Newsletter Genial Bom Dia

Análises, notícias e recomendações para as principais ações da bolsa de valores. A Newsletter Genial Bom dia é a dose de informação diária de todo o investidor, com conteúdo sobre economia, ações, empresas, criptos e muito mais!

Publicado em 24 de Abril às 11:22:00

Petróleo sem trégua a US$ 107 e BC entra em campo com novo 'casadão' para segurar o dólar

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segubda

Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta sexta-feira, 24 de abril.

Brent avança pelo quinto dia seguido a US$ 107 com pressão dos EUA no Estreito de Ormuz; BC anuncia venda de US$ 1 bilhão e swap reverso de 20 mil contratos 

Brent a US$ 107 com EUA ampliando pressão no Irã. Futuros do S&P de lado, Nasdaq sobe com Intel. BC anuncia ‘casadão’ (US$ 1 bi + swap) para conter dólar acima de R$ 5. Governo pede autorização para usar receitas extras do petróleo e reduzir impostos sobre combustíveis. CMN aperta regras bancárias pós-Master. 

Resumo do dia

O petróleo não dá trégua. O Brent avança pelo quinto dia seguido e supera US$ 107, enquanto Washington amplia a pressão sobre o Irã com bloqueio naval e ordens para conter movimentações no Estreito de Ormuz. Trump avisou que o “relógio está correndo” para Teerã. Os futuros do S&P 500 operam de lado, sob risco de primeira queda semanal desde março, mas o Nasdaq sobe impulsionado por fabricantes de chips, como a Intel, que disparou 31% no pré-mercado após projeção robusta de vendas.

Por aqui, o Banco Central entra em campo com um novo casadão: venda à vista de até US$ 1 bilhão e oferta simultânea de swap reverso de 20 mil contratos. A medida tenta conter a pressão que devolveu o dólar acima de R$ 5 e elevou o cupom cambial. O governo pediu ao Congresso autorização para usar receitas extras do petróleo e reduzir temporariamente impostos sobre combustíveis. O CMN também apertou as regras bancárias e reforçou salvaguardas do FGC para evitar novos casos como o do Master.

Expresso Brasil e Mundo

Ibovespa: O Ibovespa fechou em queda de 0,78% aos 191.378 pontos, pressionado pelas incertezas sobre o Estreito de Ormuz e a escalada das tensões entre Irã e EUA, em um movimento de correção após as máximas recentes.. O dólar subiu e os juros futuros avançaram ao longo da curva. As maiores altas foram Hapvida (+5,14%) e Weg (+1,86%), enquanto as maiores baixas ficaram com C&A (-5,85%) e Vamos (-5,68%).

Juros futuros: Juros futuros de médio e longo prazo dispararam cerca de 20 pontos, pressionados pela escalada da tensão entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, que elevou o petróleo a US$ 106 e acentuou o prêmio de risco global.

Mundo: Os mercados internacionais operam com cautela diante da escalada de tensões entre EUA e Irã. O petróleo avança forte e pressiona ativos de risco, enquanto fabricantes de chips trazem otimismo ao Nasdaq em sequência histórica de altas. Yields dos Treasuries ficam estáveis e o dólar caminha para alta semanal.

Metais: O futuro do minério de ferro em Singapura opera com leve alta, sem movimentos expressivos. O mercado de metais industriais segue de lado, à espera de sinais mais claros sobre demanda global em meio ao cenário geopolítico tenso.

Petróleo: O petróleo segue em alta acentuada no quinto dia consecutivo, com o Brent superando a casa dos US$ 107 por barril. A escalada de tensões entre EUA e Irã e o bloqueio naval no Estreito de Ormuz são os principais catalisadores da forte valorização.

Economia

Por José Marcio Camargo

A guerra continua e mercados financeiros revertem trajetória 

Ao longo do dia ontem, as tensões no Oriente Médio se aprofundaram a partir da notícia de que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, ainda que a notícia não tenha ainda sido confirmada, tenha pedido demissão da equipe de negociação com os Estados Unidos. Segundo Trump, é um indicador importante de que “eles estão em conflito”

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Relatórios

Gerdau (GGBR4) | Prévia 1T26: Duas divisões, apenas uma trabalhando

A ON Brasil segue pressionada pela demanda fraca e repasse de preços adiado, enquanto a ON América do Norte deve entregar trimestre de destaque, ancorada em backlogs recordes (90–100 dias), aumentos de preços amplos e expansão do spread de metal; O resultado líquido deve ser um EBITDA consolidado acelerando para R$2,7b Est. (+13,4% t/t; +12,0% a/a), com o momentum da América do Norte mais que compensando a fraqueza brasileira.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Brava (BRAV3) | Vale a pena aceitar a oferta da Ecopetrol?

