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    Publicado em 21 de Janeiro às 14:41:42

    3R (RRRP3): Escolha Genial 2022 – Petróleo & Gás

    A 3R está as empresas escolhidas no TOP 5 ações de 2022 da Genial e nesse relatório vamos falar sobre o porque esse pode ser um dos melhores papéis para comprar nesse ano.

    Por que vale a pena investir em RRRP3?

    3R Petroleum (RRRP3) é o nosso nome preferido no setor de Petróleo. Vemos a ação negociando a níveis muito atrativos em relação ao seu principal par (PRIO3). Nossa recomendação é baseada em alguns pontos, como: I) crescimento: a empresa ainda está nos primeiros momentos do redesenvolvimento dos seus campos adquiridos e deve seguir aumentando a sua produção pelos próximos anos – esperado alcançar produção diária de 50k barris/dia até 2026 vs 7,6k barris/dia em 2021, II) aquisições a múltiplos atraentes, III) zero risco exploratório, a medida que os campos adquiridos já são produtivos e possuem reserva provada, IV) maior parte das aquisições sendo de ativos onshore, o que coloca a empresa com baixo lifting cost em relação aos demais ativos em operação no Brasil. E, finalmente, V) empresa com negócios descorrelacionados ao mercado doméstico e com suas receitas dolarizadas. Aos atuais níveis de preço, RRRP3 negocia a EV/P2 de apenas US$4,9 (vs. US$16 na PRIO3) e um múltiplo deprimido de EV/EBITDA 22E de 3,8x que, em nossa leitura, não captura o crescimento de produção a ser entregue pelos campos já adquiridos e tão pouco reflete o saudável nível de preços do petróleo.

    Crescimento

    De acordo com o plano de negócios da empresa, a produção diária dos campos da 3R devem alcançar 50k barris/dia até 2026, quando é esperado a produção de petróleo alcançar o seu ápice. Dito isso, vale mencionar que a empresa fechou o ano de 2021 alcançando uma produção diária de 7,6k barris/dia – um incremento muito interessante em relação ao momento que a empresa assumiu cada um dos seus ativos que já estão em suas mãos. Para fins de comparação, a produção do campo de Macau no momento que a 3R o assumiu, era de 3,7k barris/dia e fechou o ano de 2021 com uma produção diária de 5,3 barris/dia (incremento de +43% na produção), mostrando assim a habilidade da empresa na recuperação dos campos. Outro campo que é operado pela 3R e que já demonstrou uma performance mais interessante em relação à produtividade do seu dono anterior é o campo de Rio Ventura, cuja produção saiu de 738 barris/dia para 862 barris dia em dezembro (incremento de 14% em relação ao último trimestre de operação pela Petrobrás) em apenas alguns meses de operação do ativo. Após a aprovação da ANP, a empresa deve finalmente passar a operar o seus demais ativos e focar na recuperação dos mesmos.   

    Aquisições a múltiplos atraentes

    A empresa tem demonstrado muito disciplina de capital na aquisição dos seus ativos. O múltiplo médio pago pelos campos da 3R ficou em US$ 2,9/P2, abaixo da média de aquisições recentes da indústria – como mencionamos anteriormente, a própria 3R negocia a US$ 4,9/P2, acima do múltiplo de aquisição dos seus ativos. Para além da disciplina financeira, a empresa se beneficia de ser razoavelmente pequena em relação a outros players do setor (Petrobrás, Shell, Exxon, etc). Ou seja, continuar explorando ativos muito pequenos e com produção declinante não faz sentido econômico se você for uma empresa de petróleo muito grande – a empresa tem que alocar profissionais, tempo, recursos em um campo que produz centenas ou poucos milhares de barris por dia. Para fins de comparação, a Petrobras não apenas alcançou um valor de mercado de R$430 bilhões como os campos mais produtivos do pre-sal estão produzindo mais de 40 mil barris por dia. Ou seja, o desinvestimento em ativos secundários faz todo sentido à medida que o foco deve passar a ser os campos do pré-sal. Toda essa questão é relevante para 3R porque os ativos que ela tem interesse passam a ser disputados com poucos players especializados e não com os “tubarões” da indústria petroleira.

    Baixo Custo Operacional

    Olhando para os ativos recentemente adquiridos pela empresa, chama a nossa atenção o fato dos mesmos serem majoritariamente campos onshore – que acabam não chamando tanto a atenção dos grandes players por serem campos razoavelmente pequenos e que já estão em operação há muito tempo. Entretanto, por se tratarem de campos terrestres, o custo de operá-los se torna mais interessante que boa parte dos campos em produção no Brasil. Para ilustrar a questão, operar uma plataforma marítima (off-shore) envolve transportes via helicópteros, diversos turnos de profissionais a cada 15 ou 20 dias, prêmio salarial em relação aos salários convencionais dos profissionais que trabalham em um emprego “comum”. O resultado de todas essas questões, podem ser resumidas de uma única maneira: o custo de extração médio da 3R é muito baixo. Ter custos competitivos para uma empresa de commodity é muito interessante devido a dois motivos: I) a empresa tende a ser mais resiliente em um cenário de preços baixos e II) a empresa tende a gerar mais caixa que as demais em cenários de preços mais altos. Para fins de comparação, o lifting cost da empresa só é maior que os campos de águas profundas e do pré-sal.  

    Sem risco exploratório – O Petróleo já está lá!

    3R é uma empresa de petróleo que tem no cerne do seu negócio o redesenvolvimento de campos maduros. Ou seja, são campos que já produzem petróleo há décadas e que o pico de suas produções já ficou no passado devido a exploração do seu detentor original. Empresas de exploração correm o risco da exploração – não acharem petróleo e terem todos os recursos investidos completamente desperdiçados (“sunked cost” ou “Custo Afundado”, em português). Tal risco é inexistente no case de revitalização porquê os campos já são produtivos há décadas. A grande questão nos cases de redesenvolvimento não está relacionada a achar ou não petróleo e sim, o quanto de petróleo a empresa redesenvolvedora vai conseguir extrair a medida que ela siga com o plano de redesenvolver os campos e postergar a vida útil do mesmo.

    Dito isso, a 3R larga na frente em relação as outras empresas focadas em redesenvolvimento do Brasil com X.X% das suas reservas sendo reservas P1, o mais alto grau de segurança levantado pelos certificadores. Isso quer dizer que ao longo do seu tempo de extração das suas reservas, a produção em termos de barris no caso da 3R tenderá a ser mais assertiva em relação aos seus pares, assim como a métrica de avaliação relacionada as suas reservas tende a ser mais assertiva. Além disso, vale mencionar que, por se tratarem de campos maduros, as técnicas utilizadas pela 3R no redesenvolvimento dos campos são todas bem consolidadas e não usam nenhuma espécie de nova tecnologia experimental e que ainda não tenha a sua eficácia comprovada.

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