Destaques da Semana
O que movimentou o mercado?
Na primeira semana de junho de 2026, os mercados globais foram pressionados pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pela nova rodada de tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O aumento da aversão a risco fortaleceu o dólar globalmente e ampliou a volatilidade dos mercados emergentes, enquanto o payroll americano acima do esperado reforçou a percepção de resiliência da economia dos EUA e reduziu apostas de cortes de juros mais acelerados pelo Federal Reserve. Nesse contexto, o dólar comercial subiu 2,7% no Brasil, encerrando a sexta-feira (05) cotado a R$5,16, maior nível em aproximadamente dois meses. Apesar do ambiente mais defensivo, o minério de ferro avançou 3,5% na semana, sustentado por expectativas de estímulos adicionais na China, enquanto o petróleo Brent chegou a superar US$95 por barril antes de devolver parte dos ganhos.
No Brasil, o mercado acompanhou com cautela a piora das expectativas fiscais e o aumento das apostas de aperto monetário adicional. Na quarta-feira (03), o Ministério da Fazenda anunciou medidas de contenção de gastos, mas sem detalhamento suficiente para reduzir a percepção de risco fiscal. Ao mesmo tempo, o IPCA-15 de maio acelerou para 5,3% em 12 meses, acima do teto da meta, levando o mercado a reforçar as expectativas de uma alta adicional de 0,25 p.p. na Selic na próxima reunião do Copom. Diante desse cenário, a curva de juros futuros abriu ao longo da semana e o Ibovespa caiu 2,3%, chegando a tocar os 167.500 pontos antes de recuperar parcialmente as perdas na sexta-feira (05), apoiado por expectativas de um possível cessar-fogo mediado pela ONU. Ainda assim, o Relatório Focus trouxe nova deterioração das perspectivas locais, com a projeção de crescimento do PIB brasileiro de 2026 sendo revisada de 1,7% para 1,4%.
Principais acontecimentos do mercado
TRXF11 | Fundo celebrou aquisição indireta de 8 ativos logísticos / self-storage (~R$ 135 milhões) via estrutura com novo veículo (Brio), com foco em last-mile e armazenagem urbana. Portfólio adquirido
TELM11 | Conclusão de desinvestimento residencial no Itaim Bibi com TIR de ~42,6% a.a. em ~6 meses, evidenciando monetização tática via estrutura com opcionalidade e geração de ganho de capital (~R$ 0,21/cota).
RZAT11 | Aquisição de imóvel (R$ 20 milhões) estruturada como sale & leaseback com opção de recompra, com retorno estimado em IPCA + 13,6% a.a.
Comentários Sobre a Carteira Recomendada
Na semana, a Renda teve uma performance melhor que o IFIX ao passo que a Valor teve um retorno um pouco pior. A Carteira Valor teve um retorno inferior ao índice em 1 bps, ao passo que a Carteira Renda ficou 35 bps acima do benchmark.
Entre os destaques, o RCRB11 avançou 0,59% na carteira Valor enquanto a MANA11 avançou 0,77% na Carteira Renda durante a semana.
Performance Semanal das Carteiras Recomendadas (Ex. Dividendos)

Performance Semanal do IFIX

