Após meses de negociação, o governo de Donald Trump anunciou que, a partir do dia 5 de junho, passará a declarar as facções criminosas Comandando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais, uma decisão que pegou o governo brasileiro de surpresa.
O principal assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, divulgou uma nota na qual rejeita a definição das facções criminosas como organizações terroristas. Segundo o assessor, as organizações criminosas brasileiras têm como objetivo dominar o crime organizado internamente, sem qualquer relação com ideologia política, ao contrário das organizações terroristas que têm objetivo ideológico e político.
A questão é que as organizações criminosas brasileiras controlam parte do território nacional, têm estrutura militar, proíbem acesso dos poderes públicos formais à parte do território nacional dominado por elas (policia, prestação de serviços públicos, privatizam a segurança, internet, além de tráfico de drogas, etc.) nas regiões que dominam. Neste sentido, são organizações narcoterroristas, que afetam diretamente a vida das pessoas, aumentam homicídios, assaltos e o tráfico de drogas. Ao mesmo tempo, os poderes oficiais são incapazes de controlar estas organizações que se espalharam não apenas no Brasil, mas em outros países da América Latina. É diante desta internacionalização do crime organizado que elas foram declaradas organizações terroristas em vários países da região, pelos Estados Unidos.
