Renda Fixa

Publicado em 25 de Maio às 17:15:00

Highlights da Semana

A semana trouxe um dado relevante para quem acompanha crédito estruturado: os FIDCs foram um dos principais vetores de crescimento do mercado de capitais no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo a ANBIMA, as ofertas no mercado somaram R$ 236,1 bilhões até abril, em 918 operações, com alta de 15,5% no volume em relação ao mesmo período do ano anterior. Na abertura por instrumento, os FIDCs chegaram a R$ 36,4 bilhões no quadrimestre, o maior volume mensal desde dezembro de 2021.

O ponto mais interessante não está apenas no crescimento do volume, mas no perfil desse crescimento. A própria ANBIMA destacou que o valor médio das operações de FIDC, de R$ 111,2 milhões, foi o menor entre os instrumentos analisados, reforçando o papel do produto como canal de acesso para empresas que dificilmente encontrariam, em debêntures ou emissões tradicionais, a mesma eficiência de funding.

Isso revela uma mudança estrutural: o FIDC está deixando de ser apenas uma solução sofisticada para grandes carteiras e passando a ocupar um espaço cada vez mais relevante no financiamento de empresas médias, originadores especializados e cadeias com fluxo recorrente de recebíveis. O FIDC que melhor combinar acesso, estrutura e controle pode ocupar um espaço cada vez mais estratégico entre o crédito bancário tradicional e as emissões corporativas de maior porte.


Na última semana, a curva de juros futura apresentou fechamento nos principais vencimentos, especialmente após a forte abertura observada anteriormente. O movimento ocorreu em meio à expectativa pelos próximos dados de atividade no Brasil e inflação nos Estados Unidos, fatores que seguem influenciando as perspectivas para política monetária e crescimento global. Ainda assim, o mercado permanece cauteloso diante das incertezas externas e da sensibilidade das expectativas inflacionárias. Saiba mais


Exame | FIDCs e FIIs movimentam mercado de capitais em 2026; ofertas passaram de R$ 230 bi | “O mercado de capitais brasileiro começou 2026 em ritmo mais forte, com avanço das emissões de fundos estruturados e notas comerciais. (…) Os FIDCs lideraram o movimento entre os instrumentos que mais cresceram. As emissões desses fundos chegaram a R$ 36,4 bilhões no acumulado do quadrimestre, alta de 47,6% na comparação anual. Em abril, o segmento movimentou R$ 15 bilhões, maior patamar mensal desde dezembro de 2021.” Saiba mais

Forbes | Juros altos empurram PMEs para fintechs, risco sacado e FIDCs | “Mesmo com recorde de abertura de empresas no país e expansão do crédito corporativo, pequenas e médias empresas seguem pressionadas pelo custo elevado do dinheiro e recorrem a novas modalidades de financiamento para preservar o fluxo de caixa. (…) Outra alternativa que tem avançado entre as PMEs são os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), estruturas usadas para antecipação de recebíveis e financiamento corporativo.” Saiba mais

O Globo | Parcerias redesenham o mercado imobiliário carioca | “No mercado imobiliário, atuar sozinho virou quase exceção. A coincorporação — modelo em que duas ou mais empresas dividem desenvolvimento, financiamento e execução de um empreendimento — tem se consolidado como estratégia de expansão. A lógica é simples: ao compartilhar riscos e investimentos, é possível tirar do papel projetos maiores, acessar terrenos que extrapolariam a capacidade de uma única empresa e expandir presença para regiões onde ainda não atuam. O resultado é uma cadeia de interesses alinhados do início à entrega da obra.” Saiba mais


Nos Estados Unidos, o ambiente econômico segue marcado por elevada volatilidade e aumento das incertezas nos mercados financeiros. O cenário reflete a combinação de pressões inflacionárias, tensões externas e dúvidas em relação à trajetória da política monetária, levando investidores a adotarem postura mais cautelosa. Além disso, o mercado continua sensível aos impactos sobre atividade e consumo, em um contexto que exige maior atenção às próximas sinalizações do Federal Reserve sobre os juros. Saiba mais

Na Zona do Euro, dirigentes do Banco Central Europeu reforçaram a possibilidade de manutenção do aperto monetário caso a inflação volte a superar a meta da autoridade monetária. O cenário indica que o BCE segue atento aos riscos inflacionários, mesmo diante de uma atividade econômica ainda moderada no bloco. Assim, o mercado continua ajustando suas expectativas para a trajetória dos juros na região, refletindo a cautela das autoridades monetárias em relação ao comportamento dos preços e ao ritmo da economia europeia. Saiba mais


STJ | Tema 1325 | A 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (“STJ”) firmou entendimento de que a reiteração automática de ordens de bloqueio via Sisbajud é medida legítima e voltada à efetividade da execução. Cabe ao executado demonstrar a existência de causa impeditiva do gravame ou de meio executivo igualmente eficaz e menos gravoso. Por sua vez, o indeferimento da reiteração automática exige fundamentação concreta. Saiba mais

STJ | REsp nº 2205476/SP | A 3ª Turma do STJ reafirmou o entendimento de que as sociedades de propósito específico (SPEs) com patrimônio de afetação voltadas à incorporação imobiliária não podem se submeter à recuperação judicial, já que a natureza do regime a que estão submetidas impede a adoção desse mecanismo. Saiba mais

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