Economia

Publicado em 08 de Julho às 17:19:07

A guerra está de volta

Como temos chamado a atenção neste espaço, o cenário político dentro do Irã indica uma divisão entre as autoridades “civis”, que aprovaram a assinatura do memorando  entre Irã e Estados  Unidos com o objetivo de terem acesso aos recursos financeiros do país bloqueados pelos Estados Unidos, e os membros da Guarda Revolucionária Islâmica que são contra qualquer negociação e têm por objetivo levar a guerra até que o governo americano libere os recursos financeiros bloqueados, pague os prejuízos causados pelos bombardeios realizados, sejam livres para produzir uma arma nuclear e concordem que os países do golfo Pérsico controlem a navegação no Estreito.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, “os Estados Unidos, apesar da cláusula explícita do quinto parágrafo deste memorando – que enfatiza a responsabilidade da República Islâmica do Irã em determinar os arranjos para a passagem segura de navios pelo Estreio de Ormuz, desafiaram essa cláusula e, na prática, violaram a estrutura do acordo com suas ações unilaterais e também com ataques agressivos contra o irã”.

A questão é que o teor completo do “memorando”, não foi tornado público, o que faz com que as duas partes continuem acusando a outra de descumprimento do acordo, ameaçando contra-atacar o adversário. A discussão é sempre quem descumpriu o acordo em primeiro lugar.

De um lado, o Irã, aparentemente através da Guarda Revolucionária Islâmica, continua a atacar os navios que cruzam o Estreito, os Estados Unidos consideram que isto é um rompimento do acordo, na medida em que a responsabilidade pela navegação segura através do Estreito é do Irã, “justificando” a reação dos Estados Unidos.

Como esperado, a reação dos mercados foi aumento dos preços da commodity no mercado internacional, aumento das taxas de juros, queda dos preços das ações e valorização do Dólar frente às moedas emergentes.

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