Sobre o que é Este Relatório?
A Cury divulgará seus resultados do 2T26 em 11 de agosto de 2026, após o fechamento. Neste relatório, apresentamos nossa análise da prévia operacional e nossas estimativas para o trimestre.
Nossa Visão:
O mercado leu a prévia operacional como fraca e a ação recuou cerca de 7% no dia seguinte. Apesar de compreendermos o recuo, a decomposição mostra pontos positivos. As vendas de lançamento ficaram estáveis em R$ 1.258 milhões (+1,1% a/a), contra um VGV lançado de R$ 2.256,9 milhões, também praticamente estável, com a totalidade da queda vindo do estoque, que recuou 22,6%. A demanda pelo produto novo se sustentou; o que desacelerou foi a absorção do que já estava na prateleira. O trimestre também pegou a transição das novas condições do MCMV, que passaram a ser operadas pela Caixa em abril. Não vemos preço como explicação para a desaceleração, dado que o preço médio de venda subiu 6,9% a/a contra INCC-M de 6,71% em doze meses.
A companhia produziu 5.737 unidades no trimestre, recorde e alta de 41,8% a/a, e é a obra que puxa a receita. Projetamos receita líquida de R$ 1.674 milhões (+24,3% a/a) e lucro líquido de R$ 319 milhões (+34,8% a/a), ambos novos recordes. O lucro cresce bem acima da receita porque a despesa operacional avança apenas 11,6% no ano, contra 24,3% da receita. Acreditamos que o trimestre deve vir bem melhor do que a prévia sugeriu.
Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 48,00.
Prévia 2T26: Estimativas Genial¹

Fonte: Genial, Cury
1. O Lucro Bruto Ajustado, o EBITDA Ajustado e o Lucro Líquido Ajustado seguem a metodologia própria da companhia e não têm como objetivo reconciliar, linha a linha, com o lucro líquido reportado. O Lucro Líquido refere-se à parcela atribuível aos controladores.
Margem Bruta Ajustada Consolidado:
35,6% (+0,1 p.p. t/t; +3,6 p.p. a/a). A estabilidade sequencial é o ponto central do trimestre. O arrasto da Alea deve diminuir conforme as safras antigas saem da carteira.
EBITDA Ajustado Consolidado:
39,3% (estável t/t; -0,5 p.p. a/a). O recuo de 1,3 p.p. observado no 1T26 veio de provisão mais conservadora para inflação de obra, e o INCC-M vem desacelerando de forma consistente, de 6,82% em maio para 6,71% em junho e 6,40% em julho. A margem do resultado a apropriar, em 42,9%, sustenta o patamar reconhecido.
EBITDA Ajustado:
R$ 427 milhões, margem de 25,5% (-0,3 p.p. t/t; +1,3 p.p. a/a). Projetamos despesa comercial de R$ 117 milhões, equivalente a 5,3% das vendas brutas, acima dos 5,0% do 2T25. As despesas gerais e administrativas somam R$ 82 milhões.
Resultado Financeiro:
R$ 10 milhões negativos, estável frente aos R$ 11 milhões do 1T26, com a companhia mantendo posição de caixa líquido.
Lucro Líquido:
R$ 319 milhões, margem líquida de 19,1% (+1,5 p.p. a/a). O avanço de 34,8% na comparação anual supera o crescimento de 24,3% da receita. Vale notar a participação de minoritários, que projetamos em 11,6% do lucro antes da atribuição. O 1T26 veio em 13,8% e a parte Cury nas vendas líquidas recuou para 83,7% no 6M26, ante 89,9% no 6M25, de modo que vemos risco de a linha vir acima do que projetamos.
Olhando à Frente:
A pergunta relevante para o segundo semestre é se a companhia recompõe velocidade de vendas no estoque, agora que as novas condições do MCMV passam a valer por um trimestre completo. Enquanto isso, a execução segue firme: geração de caixa de R$ 144,9 milhões, vigésimo nono trimestre consecutivo em terreno positivo, obtida em paralelo a um banco de terrenos que cresceu 23,6% a/a e atingiu o recorde de R$ 26,1 bilhões.
O que Monitorar no Release e no Call:
- Margem do resultado a apropriar;
- Percentual de unidades enquadradas no programa e composição do mix de RET;
- Evolução da parte Cury e racional para o aumento de participação de parceiros;
- Declaração de dividendo ou JCP;
- Ritmo de conversão do estoque;
- Posicionamento da administração sobre o orçamento do FGTS para 2026 e 2027.

