Ações

Publicado em 15 de Abril às 15:15:21

As principais noticias do dia 15/04/26

🥩 Alimentos
MBRF3 | Aprovações antitruste concluídas para a JV Sadia Halal 
O que aconteceu? Todas as aprovações antitruste necessárias foram obtidas para o joint venture entre a BRF e a HPDC (subsidiária do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita). No fechamento, a BRF GmbH contribuirá com seus ativos de distribuição e manufatura no MENA (Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e EAU) para a Sadia Halal Holding Company, veículo da JV. Os ativos aportados carregam um EV de US$2,07b, com receita líquida LTM de US$2,1b e EBITDA de ~US$230m (múltiplo implícito de 9x), representando ~7,3% da receita consolidada da Marfrig/BRF.  

Os ativos turcos estão excluídos da operação. Na estrutura de participação, a HPDC se comprometeu a elevar sua fatia para 20% até junho de 2027 ou antes do IPO, via compra secundária de US$170,5m em ações detidas pela BRF GmbH. Antes disso, a HPDC realizará duas injeções primárias de capital — US$24,3m no fechamento e US$73,1m até o final de 2026 —, retendo ainda uma opção de atingir 40% antes do IPO, com eventuais aumentos adicionais divididos 50/50 entre transações primárias e secundárias. O IPO da Sadia Halal está previsto a partir de 2027, sujeito às condições de mercado. 
Recomendação: Comprar 
Preço-alvo: R$23,00 

⛽ Petróleo & Gás 
Setor | Petróleo recua após IEA cortar perspectiva de demanda 
O que aconteceu? O petróleo perdeu força nesta terça-feira, com o Brent voltando a negociar abaixo de US$ 100/barril, em meio a uma combinação de dois vetores: (i) revisão mais fraca para a demanda global e (ii) arrefecimento momentâneo da tensão entre EUA e Irã, com o mercado voltando a monitorar uma nova rodada de negociações em Islamabad. Segundo a IEA, a demanda global de petróleo deve cair 80 mil bpd em 2026, representando a primeira contração anual desde 2020 e uma revisão de mais de 700 mil bpd frente à estimativa do mês anterior. A matéria também destaca que, salvo uma escalada mais aguda do bloqueio americano no entorno do Irã, a evolução das conversas diplomáticas deve voltar a ser o principal driver da curva futura do petróleo. (OilPrice e Genial Investimentos)  

Opinião Genial: A notícia é marginalmente negativa para a tese de curto prazo das petrolíferas, porque ajuda a retirar parte do prêmio de risco que havia sido incorporado ao barril nos últimos dias. Do ponto de vista de mercado, o corte de demanda da IEA funciona como um contraponto importante ao choque geopolítico: mesmo com oferta global mais apertada e risco logístico relevante no Oriente Médio, o mercado passa a reprecificar a sustentabilidade de um Brent em patamares muito elevados caso não haja interrupção física relevante e duradoura. Para as ações brasileiras de exploração e produção, como PRIO, Petrobras, PetroReconcavo e Brava, isso tende a reduzir a assimetria positiva de curtíssimo prazo ligada apenas ao movimento do Brent, embora o nível absoluto de preços ainda permaneça bastante remunerador para geração de caixa. Em outras palavras, a notícia não destrói a tese fundamental do setor, mas enfraquece a narrativa de alta adicional do petróleo sustentada exclusivamente por geopolítica. Resta acompanhar os próximos capítulos.  

🏦 Financeiro 
BlackRock | Lucro cresce 46% para US$ 2,21 bi no 1T26 — captação líquida de US$ 130 bi e ETFs iShares batem recorde trimestral 
O que aconteceu? A BlackRock divulgou lucro líquido de US$ 2,21 bi no 1T26 (+46% a/a), com receita total de US$ 6,7 bi (+27% a/a) — acima da estimativa de US$ 6,5 bi. O lucro por ação ajustado foi de US$ 12,53, ante expectativa de US$ 11,70 (FactSet). A captação líquida total somou US$ 130 bi no trimestre, puxada por um recorde histórico nos ETFs iShares (US$ 132 bi) e entrada líquida de US$ 9 bi em mercados privados, com destaque para crédito privado e infraestrutura. No acumulado de 12 meses, foram US$ 744 bi em entradas líquidas, com crescimento orgânico de 10% nas taxas base. O AUM encerrou março em US$ 13,89 tri — ligeiramente abaixo do fim de 2025, refletindo a volatilidade nos mercados no início do ano, mas 20% acima de um ano antes. O lucro operacional avançou 66% e a margem operacional GAAP subiu para 42%. A empresa ainda recomprou US$ 450 mi em ações e elevou o dividendo trimestral em 10% para US$ 5,73/ação. (InfoMoney e Genial) 