Achamos a oferta realizada pela Ecopetrol como pouco atraente para o acionista da empresa e recomendamos que o acionista NÃO participe da oferta – ao menos não ao preço de R$23/ação. Achamos que a oferta subavalia o preço do ativo sob múltiplos fronts: I) prêmio de controle inexistente, II) preço abaixo do cenário mais conservador possível contidos em suas certificações de reserva, III) oferta com preços abaixo dos preços-alvo do consenso e IV) preços do brent estruturalmente mais altos, o que deveria gerar propostas mais generosas por parte de interessados a ativos de O&G. Entendemos as mágoas do mercado (e nossas) com a tese da Brava, mas não sugerimos vender o ativo a um preço claramente subavaliado por métricas públicas e observáveis.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Porto (PSSA3): Prévia 1T26: Seguros de Volta ao Topo?

Porto deve reportar lucro recorrente de R$ 885M no 1T26 (+6,4% a/a), com Seguros e Saúde como destaques positivos e Bank como detrator. Benefício fiscal não-recorrente de ~R$ 150M (incorporação da carteira do Itaú) eleva o lucro contábil. Genial reitera COMPRA, preço-alvo R$ 67,00 (+31%).

⌕ Leia o relatório completo aqui.

As principais notícias do dia 24/04/26

💧 Saneamento | MG divulga manual da privatização da Copasa e inicia seleção de investidor estratégico 
O que aconteceu? O Governo de Minas Gerais divulgou o Manual de Participação da etapa prévia do processo de desestatização da Copasa, formalizando os primeiros passos da oferta pública de ações que poderá resultar na perda do controle estatal da companhia. O modelo escolhido prevê uma oferta secundária de ações detidas pelo Estado, sem emissão primária, com reserva prioritária de uma tranche equivalente a 30% do capital total e votante para um “Investidor de Referência”. A fase inicial de qualificação ocorrerá entre 24/04 e 08/05, quando potenciais interessados deverão comprovar capacidade financeira, experiência prévia em infraestrutura e aderência às exigências regulatórias do processo. Entre os critérios, destacam-se histórico de investimentos de ao menos R$ 6,3 bilhões em infraestrutura e apresentação posterior de cartas de fiança mínimas de R$ 7 bilhões. O manual também estabelece compromissos do futuro controlador relacionados à universalização, modicidade tarifária, tarifa social, renovação contratual com municípios e manutenção de empregos por 18 meses. (Documento Oficial e Genial Investimentos) 

Opinião Genial: Consideramos a divulgação do manual positiva, pois representa avanço concreto e institucionalizado no processo de privatização, reduzindo parte da incerteza que historicamente pesa sobre o case de CSMG3. O desenho da operação sugere busca por investidor de porte relevante, com capacidade operacional e financeira para sustentar expansão de investimentos e melhoria de eficiência. A exigência de um investidor âncora tende a aumentar a previsibilidade da transação e pode contribuir para múltiplos mais elevados no processo competitivo. O principal ponto de atenção daqui para frente será a atratividade econômica percebida  pelos potenciais compradores, especialmente diante das obrigações sociais e regulatórias embutidas no edital. 

⛽ Petróleo & Gás | Trump afirma que Irã pode ter se rearmado durante trégua de duas semanas 
O que aconteceu? Segundo reportagem do Valor Econômico, o ex-presidente Donald Trump declarou que o Irã pode ter utilizado a recente trégua de duas semanas para recompor capacidades militares e estratégicas, reacendendo preocupações sobre uma nova escalada no Oriente Médio. A fala reforça a percepção de que o cessar-fogo não eliminou os riscos geopolíticos na região, especialmente em um momento em que o mercado monitora eventuais impactos sobre fluxos logísticos, produção e exportações de petróleo no Golfo Pérsico. (Valor Econômico e Genial Investimentos) 

Opinião Genial: Enxergamos a notícia como marginalmente altista para o petróleo, pois mantém elevado o prêmio de risco geopolítico embutido na curva. Ainda que não represente ruptura imediata de oferta, declarações desse tipo aumentam a probabilidade atribuída pelo mercado a novos episódios de tensão envolvendo Irã, EUA e aliados regionais. O principal canal de transmissão continua sendo o risco operacional sobre o Estreito de Hormuz, rota crítica para o comércio global de petróleo e derivados. Para empresas brasileiras de E&P, como Petrobras, PRIO, Brava e PetroReconcavo, um Brent estruturalmente mais alto tende a beneficiar geração de caixa, desde que sem destruição relevante de demanda global. Seguimos entendendo que, enquanto o conflito permanecer sem solução definitiva, a commodity deve negociar com volatilidade elevada e piso de preços superior ao observado antes da crise. 

