Após uma decisão dividida do Fomc, com três diretores votando por um aumento da taxa de juros e nove votando pela manutenção, que foi interpretado pelos investidores que o resultado da reunião foi um claro sinal de que o Fomc poderá voltar a aumentar a taxa de juros na próxima reunião, em setembro, os dados do mercado de trabalho fizeram com que o cenário se tornasse muito mais incerto.
Segundo o payroll, foram destruídos 23 mil postos de trabalho em julho, as revisões dos meses anteriores mostraram uma diminuição de 103 mil empregos, e número de empregados caiu 87 mil empregados. Apesar disso, como a taxa de participação caiu para 61,4% da força de trabalho, a taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1% da força de trabalho. Ao mesmo tempo em que o salário médio por hora aumentasse apenas 0,1% no mês.
Com esta combinação de taxa de inflação elevada (PCE em 4,1% e núcleo do PCE em 3,4% em termos anuais), acima da média a mais de cinco anos, volta a dúvida de qual mandato será privilegiado na próxima reunião do Fomc na reunião de setembro: desemprego ou inflação. Nossa avaliação é que os dados de inflação deverão ser determinantes na decisão dos diretores do Federal Reserve.
