O cenário internacional se complicou com a suspensão das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, a continuação do bloqueio dos portos iranianos pela marinha americana, endurecimento da posição dos dois países que abandonaram a mesa de negociações no Paquistão, indicando que a guerra deve demorar mais do que o esperado pelo Presidente Trump.
O resultado foi valorização do Dólar no mercado financeiro internacional, desvalorização do Real, que atingiu novamente o nível de R$ 5,00, deslocamento para cima das curvas de juros e queda dos preços das ações.
O segundo ponto importante foi a surpresa negativa do IPCA nos três primeiros meses de 2026 acima das expectativas tanto do Banco Central quanto dos investidores. Nossa avaliação é que, após a estagnação do PIB no quarto trimestre de 2025, a atividade econômica se acelerou no primeiro trimestre de 2026, mantendo o crescimento acima do esperado da atividade econômica e o mercado de trabalho apertado e aquecido, com aumento dos salários reais.
Diante da incerteza gerada pelo cenário internacional e o comportamento da taxa de inflação, com aumento das expectativas para a inflação em 2026 e 2027, nossa expectativa é de redução da SELIC em – 0,25 pontos de porcentagem na reunião da quarta feira e um comunicado duro, para evitar uma desancoragem mais forte das expectativas. Dado o nível relativamente elevado taxa de juros real no Brasil, mesmo após esta queda a política monetária deverá permanecer contracionista.
