🏦 Financeiro
B3SA3 (B3) | Destaques operacionais de março/26: derivativos disparam 42% a/a e renda variável avança 48% a/a
O que aconteceu? A B3 divulgou seus destaques operacionais de março/26. Em derivativos, o volume médio diário total saltou 42% a/a para 16,6 mil contratos, com destaque para juros em reais (+91,1% a/a), derivativos de índices (+58,9% a/a) e câmbio (+27,2% a/a) — na contramão, o futuro de criptoativos despencou 79,3% a/a. A RPC (receita por contrato) de derivativos recuou 12% a/a para R$ 1,013, refletindo compressão de yield com o mix de produtos. Em renda variável, o ADTV total de ações atingiu R$ 37,3 bi (+48,3% a/a), com mercado à vista em R$ 35,4 bi e opções mais que dobrando (+132,6%). A capitalização de mercado média subiu 22,7% a/a para R$ 5,26 tri. Em renda fixa e crédito, as novas emissões somaram R$ 2,37 tri (+17,9% a/a) e o estoque atingiu R$ 9,44 tri (+16,8% a/a). O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 221 bi (+46,5% a/a). O número de investidores individuais (CPFs) chegou a 5,6 mi (+6,3% a/a). O estoque de fundos totalizou R$ 5,63 tri (+21,6% a/a). (B3 – Comunicado ao Mercado)
💻 Tecnologia (Semiconductors)
TSMC (BDR: TSMC34) | Lucro do 1T26 sobe 58% para US$ 18,12 bi e receita avança 35%; demanda por IA resiste ao conflito no Oriente Médio
O que aconteceu? A TSMC (TSMC34) reportou lucro líquido recorde de NT$ 572,48 bilhões (US$ 18,12 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, alta de 58,3% ante o 1T25 e superando as estimativas de NT$ 542,4 bilhões da Bloomberg. A receita consolidada atingiu NT$ 1,13 trilhão (US$ 35,9 bilhões), crescimento de 35,1% a/a, também acima do guidance da própria empresa. A margem bruta ficou em 66,2%, acima das expectativas de 63%-65%. O segmento de high-performance computing (HPC), puxado pela demanda por IA, foi o principal motor, com alta de 20% ante o 4T25. Os chips de 3nm representaram 25% da receita total, enquanto 5nm e 7nm somaram 36% e 13%, respectivamente, totalizando 74% de avançados. A empresa elevou a projeção de crescimento da receita anual para “mais de 30%” (ante “próximo de 30%”) e indicou que o capex de 2026 deve ficar no topo da faixa de US$ 52-56 bilhões. Sobre os riscos geopolíticos, a TSMC afirmou que mantém estoques de segurança de hélio e hidrogênio, com fontes diversificadas, e não espera interrupção no curto prazo. (TSMC RI, Bloomberg, Reuters, Genial)
Opinião Genial: Os números da TSMC mostram que a demanda estrutural por semicondutores de IA segue resiliente, mesmo diante do conflito no Oriente Médio que elevou custos energéticos e ameaçou cadeias de insumos críticos. A elevação do guidance anual e a sinalização de capex no topo da faixa indicam confiança da administração na continuidade do ciclo.
🏗️ Imobiliário
HBOR3 (Helbor) | 1T26: VGV de lançamentos sobe 4,9% a/a para R$ 153,5 mi, mas vendas caem 17,2% e VSO recua para 10,9%
O que aconteceu? A Helbor lançou dois empreendimentos no 1T26 com VGV de R$ 153,5 mi (+4,9% a/a), na participação da companhia. As vendas contratadas, no entanto, recuaram 17,2% a/a para R$ 226,3 mi. O mix de vendas foi: 18% de lançamentos, 58% de unidades em construção e 24% já prontas. A velocidade de vendas (VSO) caiu de 21,8% no 1T25 para 10,9% — e também recuou frente ao 4T25, quando estava em 16,3%, sinalizando desaceleração comercial. O banco de terrenos encerrou março em R$ 8,62 bi, composto majoritariamente por médio padrão (38%), com apenas ~1% no segmento conômico e o restante dividido entre médio alto e altíssimo padrão. (Valor Econômico e Genial)
🏗️ Imobiliário
MELK3 (Melnick) | 1T26: vendas líquidas sobem 130% a/a para R$ 300,3 mi com dois lançamentos — base de comparação favorável impulsiona resultado
O que aconteceu? A Melnick, incorporadora focada na região Sul, registrou vendas líquidas de R$ 300,3 mi no 1T26 (+130,4% a/a), com VSO de 18% (ante 10% no 1T25). Foram lançados dois empreendimentos no trimestre, totalizando VGV potencial de R$ 213,5 mi — no 1T25 não havia ocorrido nenhum lançamento, o que favorece a comparação. A companhia também entregou um empreendimento no período, com VGV relativo à Melnick de R$ 23 mi. (Valor Econômico e Genial)
🥩 Alimentos
BEEF3 (Minerva Foods) | Emite bond de US$ 600 mi a 10 anos a 7,625% — retomada do mercado externo após reestruturação
O que aconteceu? A Minerva Foods precificou emissão de US$ 600 mi em bonds com vencimento em 2036, cupom de 7,5% e taxa de 7,625% ao ano. Os recursos serão usados para repagamento de dívidas existentes e propósitos gerais — essencialmente um alongamento de perfil. A operação foi coordenada por 13 bancos, incluindo BB, Bank of America, JPMorgan, Bradesco, Morgan Stanley, Santander, HSBC, XP e Rabobank. A emissão marca a reabertura do mercado de capitais externo para a companhia, que encerrou 2025 com lucro recorde de R$ 848 mi — revertendo prejuízo de R$ 1,5 bi em 2024. (Brazil Journal, Money Times)