🔧 Indústria 
CSNA3 (CSN) | Iniciará fase vinculante de venda da unidade de cimento em cerca de um mês — processo envolve Votorantim, J&F e chinesas 
O que aconteceu? O diretor financeiro da CSN, Marco Rabello, confirmou em 14/abr que a empresa deverá iniciar a fase vinculante de venda da CSN Cimentos — segunda maior cimenteira do Brasil — em pouco mais de um mês, após recebimento das propostas não vinculantes e seleção dos finalistas. Fontes próximas às negociações indicam valor acima de R$ 10 bi para o ativo. No páreo estão a Votorantim (maior cimenteira do país, podendo atuar sozinha ou com parceiro), o grupo J&F, e as chinesas Anhui Conch Cement, Huaxin Cement e Sinoma International. A venda é peça central do plano de desinvestimento da CSN, que busca levantar R$ 15–18 bi para atacar uma dívida líquida de ~R$ 40 bi. O Safra estima Ebitda de ~R$ 1,5 bi para a divisão em 2026, implicando múltiplo de ~6,7x EV/Ebitda no valuation de R$ 10 bi. A venda de 60% a esse valor geraria ~R$ 4,3 bi — suficiente para cobrir as amortizações de 2026-27, mas insuficiente para os R$ 8,1 bi que vencem em 2028. Moody’s e S&P já rebaixaram a nota da CSN nos últimos meses. (InfoMoney, Money Times e Genial) 

🏗️ Imobiliário 
JHSF3 (JHSF) | Compra o Enjoy Punta del Este (antigo Conrad) por US$ 160 mi e planeja transformá-lo em complexo multiuso com hotel Fasano 
O que aconteceu? A JHSF Península — empresa ligada à JHSF UK, controladora da JHSF3 — anunciou a compra de 100% das ações da Baluma S.A., proprietária do complexo Enjoy Punta del Este (originalmente inaugurado em 1997 como Conrad), por US$ 160 mi. O vendedor é a operadora chilena Enjoy S.A., que está em reorganização judicial e se desfez do ativo para saldar credores internacionais — havia investido mais de US$ 200 mi no complexo. O empreendimento fica na Playa Mansa e conta com 292 quartos, cassino de 4.000 m², 75 mesas, 7 restaurantes e spa. O plano da JHSF é transformá-lo num complexo multiuso de alto padrão: hotel sob a bandeira Fasano, shopping ampliado de 10 mil m² para 20 mil m² (rebatizado CJ Punta, com ~50 operações incluindo marcas internacionais), residências de luxo e cassino reformado. A JHSF Capital atuou como assessora financeira e deve estruturar um veículo de investimento para atrair sócios. A transação depende de aprovação da CPDC (antitruste do Uruguai). A JHSF já está presente no país há mais de 15 anos com o Fasano Punta del Este, tornando o Uruguai sua principal plataforma internacional. As ações JHSF3 acumulavam alta de quase 200% nos 12 meses até 13/abr. (Brazil Journal, Bloomberg Línea, NeoFeed e Genial) 

⛽ Combustíveis  
VBBR3 (Vibra Energia) | Conclui venda de 49,99% na Evolua à Copersucar, encerrando joint venture de etanol criada em 2021 
O que aconteceu? A Vibra concluiu a venda de sua participação de 49,99% na Evolua Etanol à Copersucar, que passa a deter 100% da companhia. A joint venture havia sido criada em 2021 para comercialização, importação e exportação de etanol anidro e hidratado nos mercados nacional e global, com meta de vender 9 bi de litros no primeiro ano. O contrato de saída foi assinado em dezembro de 2025; a aprovação do Cade veio em janeiro/26, sem restrições. A Vibra justifica a decisão pela nova dinâmica do mercado de biocombustíveis, que tornou mais estratégico ter liberdade de suprimento sem os compromissos da parceria, e pelo foco em disciplina na alocação de capital. A operação encerra um ciclo de três anos em que a Evolua atuava como plataforma aberta de comercialização com gestão independente e estrutura de governança própria. (Money Times e Genial) 

