Newsletter Genial Bom Dia

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Publicado em 29 de Janeiro às 10:46:02

Selic em 15% hoje, mas e amanhã?

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Fique por dentro das principais informações do mercado financeiro nesta quinta-feira, 29 de janeiro.

Copom segura Selic em 15%, mas muda o tom e abre a porta para cortes   

O mercado reage à decisão do Copom, que manteve a Selic em 15%, mas sinalizou de forma explícita o início do ciclo de cortes já em março. O BC adotou um tom mais dovish, ao retirar do comunicado a ideia de juros excessivamente contracionistas por período prolongado. Agora, o foco se volta para o tamanho do primeiro corte, com o mercado dividido entre 0,25-0,50p.p., enquanto curva de juros e câmbio ajustam preços ao longo do dia. 

Resumo do dia

O mercado reage nesta quinta-feira à decisão do Copom, que manteve a Selic em 15% e surpreendeu ao trazer uma sinalização explícita de início do ciclo de cortes já em março. O Banco Central adotou um tom mais “dovish”, ao falar em serenidade na calibração do nível de juros e ao retirar do comunicado expressões associadas a uma postura excessivamente contracionista por período prolongado. A principal discussão agora é o tamanho do primeiro movimento, com analistas divididos entre cortes de 0,25pp ou 0,50pp, enquanto a curva de juros e o câmbio devem ajustar preços ao longo do dia. 

O impacto potencial de um BC mais brando sobre o dólar, no entanto, encontra forte contraponto no cenário externo. A moeda americana segue pressionada globalmente após a decisão do Federal Reserve, que manteve os juros, mas registrou dissidências favoráveis a cortes. A combinação de dólar fraco e fluxo externo favorável reforça a apreciação do real e amplia o espaço para um ciclo de flexibilização mais intenso no Brasil. Ouro renova máximas históricas como ativo de proteção, enquanto petróleo avança com o prêmio geopolítico e futuros de Wall Street sobem, liderados por ações de tecnologia. 

No Brasil, além da repercussão do Copom, o mercado acompanha dados de inflação, crédito, resultado fiscal, emprego formal e o leilão do Tesouro, todos com potencial de afetar a dinâmica dos DIs. No noticiário político, a visita de Tarcísio de Freitas a Jair Bolsonaro segue no radar, em meio a especulações sobre seu posicionamento eleitoral, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista. No corporativo, o destaque fica para a confirmação do preço do IPO do PicPay, o aumento das reservas provadas da Petrobras e avanços em processos de privatização e reestruturação em empresas do setor de energia e saneamento. 

Expresso Brasil e Mundo

Ibovespa:  O Ibovespa encerrou o pregão em alta, com avanço consistente e novo recorde acima dos 184 mil pontos, refletindo um dia de apetite elevado ao risco e continuidade do rali recente, sustentado pela sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da Selic deve ter início em março e por um ambiente externo sem surpresas relevantes após a decisão do Federal Reserve. No cenário internacional, a manutenção dos juros pelo Fed e o tom de Jerome Powell afastando a possibilidade de novas altas contribuíram para manter o fluxo favorável a ativos de risco, enquanto, no plano doméstico, a comunicação do Copom foi interpretada como mais dovish do que o esperado, reforçando a tese de juros mais baixos à frente. O dólar comercial encerrou praticamente estável, em torno de R$5,20, enquanto os juros futuros passaram a embutir com mais clareza o início do afrouxamento monetário, fechando a curva. 

Juros futuros: Os juros futuros caíram ao longo da curva na véspera do Copom, refletindo expectativa de comunicação mais dovish do BC, enquanto o dólar subiu para a faixa de R$ 5,20 após o Fed manter os juros, em meio a ajuste de posições e short squeeze da moeda americana no exterior.

Mundo: Mercados globais apresentam alta com tecnologia liderando ganhos após anúncios de investimentos em inteligência artificial por Meta e Microsoft, enquanto dólar registra queda diante de temores de desvalorização que se sobrepõem à defesa de moeda forte. Dissidência no Fed e incertezas sobre sucessão de Powell alimentam busca por proteção, com ouro disparando acima de recordes anteriores.

Minério de ferro: Ouro dispara e renova máximas com busca por refúgio diante das tensões geopolíticas no Irã e da incerteza sobre a política monetária dos EUA após o fim do mandato de Jerome Powell no Fed; operadores miram US$ 6.000 a onça como próximo alvo. Prata também atinge recorde com dólar mais fraco e aumento da demanda defensiva; cobre dispara, também com perspectivas sobre a China.

