Novos sinais de desaceleração da atividade econômica, aumento da inadimplência e novas empresas entrando em recuperação judicial devido aos elevados níveis de dívida e dos juros.
Ontem o Banco Central divulgou o IBC-Br, que é uma proxy do desempenho do PIB da economia brasileira, entre os meses de maio e junho. O indicador mostra uma queda generalizada do nível de atividade em todos os setores da economia.
A variação do IBC-Br agregado recuou – 0,64% no mês de junho em relação a maio, enquanto as expectativas apontavam para queda de – 0,5%. O IBC-Br Ex-Agro caiu – 0,91%, o IBC-Br Indústria recuou – 1,35%, o do setor de Serviços – 0,52% e de Impostos recuou – 1,04%. Apenas o IBC-Br do setor agropecuário subiu 0,96%, o que mostra a desaceleração generalizada da economia.
Ao mesmo tempo, o Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas, uma estimativa do desempenho do PIB do país, recuou – 1,1% no mês de junho, em relação a maio, reforçando o fraco desempenho do IBC-Br.
Um segundo sintoma de desaceleração da economia é o crescente número de grandes empresas entrando com pedido de recuperação judicial (Raízen, GPA, entre outras) ou extrajudicial, sendo forçados a vender ativos (CSN Cosan, entre outras), incapazes de honrar seus compromissos financeiros. Ontem, o Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial, com dívida de R$ 17,3 bilhões, juros elevados, restrições de crédito, custo financeiros e custo de capital de giro.
A combinação de uma política monetária contracionista e uma política fiscal expansionista começa a cobrar seu preço.