⛽ Petróleo & Gás | Empresas redobram esforços para livrar navios da “armadilha de Ormuz” 24/04 
O que aconteceu? Tradings, petroleiras e operadores logísticos intensificaram medidas para retirar embarcações ou reduzir exposição de navios ao Estreito de Hormuz, diante do aumento do risco geopolítico na região. Entre as ações estariam redirecionamento de rotas, postergação de carregamentos, renegociação de fretes, reforço de seguros marítimos e busca por alternativas operacionais para evitar congestionamentos ou eventuais interrupções no principal corredor energético do mundo. O movimento ocorre após semanas de elevada tensão militar no Oriente Médio e mostra que, mesmo sem bloqueio formal, a operação logística já sofre impactos relevantes. (Valor Econômico e Genial Investimentos) 
Opinião Genial: Consideramos a notícia altista para o petróleo e derivados, pois evidencia que o risco geopolítico já está migrando do campo retórico para efeitos concretos na cadeia física. O Estreito de Hormuz responde por parcela material do comércio global de petróleo, GLP e LNG; portanto, qualquer aumento de custo, atraso ou restrição operacional pressiona spreads regionais e sustenta prêmio de risco no Brent. Mesmo que a oferta não seja interrompida, a simples desorganização logística pode elevar custos de transporte, seguros e tempo de trânsito, apertando mercados já sensíveis de diesel e combustíveis médios. Seguimos vendo suporte estrutural para a curva curta do vBrent enquanto persistirem distorções em Hormuz.  

🏥 Saúde 
HAPV3 (Hapvida) | Aluguel de ações dispara a 44% do free float às vésperas da AGO 
O que aconteceu? Com a AGO marcada para 30/abril — que definirá o novo conselho via voto múltiplo —, o aluguel de ações da Hapvida atingiu o maior patamar em 12 meses: ~120 milhões de papéis alugados, equivalentes a 44% do free float (49% do capital). A taxa de aluguel gira em torno de 30%, chegando a 300% em transação específica. Agentes de mercado apontam que a própria família Pinheiro — que detém 51,3% do capital após reforçar posição via derivativo com o BTG — estaria alugando ações para ampliar poder de voto. Na disputa, a Squadra (~7% do free float) indicou três nomes independentes para o conselho: Tania Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente; a gestão defende a recondução dos nove conselheiros atuais. (Brazil Journal e Genial) 

🔧 Indústria 
BRKM5 | Assina novo acordo de acionistas da Braskem — governança passa a ser compartilhada com IG4 
O que aconteceu? A Petrobras assinou um novo acordo de acionistas da Braskem com o fundo Shine I (ligado à IG4 Capital), formalizando uma nova estrutura de controle compartilhado após a saída da Novonor. O acordo prevê governança equilibrada entre as partes, com necessidade de consenso em todas as decisões estratégicas (conselho e assembleia) e direito igual de indicação de membros tanto no conselho de administração quanto na diretoria. (Infomoney e Genial) 

🏦 Financeiro 
BBAS3 (Banco do Brasil) | BB capta US$ 500 mi com primeiro nature bond benchmark de banco comercial do mundo 
O que aconteceu? O Banco do Brasil emitiu US$ 500 mi em Nature Bond — modalidade inédita entre bancos comerciais globais —, com prazo de 5,5 anos e cupom de 5,625% ao ano, direcionando os recursos à recuperação produtiva de áreas degradadas no Brasil. A demanda atingiu US$ 2,5 bi, cinco vezes o volume ofertado, refletindo o apetite de investidores ESG pelo papel. A operação é a quarta emissão temática do BB no exterior desde 2022. (Valor Econômico e Genial) 

