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Publicado em 20 de Julho às 18:45:22

Resumo Semanal de FIIs | Destaques da semana – 13/07/26

Destaques da Semana

O que movimentou o mercado?

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) de junho, divulgado na terça-feira (14), surpreendeu positivamente ao registrar variação mensal de apenas 0,1% no núcleo, levando o acumulado em 12 meses para 3,1%, o menor patamar desde o início do ano. O dado reforçou as apostas de que o Federal Reserve iniciará o ciclo de cortes de juros em setembro, derrubando o rendimento das Treasuries de 2 anos para 4,15% e enfraquecendo o dólar globalmente. O índice DXY caiu para o menor nível em três meses, enquanto as bolsas americanas renovaram máximas históricas. O alívio, no entanto, foi contrabalançado por novos ruídos geopolíticos: a AIEA confirmou que o Irã acumulou estoques de urânio enriquecido a 60% acima do permitido, elevando o risco de sanções e mantendo o petróleo Brent pressionado na faixa de US$ 88 a US$ 90 por barril.

No Brasil, a segunda-feira (13) já havia começado com a divulgação do Boletim Focus, que elevou a projeção do IPCA de 2026 para 5,55% e a da Selic para 14,25% ao fim do ano, refletindo o pessimismo crescente. O grande evento local foi a divulgação da ata do Copom na quinta-feira (16), referente à reunião de junho que manteve a Selic em 14,25%. O documento foi interpretado como excessivamente brando diante da inflação corrente, pois enfatizou a transitoriedade dos choques de alimentos e a expectativa de desaceleração econômica, enquanto o mercado esperava um tom mais duro para ancorar as expectativas. A reação foi negativa: os juros futuros de médio e longo prazo subiram entre 15 e 20 pontos-base, com o DI para janeiro de 2028 voltando a se aproximar de 14,7%. O Ibovespa operou volátil, beneficiando-se inicialmente do rali global, mas fechou a semana praticamente estável, aos 164.100 pontos, pressionado pela cautela pré-Copom e pelo temor de que o Banco Central seja obrigado a retomar o ciclo de alta já na reunião da semana seguinte. O setor financeiro liderou as perdas, enquanto exportadoras de commodities se firmaram com a alta do minério de ferro. O real oscilou bastante, encerrando a sexta-feira (17) cotado a R$ 5,25, uma valorização semanal modesta de 1,9%, que refletiu muito mais o enfraquecimento global do dólar do que uma melhora da percepção de risco local.

Principais acontecimentos do mercado

GGRC11 | 11ª emissão encerrada com 131.901.519 cotas distribuídas, totalizando R$ 1,479 bilhão (sem custo de distribuição). Lote adicional de 42.774.959 cotas emitido. Participação de 1.557 subscritores, com predominância de fundos de investimento (80,3 milhões de cotas) e pessoas jurídicas (1,49 milhão).

RCRB11 | Conclusão da venda do Parque Cultural Paulista (5.033 m², Av. Paulista, 37) por R$ 77,1 milhões, equivalente a R$ 15.313/m². A operação gerou lucro bruto de R$ 10,9 milhões (R$ 2,96 por cota), com preço 16% acima do custo de aquisição e 15% acima do último laudo de avaliação.

Comentários Sobre a Carteira Recomendada

Na semana, ambs carteiras foram piores que o IFIX: a carteira Renda entregou performance inferior em 107 bps, enquanto a Valor apresentou retorno inferior de 16 bps.

Entre os destaques, o RCRB11 avançou 1,82% na carteira Valor e o RZAT11 avançou 0,42% ao longo da semana.

Performance Semanal das Carteiras Recomendadas (Ex. Dividendos)

Performance Semanal do IFIX

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