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    Publicado em 12 de Março às 17:24:46

    Prio (PRIO3) | Certificação de Jan/2026: Uma vez mais, positivo para tese!

    Conclusão. O certificado de reservas feito pela DeGolyer & MacNaughton (Janeiro/2026) referente aos campos da Prio trouxe algumas notícias interessantes. Em nossa leitura, o principal ponto diz respeito ao incremento das reservas recuperáveis mesmo se tratando de um case de revitalização e não de exploração, como a Petrobras. Importante mencionar que os ativos da empresa são mensurados via uma premissa econômica de preços muito modesta vs os preços de mercado (US$62 vs >US$100/barril na atualidade), sendo assim, acreditamos que existe muito espaço para um processo de redesenvolvimento. Outro exercício interessante diz respeito as avaliações realizadas dentro desses relatórios, mostrando a potencial de destravamento de valor a depender de como o case caminhar. Por enquanto, seguimos com recomendação de MANTER para as ações da PRIO.

    O Fato. A empresa divulgou o relatório de reservas dos seus ativos operacionais (Albacora Leste, Frade + Wahoo, Polvo + TBMT e Peregrino) certificados pela consultoria Degolyer & Macnoughton com data-base para Janeiro/26. O certificado deve ser analisado sob os pontos tradicionais: I) volumes esperados, II) perfil das reservas (qual percentual das reservas são provadas e possuem pelo menos 90% de chance de serem recuperáveis), III) premissas de preços utilizadas para avaliação das reservas e IV) investimentos esperados.

    I) Volume de Reservas | Boa performance!

    De acordo com os números divulgados, as reservas totais provadas (1P) e provadas e prováveis (2P) empresa alcançaram 757 milhões e 1,022 bilhões de barris recuperáveis, respectivamente (considerando apenas as reservas de petróleo). Tais valores representam um incremento de 34% e 26% nos volumes de reservas provadas, respectivamente. Para fins de comparação plena, excluindo os volumes referentes a Peregrino, as reservas provadas teriam sido de 541 milhões (vs 565 milhões em Jan/25). Tal informação é importante por que, como todos nós sabemos, o petróleo é um fonte não-renovável e a tendência natural seria o volume recuperável cair ano após ano. No geral, achamos os dados positivos devido ao alto grau de reposição de reservas apresentado pela empresa, fazendo com que as reservas provadas ficassem praticamente estáveis na comparação ano x ano, especialmente por se tratar de uma empresa focada no redesenvolvimento de ativos maduros e não com foco em Exploração & Produção (como a Petrobras, que investe bilhões na descoberta de novas reservas). O grande destaque dessa certificação veio de Peregrino, que conseguiu 19,3 milhões de barris à curva 1P.

    No gráfico abaixo, mostramos que sem Peregrino as reservas teriam observado um pequeno declínio nas comparações ano x ano.

    II) Perfil | Provadas (1P)/Prováveis (2P)

    As reservas provadas (1P) representam 74%/57,1% em relação as reservas Prováveis (2P) e Possíveis (3P). Tais números representam uma ligera piora em relação a certificação passada.

    III) Premissas Preço de Petróleo: Ainda conservador!

    A empresa utiliza um brent de US$62/barril como premissa econômica para realizar a certificação das suas reservas. Vale mencionar que os números publicados em suas certificações são aqueles considerados viáves tendo em vista uma premissa de preço. Ou seja: considerando os preços utilizados em suas reservas versus os preços de mercado, imaginamos que o volume realmente viável pode ser muito maior. Gostamos muito da ideia da empresa utilizar esse valor como premissa, o que pode evitar decepções com o futuro (redução no volume recuperável devido a queda estrutural no preço do petróleo, por exemplo).

    IV) Investimentos esperados

    Observamos uma pequena postergação no fluxo de investimentos da empresa – o que favoreceria o fluxo de caixa. Entretanto, observamos também um ligeiro incremento no volume de investimentos total, compensando eventuais benefícios causados por ajustes de curto prazo.

    V) Avaliação | Barato, mas depende…

    As certificações realiza a avaliação econômica de cada um dos ativos analisados considerando as premissa econômica de preço do brent (US$62/barril, de acordo com cada ativo), usando taxas de desconto de 5%, 10%, 15% e 20%. É importante mencionar que a avaliação considera, especificamente, os fluxos de cada um dos ativos e não considera a dívida da holding (US$4,4 bilhões no 4T25), custos gerais & administrativos, capex de manutenção e utiliza preço de petróleo muito conservador (US$62/barril vs c. US$100 nos preços atuais). Ainda assim, usando esses números como referência, chegamos a algumas conclusões: essencialmente, aos atuais níveis de preço, as ações da Prio já precificam as curvas de produção 1P. Em nossa leitura, tal exercício demonstra alguma aderência do nosso modelo de avaliação à certificação atual – exceto pela premissa de preços do petróleo, claro.

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