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Publicado em 13 de Abril às 09:10:57

As principais noticias do dia 13/04/26

⛽ Petróleo & Gás 
PRIO3 | Choque em Ormuz amplia distorções e quebra referência global do petróleo 
O que aconteceu? A escalada das tensões no Estreito de Ormuz voltou a pressionar o mercado de petróleo e aprofundou as distorções entre o mercado físico e os benchmarks financeiros. O Brent voltou a negociar acima de US$ 100/barril em 13 de abril, enquanto cargas físicas na Europa chegaram perto de US$ 150/barril, refletindo prêmio elevado por disponibilidade imediata. Em paralelo, a desorganização dos fluxos do Oriente Médio vem comprometendo a função de referência de benchmarks regionais como Dubai/Oman, com agentes migrando parte da precificação e do hedge para o Brent, diante da perda de liquidez e da forte distorção nos diferenciais. A própria chamada da matéria do Valor destaca exatamente esse ponto: o choque em Ormuz está ampliando distorções e “quebrando” a referência global do petróleo. (Valor e Genial) 
Opinião Genial:  Acreditamos que a sessão de hoje vai repetir o que aconteceu em outras sessões semelhantes: com o petróleo brent ultrapassando US$100/barril, ações petroleiras devem negociar no território positivo enquanto demais empresas devem antecipar uma eventual recessão na economia. Acreditamos que empresas de consumo e aviação devem ser as mais impactadas nesse cenário. Resta acompanhar  

🏥 Saúde 
ONCO3 (Oncoclínicas) | Pedirá cautelar hoje contra credores enquanto negocia com médicos que ameaçam demissão coletiva 
O que aconteceu? A Oncoclínicas deve protocolar hoje à Justiça pedido de medida cautelar de proteção contra credores, segundo o Valor Econômico. O movimento é consequência direta do balanço de 2025 divulgado na semana passada: a alavancagem pelo critério de covenant ficou em 4,3x Ebitda — acima do limite de 3,5x —, o que abre caminho para credores exigirem antecipação dos ~R$ 1,8 bi em debêntures. Sem quórum nas assembleias de debenturistas lastreados em CRIs para aprovar o waiver, a cautelar é o único mecanismo disponível para ganhar tempo — ao menos 60 dias, se deferida. Em paralelo, a crise operacional se aprofundou: o número de pacientes com tratamentos adiados chegou a 6.000, e médicos da rede ameaçam demissão conjunta diante da falta de medicamentos. A empresa ainda negocia três propostas (Mak/Lumina, Starboard e Porto/Fleury), todas com entraves — a exclusividade com Porto/Fleury expirou em 12/abr. AGE marcada para 30/abr. (Valor Econômico) 

👗 Varejo 
AZZA3 (Azzas 2154) | Saída de Ruy Kameyama derruba ação 10,88% — nono executivo sênior a deixar o grupo desde a fusão 
O que aconteceu? A Azzas 2154 comunicou via fato relevante à CVM que Ruy Kameyama, presidente da unidade Fashion & Lifestyle (ex-CEO da brMalls), deixará a companhia no final de abril para “projetos pessoais e profissionais”. Nenhum substituto foi anunciado. A notícia derrubou AZZA3 10,88% — pior desempenho do Ibovespa no dia em que o índice renovou máxima histórica aos 197.323 pts. A saída acontece menos de um ano após Kameyama assumir a área, criada na reorganização pós-fusão Arezzo+Soma. O Santander destacou ser o nono executivo sênior a sair nos últimos anos e reforçou preocupação com a integração e captura de sinergias. A série de saídas inclui Rony Meisler (fundador da Reserva), Thiago Hering (CEO da unidade Basic), Rafael Sachete (foi para o Assaí) e Luciana Wodzik. No 4T25, o lucro líquido recorrente caiu 0,5% a/a para R$ 168 mi e o Ebitda recorrente recuou 3,5% para R$ 501 mi. (Valor Econômico, Reuters, Exame) 