Petróleo: Petróleo registra alta forte pelo terceiro dia consecutivo com Brent atingindo patamar de setenta dólares. O movimento é impulsionado principalmente por escalada de tensões geopolíticas após ameaças renovadas de Donald Trump contra o Irã, combinado com dólar enfraquecido que favorece commodities cotadas na moeda americana.

Destaque do dia

Fed interrompe ciclo de afrouxamento e não dá sinais de quando voltará a cortar juros

O banco central norte-americano (Federal Reserve) manteve a taxa de juros (Fed Funds rate) inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. O Fed também deixou inalterada a taxa de juros paga sobre o saldo de reserva (compulsórios) em 3,65% a.a. e a taxa de desconto em 3,75% a.a.

⌕ Leia o relatório completo aqui.

Decisão da taxa de juros (Copom): Banco Central indica início do ciclo de cortes

O Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15,0% a.a., em linha com as expectativas do mercado e com a nossa projeção. Este resultado segue a sinalização dada na reunião anterior em que o comitê indicou a necessidade de manter a taxa no atual patamar por um período bastante prolongado a fim de promover a convergência da inflação à meta.

→ Leia o relatório completo

Economia

Por José Marcio Camargo

Bancos centrais mantém as suas respectivas taxas de juros inalteradas  

O banco central norte-americano (Federal Reserve) manteve a taxa de juros (Fed Funds rate) inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano em decisão que já era amplamente esperada. Em relação ao banco central brasileiro, as apostas também estavam amplamente concentradas na manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15,00% ao ano. A maior surpresa ocorreu no comunicado, que veio mais “dovish” do que o esperado. Isso ficou evidente em alguns trechos que foram alterados/adicionados. 

⌕ Leia o relatório completo aqui.

As principais notícias do dia 29/01/26

Petróleo & Gás
PETR4 | Petrobras reporta 12,1 bilhões de boe em reservas provadas
O que aconteceu? A Petrobras informou que suas reservas provadas (SEC) totalizaram 12,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 de dezembro de 2025, sendo 84% óleo e condensado e 16% gás natural. Em 2025, a companhia adicionou 1,7 bilhão de boe em reservas, alcançando um índice de reposição de reservas (IRR) de 175%, mesmo com produção recorde no período. A relação reservas/produção (R/P) ficou em 12,5 anos. As principais adições vieram do forte desempenho dos campos do pré-sal da Bacia de Santos (Búzios, Tupi, Itapu e Mero), do avanço em Budião, Budião Noroeste e Sudeste (Bacia de Sergipe-Alagoas) e de projetos de novos poços em Búzios, Tupi, Marlim Sul e Jubarte. A companhia destacou que não houve impacto relevante de variação do preço do petróleo nas reservas, evidenciando a resiliência do portfólio. (Fonte: Fato Relevante Petrobras + Genial Investimentos)
Opinião Genial: O evento é positivo para tese da Petrobras. Os números reforçam não apenas a qualidade do portfólio da empresa mas também a sua capacidade de conseguir repor as suas reservas mesmo em um ano que a empresa atingiu produção recorde. Esse ano, a empresa entregou um fator de reposição de 175% (ou seja, aumentaram as reservas provadas da empresa). Ainda de acordo com o fato relevante, o preço do petróleo teve baixo impacto nas reservas da empresa, mostrando os benefícios dos projetos possuírem baixos custo de extração e, consequentemente, reduzindo a necessidade de write-offs dos ativos da empresa. 
Recomendação: Manter
Preço-alvo: R$ 44,00

🌲 Papel e Celulose
SUZB3 | Suzano anuncia nova rodada de aumento de preços de celulose
O que aconteceu? A Suzano comunicou a seus clientes na Ásia um aumento de +US$10/t nos preços da celulose, com vigência para pedidos de fevereiro. Para Europa e Américas, o reajuste anunciado é de +US$30/t, levando o benchmark europeu a US$1.280/t no período. O movimento representa a quarta rodada consecutiva de reajustes, somando-se a três aumentos anteriores de +US$20/t cada, implementados de forma subsequente nos últimos meses. (Bloomberg e Genial).
Recomendação: Comprar
Preço-Alvo: R$63,50

💻 Tecnologia  
AMZO34 | Amazon anuncia corte de mais 16.000 vagas corporativas em meio aos altos gastos com IA
O que aconteceu? A Amazon informou que vai eliminar cerca de 16.000 empregos corporativos adicionais, o que eleva o total de cortes no segmento para aproximadamente 30.000 nos últimos três meses, como parte de uma reestruturação interna em meio à pressão por redução de custos operacionais e altos investimentos em inteligência artificial e tecnologia. A empresa tem intensificado o foco em eficiência e resultados financeiros após registrar despesas elevadas em projetos de IA e infraestrutura tecnológica, levando a ajustes de pessoal para equilibrar orçamento e prioridades estratégicas. A medida reflete a crescente tensão entre a necessidade de investir pesado em tecnologia de ponta e a disciplina de custos em grandes empresas de tecnologia global.