💧 Saneamento 
CSMG3 (Copasa) | Governo de MG publica manual e inicia cadastramento para seleção de investidor de referência 
O que aconteceu? O governo de Minas Gerais publicou o manual da etapa prévia de seleção de investidor de referência para a privatização da Copasa, que poderá adquirir participação de até 30% na companhia — estrutura similar ao modelo Sabesp. O cadastramento de interessados vai de 24/abr a 8/mai, com qualificação conduzida pela B3, exigindo comprovação de critérios técnicos, financeiros e de governança. A desestatização é esperada até o fim de maio, com movimentação estimada entre R$ 8 bi e R$ 10 bi, ainda sujeita ao posicionamento definitivo do TCE-MG. (Money Times/Estadão Conteúdo e Genial) 

🏭 Mineração e Siderurgia 
CSNA3 (CSN) | Fase de propostas não vinculantes da CSN Cimentos começa em 8 de maio; J&F teria desistido 
O que aconteceu? Segundo a Coluna do Broadcast, a primeira fase da venda da CSN Cimentos — recebimento de propostas não vinculantes — está marcada para 8 de maio, com Votorantim, Polimix e as chinesas Anhui Conch, Huaxin e Sinoma entre os potenciais interessados; a J&F, que chegou a discutir oferta de R$ 10 bi pelo ativo, teria desistido do processo. O negócio é avaliado em mais de R$ 10 bi e é peça central do plano de desalavancagem da CSN (dívida líquida ~R$ 40 bi), com assessoria do Morgan Stanley para a venda e conclusão esperada até o fim de 2026, sujeita ao Cade. (Broadcast/Reuters e Genial) 

🏭 Siderurgia  
Usiminas (USIM5) | Lucro do 1T26 surpreende e supera expectativas — impacto relevante de câmbio e créditos tributários 
O que aconteceu? A Usiminas reportou lucro líquido de R$ 896 milhões no 1T26, forte alta de +166% a/a e +596% t/t, bem acima da expectativa de R$ 190,9 milhões da pesquisa LSEG. O desempenho foi impulsionado por melhora operacional, efeitos cambiais líquidos positivos e aumento de créditos tributários diferidos com a apreciação do real frente ao dólar no período. 
EBITDA ajustado somou R$ 653 milhões, também acima das expectativas (R$ 517,1 milhões), indicando evolução operacional no trimestre. Por outro lado, a receita líquida ficou em R$ 5,87 bilhões, abaixo do consenso de R$ 6,25 bilhões, sugerindo um cenário ainda desafiador em volume/preço no topo da linha. 
No financeiro, a companhia reportou resultado líquido positivo de R$ 110 milhões, com forte alta de +443% a/a, reforçando a contribuição de efeitos não operacionais para o resultado final. 

🏭 Siderurgia 
USIM5 (Usiminas) | Latache elege representante no conselho após revelar participação de 5% 
O que aconteceu? Na assembleia de 23/abr, a Latache — gestora conhecida por disputas societárias e detentora de 5% das ações ordinárias da Usiminas, adquiridas via fundo Vera Cruz com papéis oriundos da CSN — emplacou Marco Gonçalves (Cvpar) no conselho de administração, que passa a ter nove membros com mandato até 2028; junto a família Batista (5%), Tempo Capital e Lirio Parisotto, o grupo totaliza ~12,5% do capital ON. Para o conselho fiscal, foram eleitos dois representantes indicados pelo bloco minoritário. O mercado observa com atenção a Latache, cujo histórico inclui litígios em Oncoclínicas, BRF-Marfrig e 2W, embora na assembleia não tenha havido sinal explícito de disputa com a controladora Ternium (92,9% do bloco de controle). (Valor Econômico e Genial) 

💻 Tecnologia
Intel (ITLC34) | Intel supera estimativas no 1T26, mas prejuízo líquido chega a US$ 3,73 bi 
O que aconteceu? A Intel reportou receita de US$ 13,6 bi no 1T26 (+7% a/a), acima da projeção de US$ 12,4 bi da FactSet, e lucro ajustado de US$ 0,29/ação, muito acima do consenso de US$ 0,01–0,02 — resultado que levou as ações a disparar mais de 16% no after-market. No entanto, o prejuízo líquido GAAP aprofundou-se para US$ 3,73 bi (vs. US$ 0,8 bi no 1T25), pressionado por margem operacional de -23,1% e reestruturação em curso; o segmento de Data Center e IA foi o principal motor, com receita de US$ 5,1 bi (+22% a/a). Para o 2T26, a empresa projeta receita entre US$ 13,8 bi e US$ 14,8 bi com LPA ajustado de US$ 0,08. (Bloomberg/CNN Brasil e Genial) 

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