Economia

Publicado em 15 de Abril às 15:37:45

Varejo segue resiliente e reforça cenário de PIB mais forte no 1T26

Em fevereiro, o volume de vendas do varejo restrito avançou 0,6% m/m, resultado abaixo da nossa expectativa de 0,8% m/m e também inferior ao consenso de mercado, mas ainda suficiente para levar o setor a um novo nível recorde da série histórica. Na comparação interanual, o varejo cresceu 0,2% a/a, também abaixo do esperado. Já o varejo ampliado avançou 1,0% m/m no mês, dando sequência à alta de janeiro e igualmente renovando a máxima histórica, embora tenha vindo aquém das projeções. Em termos anuais, contudo, o ampliado recuou 2,2% a/a, em leitura significativamente mais fraca do que a esperada.

A composição do resultado mostrou um quadro misto, mas ainda compatível com resiliência da atividade. No varejo restrito, os principais destaques positivos vieram de hipermercados e supermercados, que avançaram 1,1% m/m e renovaram o maior nível da série, além de combustíveis e lubrificantes, livros e papelaria e artigos farmacêuticos. Pelo lado negativo, houve recuo nas vendas de equipamentos de informática e comunicação, outros artigos de uso pessoal e doméstico, tecidos, vestuário e calçados, além de móveis e eletrodomésticos. No varejo ampliado, o resultado também contou com a alta de veículos, motos, partes e peças e de material de construção.

Em nossa avaliação, o desempenho mais fraco do que o antecipado refletiu, em grande medida, a devolução de parte da forte alta observada em janeiro nos segmentos mais ligados ao consumo discricionário. Ainda assim, os números seguem consistentes com o nosso cenário de arrefecimento gradual da economia ao longo dos próximos trimestres, ainda que com uma reaceleração no 1T26 em função do descasamento entre as políticas monetária e fiscal. Nesse sentido, entendemos que os dados divulgados hoje permanecem compatíveis com a nossa expectativa de crescimento do PIB de 0,9% t/t no primeiro trimestre de 2026. Para 2026, seguimos projetando desaceleração gradual da atividade ao longo dos próximos trimestres, com o crescimento do PIB recuando de 2,3% em 2025 para 2,0% em 2026.

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