🏭 Mineração
AURA33 (Aura Minerals) | Mineradora de ouro ultrapassa Gerdau, CSN, Usiminas e Ternium em valor de mercado — alta de 386% em 12 meses
O que aconteceu? A Aura Minerals já vale US$ 9 bi na Nasdaq — mais do que a Ternium (US$ 8,5 bi), Gerdau (US$ 8 bi), CSN (US$ 1,8 bi) e Usiminas (US$ 1,7 bi). A constatação foi feita pelo BTG, que mantém recomendação de compra com preço-alvo de US$ 122 (upside de ~15%). As ações acumulam alta de 91% em 2026 e de 386% nos últimos 12 meses, impulsionadas pela disparada do ouro e pela aprovação do projeto Era Dorada, na Guatemala (US$ 382 mi de investimento, 111 mil oz/ano nas primeiras 4 safras, responsável por 25–30% do valor da empresa segundo BTG e JPMorgan). O analista Leonardo Correa reconhece que o valuation parece caro em métricas de curto prazo, mas sustenta a tese com base no potencial de produção acima de 500 mil onças. No 1T26, a Aura bateu recorde trimestral de produção com 82.137 GEO (+37% a/a). (Brazil Journal, BTG)
🏦 Financeiro
BBDC4 / ITUB4 / BPAC11 (Bradesco, Itaú e BTG) | Bradesco e Itaú confirmam compra conjunta de carteiras de empréstimos do BRB a estados e municípios; BTG analisa oportunidades separadamente
O que aconteceu? Após o Correio Braziliense reportar negociações de ~R$ 1 bi envolvendo carteiras de empréstimos do BRB a estados e municípios com aval da União, as três instituições se manifestaram. O Bradesco confirmou a aquisição em consórcio com o Itaú (50% cada), em valor inferior ao R$ 1 bi noticiado e classificado como “não relevante” para a carteira e rentabilidade do banco. O Itaú também confirmou o compromisso de aquisição de ativos do BRB, descrevendo o valor como “imaterial”. Já o BTG afirmou analisar oportunidades no BRB de forma independente — sem relação com os ativos vinculados ao Banco Master, que está em liquidação extrajudicial pelo BC. A operação se insere no contexto pós-intervenção no Master, quando o FGC e os bancos adquirentes precisam equacionar carteiras e passivos da instituição. (Bloomberg e Genial)
⛽ Óleo e Gás
BRAV3 (Brava Energia) | Certificação 2026: 459 mi boe em 1P e 611 mi boe em 2P — VPL10 de US$ 7,2 bi e US$ 9,1 bi respectivamente
O que aconteceu? A Brava Energia divulgou sua certificação independente de reservas com data-base em 31/dez/25. As reservas provadas (1P) somam 459 mi boe, com vida útil de 18 anos; as provadas mais prováveis (2P) chegam a 611 mi boe, com vida útil de 24 anos. O VPL a 10% de desconto (sem imposto de renda) é de US$ 7,2 bi para 1P e US$ 9,1 bi para 2P — ambos excluindo o portfólio de mid & downstream (logística, processamento, refino e derivados na Bacia de Potiguar). A certificação abrange os ativos onshore de Potiguar e Recôncavo e os offshore Atlanta (80%), Papa-Terra (62,5%) e Parque das Conchas – BC-10 (23%), entre outros. Em comparação com a certificação anterior (data-base 31/dez/24), as reservas 1P recuaram de 479 mi boe para 459 mi boe e o VPL1P caiu de US$ 8 bi para US$ 7,2 bi, reflexo parcial da depreciação da curva de produção de curto prazo. Os ativos offshore, especialmente Atlanta, são o principal motor de valor. A companhia já iniciou campanha de perfuração de 4 novos poços (2 em Papa-Terra e 2 em Atlanta) com uso da sonda Lone Star, com primeiro óleo esperado em Papa-Terra no 4T26 e em Atlanta no 2T27 — o que representa upside potencial para a próxima certificação. (Visno Invest, Finance News)
👗 Consumo (Moda)
AZZA3 | AZZA3 testa retomada após queda, mas tendência de baixa persiste
O que aconteceu? As ações da Azzas 2154 (AZZA3) acumulam três altas consecutivas e fecharam a última sessão a R$ 22,71 (+2,57%), após testarem a região de suporte em R$ 20,38. O movimento ocorre em meio a um cenário técnico ainda delicado, com o papel negociado abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos (ambas inclinadas para baixo) e o IFR(14) em 40,37, indicando neutralidade. Para que a recuperação ganhe consistência, é necessário o rompimento da faixa de resistência entre R$ 24,28 e R$ 25,88. Do lado negativo, a perda do suporte em R$ 20,38/R$ 19,30 pode recolocar o papel em trajetória de queda. (Fonte: InfoMoney, Genial)
🏗️ Construção Civil
LAVV3 e TEGA3 | Lavvi e Tegra divulgam dados mistos no 1T26; vendas caem na Lavvi e disparam na Tegra
O que aconteceu? As incorporadoras Lavvi (LAVV3) e Tegra divulgaram dados operacionais do primeiro trimestre de 2026 com desempenhos contrastantes. A Lavvi reportou vendas totais de R$ 336 milhões, queda de 14% na comparação anual, com VSO de 11% no trimestre. A companhia registrou queima de caixa de R$ 70 milhões, embora tenha gerado R$ 4 milhões na visão ex-terrenos. Já a Tegra registrou vendas brutas de R$ 394 milhões, alta expressiva de 42% na base anual, com distratos recuando 52%, sinalizando melhora na qualidade das vendas. O VSO trimestral ficou em 6,8%, praticamente estável. (Fonte: InfoMoney, RI das empresas e Genial)