🚰 Saneamento 
Aegea | Balanço 2025 traz ajuste de R$ 5 bi no PL de 2024 e alavancagem dispara para 3,78x — IPO fica em xeque 
O que aconteceu? Depois de sucessivos adiamentos que geraram desconfiança do mercado e levaram S&P e Fitch a rebaixar a nota de crédito da companhia, a Aegea divulgou na madrugada de sexta para sábado seu balanço de 2025 e uma revisão do balanço de 2024 com ajuste de R$ 5 bi no patrimônio líquido. No ano passado, o lucro anual caiu 31% no balanço pro forma e a alavancagem saltou de 2,9x para 3,78x Ebitda no balanço auditado — e 4,5x no pro forma. Para analistas, o quadro não disparou as cláusulas de vencimento antecipado, que era o principal temor dos investidores que venderam títulos de dívida da companhia na semana passada. O J.P. Morgan avalia que o caminho à frente depende de reconstruir a confiança do mercado — e o IPO, que vinha sendo planejado, está diretamente condicionado a isso. (Valor Econômico) 

✈️ Turismo 
CVCB3 (CVC Brasil) | Novo acordo de acionistas concentra poder na família Paulus e convoca AGE para dispensar OPA obrigatória 
O que aconteceu? A CVC Brasil anunciou acordo de acionistas entre a GJP (família Paulus, ~20,3% do capital) e o bloco Apex/Carbyne (~15,2%), que juntos passam a representar ~35,5% da companhia. O acordo define regras para direitos de voto, nomeação ao conselho e transferência de ações. Em paralelo, o conselho convocou AGE para deliberar sobre dispensa da cláusula de OPA obrigatória — mecanismo de “poison pill” aprovado em jan/25 que exige oferta pública de qualquer acionista que supere 25% do capital. Tiago Ring (Absolute Investimentos) renunciou ao conselho. (InvestNews) 

⚡ Energia 
EGIE3 (Engie Brasil) | Fitch afirma AAA(bra) nacional e IDR BBB- em moeda local, perspectiva estável 
O que aconteceu? A Fitch afirmou os ratings da Engie Brasil: IDR em moeda local BBB-, IDR em moeda estrangeira BB+ (limitado pelo teto-país) e rating nacional AAA(bra), todos com perspectiva estável. A agência destacou a robusta geração de caixa, sólido perfil financeiro e posição de segunda maior geradora de energia do Brasil como principais sustentadores do crédito. (Finance News) 

🏦 Bancos / JCP 
SANB11 (Santander Brasil) | Aprova JCP de R$ 2 bi brutos (R$ 0,44112 líquido por unit) 
O que aconteceu? O Santander Brasil aprovou JCP de R$ 2 bi brutos (R$ 1,65 bi líquidos), equivalente a R$ 0,44112 líquido por unit SANB11. Data com: 20/abr; ex-JCP: 22/abr; pagamento a partir de 7/mai. (Finance News) 

🥩 Proteínas 
MBRF3 (Marfrig) | Dobra fornecimento de aves à Salic para 600 mil t/ano e inclui bovina com até 270 mil t/ano 
O que aconteceu? A Marfrig (MBRF) assinou aditivo ao contrato com a Salic — braço de alimentação do fundo soberano saudita PIF — dobrando o fornecimento anual de aves de 300 mil para 600 mil toneladas e incluindo pela primeira vez carne bovina, com volume anual de até 270 mil toneladas. Analistas estimam receita incremental de ~US$ 1 bi/ano com as aves adicionais (US$ 3,5 mil/t) e ~US$ 1,75 bi/ano com a bovina (US$ 6,5 mil/t) — impacto relevante no topo de linha, embora diluído dado o porte da MBRF. (Brazil Journal) 

🏗️ Imóveis 
EZTC3 (Eztec) | Recorde histórico no 1T26: VGV de R$ 924,7 mi (+50,1% a/a) e vendas líquidas de R$ 696,8 mi (+84,8% a/a) 
O que aconteceu? A Eztec registrou o maior volume de lançamentos e vendas trimestrais de sua história no 1T26. Foram quatro empreendimentos lançados totalizando VGV de R$ 924,7 mi — destaque para o Casa Nacional (400m do Shopping Morumbi, VGV de R$ 396,7 mi e 188 unidades). As vendas brutas atingiram R$ 759,8 mi; as líquidas, R$ 696,8 mi (+84,8% a/a), com VSO líquida de 18,2%. Distratos somaram R$ 63 mi (8,3% das vendas brutas, queda de 6 p.p. vs. 4T25). O estoque encerrou o trimestre em R$ 3,14 bi. (Finance News, Visno Invest) 

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