🏗️ Imobiliário 
PLPL3 (Plano&Plano) | 1T26: vendas líquidas de R$ 841,8 mi (-1,6% a/a) com queda sequencial de 45,6% — distratos sobem e consumo de caixa preocupa 
O que aconteceu? A Plano&Plano registrou vendas líquidas de R$ 841,8 mi no 1T26, praticamente estáveis a/a (-1,6%), mas com forte queda sequencial de 45,6% frente ao 4T25 — trimestre que havia sido excepcionalmente forte em função do alto volume de lançamentos do 3T25. No critério de participação da companhia (%Plano&Plano), o desempenho foi melhor: vendas líquidas de R$ 796 mi (+3,4% a/a). O ticket médio das unidades vendidas subiu 13,8% a/a para R$ 268,4 mil. O ponto de atenção ficou com os distratos, que somaram R$ 99,5 mi no trimestre (+35,2% a/a), elevando a relação distratos/vendas brutas de 7,9% para 10,6%. Foram lançados quatro empreendimentos totalizando VGV de R$ 989,3 mi (-16% a/a) e 3.136 unidades. O trimestre apresentou consumo de caixa de R$ 79,9 mi — pressionado pelo descasamento de ~R$ 70 mi no recebimento de unidades do programa Pode Entrar (apenas R$ 20 mi recebidos no 1T26; R$ 50 mi previstos para o 2T26). A companhia também destacou volume relevante de repasses de autônomos concentrado no 2T26, o que deve reverter o consumo de caixa nos próximos meses. (Money Times e Genial) 

🔧 Indústria 
ROMI3 (Romi) | 1T26: lucro despenca 76,6% para R$ 2,36 mi — EBIT negativo e receita cai 19% com fraqueza em máquinas e fundidos 
O que aconteceu? A Indústrias Romi registrou lucro líquido de R$ 2,36 mi no 1T26, queda de 76,6% a/a, com margem líquida recuando de 3,7% para 1,1%. A receita operacional líquida foi de R$ 220,9 mi (-19,1% a/a), impactada principalmente pela redução no faturamento das unidades de Máquinas Romi e de Fundidos e Usinados. O Ebitda ajustado somou R$ 7,35 mi (-59,7% a/a), com margem caindo de 6,7% para 3,3%. O EBIT ficou negativo em R$ 9,8 mi — reflexo da menor diluição de custos fixos com a queda de receita. O ponto positivo do trimestre foi a carteira de pedidos, que cresceu e sustenta visibilidade para os próximos períodos: a subsidiária alemã Burkhardt+Weber registrou avanço de 16,1% a/a na carteira, refletindo demanda por soluções de maior complexidade. O CEO Luiz Cassiano Rando Rosolen afirmou que a empresa encerrou o trimestre “com bons volumes de novos negócios e carteira robusta”, destacando a resiliência do modelo em ambiente econômico desafiador. A Romi é líder brasileira em máquinas-ferramenta (tornos CNC, centros de usinagem e mandrilhadoras), máquinas para processamento de plásticos e produtora de fundidos e usinados, com 11 plantas no Brasil e 2 na Alemanha. (EuQueroInvestir e Genial) 

🏦️ Financeiro 
BBSE3 (BB Seguridade) | Fev/26: prêmios de vida recuam 9,8% a/a e previdência cai, mas arrecadação total avança 5,3% 
O que aconteceu? A BB Seguridade divulgou seu informativo mensal de fevereiro/26 com resultado misto. Os prêmios emitidos de seguro de vida recuaram 9,8% a/a — explicado pelo menor número de dias úteis (18 dias vs. 20 em fev/25). O braço de previdência (Brasilprev) também recuou, em linha com a tendência observada desde 2025, quando a arrecadação caiu 37% por mudanças regulatórias. Em contrapartida, a arrecadação total avançou 5,3%, sustentada por capitalização. A divulgação antecede o resultado do 1T26 (4/mai). O guidance para 2026 já indica queda no resultado operacional não financeiro de -7% a -3% e prêmios entre -3% e +2% — abaixo das expectativas do mercado quando divulgado. (ADVFN) 

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