Conclusão
Vemos os dados de junho como positivos para a PRIO, principalmente por três razões. I) a conclusão da abertura dos poços produtores de Wahoo. II) a produção consolidada atingiu o maior nível do ano mesmo com restrições temporárias em Frade e Albacora, o que sugere upside operacional adicional com a normalização desses ativos em julho (mais detalhes adiante) e III) O salto do cluster Valente muda a composição do portfólio e aumenta a visibilidade de geração de caixa, com potencial de diluição de lifting cost, maior eficiência operacional e aceleração de desalavancagem. Acreditamos que vamos conseguir observar essas variáveis já no resultado do 2T26 – com muita ajuda do preço do petróleo > US$100 durante esse período, é claro…
E as nossas estimativas? Considerando um patamar de produção “normalizado” – ou seja, sem considerar paradas técnicas e coisas do tipo – vemos a produção total da empresa alcançando ~180k bpde. Em nossa última atualização de estimativas (para maiores detalhes, clique aqui – Prio (PRIO3) | Quando uma twittada pode mudar tudo! – Atualização de estimativas!), consideramos uma curva de produção de 198k bpde e brent médio de US$85/barril para 2026. Considerando as perfurações aprovadas para o campo de Frade e demais evoluções, ainda estamos esperançosos quando a evolução da produção até o final do ano em relação as nossas estimativas de produção. O grande ponto de preocupação aqui em relação as nossas premissas é a do preço do petróleo: consideramos uma média de US$85/barril (em linha com a curva futura na época da nossa última atualização), mas desde a reabertura do Estreito de Ormuz, o preço do petróleo começou a negociar c. US$72/barril. Sendo assim, vamos trabalhar em uma nova atualização usando as novas premissas de preço apresentadas. Por enquanto, seguimos a recomendação de MANTER.
Dados de Produção Julho/2026
A PRIO reportou dados operacionais positivos em junho/26, com produção média total de 178,1 mil bped. Tal volume representa uma alta de 8,0% m/m frente aos 164,8 mil boepd de maio e encerrando o 2T26 com média de 172,0 mil boepd, avanço de 10,7% t/t frente aos 155,4 mil boepd do 1T26. O principal destaque foi o cluster Valente, beneficiado pelo ramp-up de Wahoo, cujo quarto poço foi aberto em 16 de junho, concluindo a abertura de todos os poços produtores previstos no projeto. Mesmo com impactos temporários em Frade e Albacora Leste, a companhia entregou o maior nível mensal de produção do ano, reforçando a tese de crescimento orgânico, aumento de escala e maior geração de caixa ao longo de 2026.
Produção: Wahoo sustenta novo patamar operacional. A produção consolidada de junho atingiu 178,1 mil boepd, acima dos 173,4 mil boepd de abril e dos 164,8 mil boepd de maio. No acumulado do 2T26, a produção média foi de 172,0 mil boepd, representando incremento de 16,7 mil boepd em relação ao 1T26. A leitura é positiva porque mostra que a entrada de Wahoo já deslocou a companhia para um patamar operacional mais elevado, ainda que junho tenha sido impactado por eventos não recorrentes em Frade e Albacora Leste.
O cluster Valente (Frade + Wahoo) foi o principal vetor de crescimento, com produção de 63,6 mil boepd em junho, composta por 58,5 mil bbl/d de óleo e 5,1 mil boepd de gás. No 2T26, o cluster produziu 61,1 mil boepd, alta de 86,7% t/t frente ao 1T26, evidenciando o impacto material de Wahoo no portfólio. Esse desempenho é ainda mais relevante porque Frade sofreu restrição temporária por substituição de uma linha de gas lift, com fechamento temporário de três poços e redução de aproximadamente 7 mil bbl/d, cuja retomada plena estava prevista para a primeira quinzena de julho.
Demais ativos: Peregrino recupera, Albacora sofre efeito pontual
Em Peregrino, a produção atingiu 78,5 mil bbl/d em junho, alta de 7,6% m/m, recuperando parte da queda observada em abril e maio e voltando a se aproximar do patamar de produção do 1T26. O ativo segue como o maior produtor individual da PRIO e continua exercendo papel relevante na geração de caixa de curto prazo.
Em Albacora Leste, a produção ficou em 21,3 mil boepd em junho, queda de 4,9% m/m, impactada por dois fatores temporários: parada parcial da planta por três dias para manutenção do sistema de resfriamento e formação de hidrato no poço ABL-68, solucionada em 1º de julho. Já o cluster Bravo (Polvo + TBMT) produziu 14,7 mil bbl/d, alta de 6,2% m/m, mas ainda abaixo da média do 1T26.


