A sabatina do economista Kevin Warsh indicado pelo Presidente Donald Trump para a Presidência do Federal Reserve (banco central americano), levantou dúvidas quanto à independência de Kevin Warsh caso ele seja efetivamente aprovado pelo Senado para ocupar a presidência da instituição, na medida em que os analistas se dividiram em relação à futura independência do Fed em relação ao Presidente Trump.
Para Eric Rosengren, ex-presidente do Federal Reserve de Boston, o depoimento de Warsh não foi realmente claro quanto à independência do banco central. Em especial, para Rosengren o indicado mostrou “relutância em divergir do governo Trump em temas de política econômica e até sobre o resultado da eleição presidencial de 2020.” Para Rosengren, a sabatina não teria transmitido independência.
Por outro lado, para o Bank of América (BofA) Warsh não apresentou argumentos suficientes para a redução das taxas de juros no curto prazo, como tem sugerido o Presidente Trump, e que a meta tenha sido alcançada em algum momento. Para o BofA, estes foram alguns dos sinais que indicariam uma postura “marginalmente hawkish”.
Diante da importância da independência do Federal Reserve e das interferências e pressões do Presidente Trump para que o Fed reduza a taxa de juros, seria muito importante que a sabatina não deixasse qualquer dúvida quanto à independência da instituição em relação ao governo. Nossa avaliação é que Kevin Warsh não foi suficientemente convincente.
