Economia

Publicado em 08 de Julho às 14:16:46

Mercado de trabalho no Brasil mantém inflação elevada

O comportamento do mercado de trabalho em período mais recente reforça a leitura de resiliência no início de 2026, ainda que com sinais de arrefecimento bastante gradual na margem. Segundo a PNAD, em maio, a taxa de desemprego ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio, ligeiramente abaixo da nossa expectativa de 5,66%, ainda que em linha com o esperado pelo mercado. Em relação ao mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego registrou recuo de 0,6 p.p. e ficou no menor nível já registrado na série histórica para um trimestre móvel encerrado em maio.  Na série com ajuste sazonal, a taxa continuou em movimento de recuo iniciado no mês anterior, ao sair de 5,49% para 5,46%.  

Já o rendimento médio real habitual recuou 0,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior, porém avançou 4,0% a/a em relação ao mesmo período do ano anterior, sugerindo certa estabilização no seu ritmo de avanço em um patamar historicamente elevado.

A massa de rendimento real habitual também registrou queda de 0,3% no trimestre, mas avançou 4,8% a/a em relação ao mesmo período do ano passado, ficando ligeiramente abaixo do nível recorde alcançado no trimestre móvel encerrado em mar/26.  

O CAGED de maio surpreendeu negativamente registrou a criação de 73,0 mil novos postos de trabalho formais, abaixo das projeções dos analistas (+120 mil, Broadcast+ e da nossa projeção +99,2 mil). Ao mesmo tempo, a combinação entre saldo positivo disseminado entre os setores e a razão entre salário de admissão/demissão ainda elevada e aumentou 0,18 p.p., para 96,11%, indicam um mercado resiliente.

Em outras palavras, todos os indicadores sustentam a visão de um mercado de trabalho apertado e é consistente com a hipótese de que o processo de moderação deve ocorrer de maneira bastante gradual em 2026.

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