029, atualmente em R$ 70 bi, deve ser revisado levemente para cima — sem ser “nada absurdo” — em função de inflação acima do esperado, mercado aquecido de infraestrutura em SP e antecipação de investimentos pela escassez hídrica de 2025. A empresa tem mais de mil obras em andamento e ~40 mil pessoas empregadas no programa de universalização. (Brazil Journal e Genial)
🧴 Consumo / Governança
NATU3 (Natura) | Lotus/Advent confirma que ainda não detém ações e reitera compromisso de comprar 8%-10% do capital em até 6 meses
O que aconteceu? O Lotus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, veículo gerido pela Advent International, comunicou à Natura que ainda não detém ações nem derivativos da companhia, mas mantém o compromisso vinculante de adquirir entre 8% e 10% do capital social (entre 109,9 mi e 137,5 mi de ações) no mercado secundário, com preço-alvo médio de R$ 9,75/ação, no prazo de até seis meses a partir do acordo celebrado em 30 de março. O compromisso tem três cláusulas de rescisão: se a Advent superar 10% do capital, não atingir o mínimo de 8% em seis meses, ou se o preço médio da ação ultrapassar R$ 9,75 nos primeiros três meses. (Seu Dinheiro e Genial)
🤝 M&A / Mercado de Capitais
Mercado brasileiro de M&A tem melhor 1T desde 2021 — volume sobe 30% a/a para US$ 15,9 bi
O que aconteceu? Levantamento da Seneca Evercore mostra que o mercado brasileiro de fusões e aquisições encerrou o 1T26 com volume de US$ 15,9 bi (~R$ 82 bi), alta de 30% sobre o mesmo período de 2025 — o melhor resultado para o período desde 2021. O avanço veio concentrado em menos transações: 153 no trimestre ante 198 um ano antes, sinal de que o mercado girou por negócios de maior porte. Dois deals responderam por fatia relevante do volume: a combinação Odontoprev/Bradesco Saúde (Bradsaúde), estimada em US$ 5,8 bi, e a venda da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) pelo grupo Votorantim para Chinalco e Rio Tinto, por US$ 1,9 bi. Por setores, tecnologia liderou com 18% do volume, seguida por consumo/varejo (15%) e instituições financeiras (14%). Também houve operações relevantes em saúde, mineração, telecomunicações (IHS Towers e Desktop) e energia (Wilson Sons e ativos da Petrobras). O sócio da Seneca Evercore, Daniel Wainstein, atribui o movimento a dois fatores: empresas aproveitando o primeiro semestre para fechar negócios antes da instabilidade eleitoral do segundo, e o retorno do apetite externo — especialmente de americanos que veem o Brasil como a principal “terceira via” nos emergentes, com a China fora do radar estratégico e a Índia saturada. Em 2025, o volume total de M&A no Brasil somou US$ 58,4 bi. (Valor Econômico e Genial)