💻 Tecnologia
MSFT34 | Microsoft vê ações caírem forte mesmo com resultado em linha — cautela do mercado com IA e nuvem
O que aconteceu? As ações da Microsoft (MSFT34) caíram mais de 7% no pós-mercado após a divulgação dos resultados do segundo trimestre fiscal encerrado em dezembro de 2025, mesmo com a receita total de US$ 81,3 bilhões e a divisão de computação em nuvem (Azure) crescendo em linha com as expectativas do mercado. A reação negativa dos investidores reflete preocupações com o ritmo de retorno dos elevados investimentos em inteligência artificial (IA) e dúvidas sobre se os gastos com infraestrutura e desenvolvimento estão se traduzindo em ganhos financeiros mais robustos e aceleração sustentável do crescimento de receita, mesmo diante de um desempenho operacional sólido.

Energia / Utilities
ENEV3 | Governo muda regra de leilão e amplia competição no setor de energia, afetando posição da Eneva
O que aconteceu? O governo federal alterou uma regra do leilão de capacidade de energia programado para março, reduzindo a necessidade de contratação de capacidade de transporte de gás dos projetos de 100% para 70%, o que diminui custos fixos e amplia a competitividade de usinas ligadas a gasodutos, favorecendo concorrentes como Petrobras e Âmbar Energia e deixando a situação da Eneva relativamente menos vantajosa. A mudança pegou o mercado de surpresa e fez as ações da Eneva recuarem no pregão, em um dia de alta generalizada do setor elétrico. A alteração impacta diretamente a estratégia da Eneva, que apostou em termelétricas “off-grid” próximas aos campos de produção de gás, em contraste com concorrentes que já operam ativos conectados à malha de gasodutos.

🚗 Tecnologia
TSLA34 | Tesla supera expectativas no trimestre, mas lucro e receita recuam na comparação anual

O que aconteceu? A Tesla divulgou seus resultados trimestrais com lucro por ação de US$ 0,50, acima do consenso de US$ 0,45 (+12,4%), embora representando uma queda de 31,5% em relação aos US$ 0,73 registrados no mesmo período do ano anterior. A companhia também reportou receita de US$ 24,901 bilhões, ligeiramente acima das estimativas de US$ 24,778 bilhões, mas ainda assim 3,1% menor do que os US$ 25,707 bilhões apurados um ano antes. Os números mostram que a Tesla conseguiu entregar um resultado melhor que o esperado pelo mercado, mas segue enfrentando um cenário de desaceleração em comparação anual. (Benzinga e Genial)

📈 Energia / Combustíveis
RAIZ4 | Raízen dispara até ~20% e ação volta a ser cotada acima de R$ 1,00
O que aconteceu? As ações da Raízen (RAIZ4) registraram forte alta de até cerca de 20% em um único pregão, fazendo com que o papel voltasse a ser negociado acima de R$ 1,00. O movimento foi impulsionado por notícias positivas sobre a empresa, que podem incluir resultados operacionais melhores que o esperado, acordos comerciais relevantes ou revisões de expectativas pelos analistas, atraindo fluxo comprador e gerando otimismo no mercado. (MoneyTimes e Genial)

🏬 Varejo
GUAR3 / RIAA3| Ações da Guararapes (dona da Riachuelo) terão novo código de negociação na B3 a partir de 5 de fevereiro
O que aconteceu? A Guararapes Confecções — controladora da Riachuelo — informou que suas ações na B3 passarão a ter um novo código de negociação, RIAA3, a partir de 5 de fevereiro de 2026. A alteração surge como parte de um processo de atualização de identificação dos papéis na bolsa, que pode envolver mudanças na estrutura societária ou ajustes administrativos na comunicação com o mercado. A mudança não altera a natureza dos ativos nem os direitos dos acionistas, mas exige atenção de investidores e sistemas de negociação para garantir continuidade na liquidez e rastreabilidade dos ativos. (Valor e Genial)

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