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    Publicado em 27 de Julho às 20:16:50

    PRIO (PRIO3) | Tou rico-tou pobre! Qual momento correto para VENDER as ações da PRIO em meio a volatilidade do brent?

    Conclusão

    Qual o objetivo desse documento? Tentamos trazer uma visão diferente a lógica clássica da avaliação via fluxo de caixa descontado onde o uso de uma premissa nos leva ao preço-alvo do ativo. Nesse documento, tentamos entender qual o preço do brent justificaria o atual preço de mercado. O objetivo é evitar olhar para a volatilidade de curto prazo do brent (que negociou entre US$60-130 ao longo de 2026) e tentar se ater a fundamentos de longo prazo – nesse caso, o preço de equilíbrio do brent no longo prazo.

    Qual momento certo de vender? Pela ótica apresentada ao longo do documento, estimamos que o preço “correto” para se vender a empresa seria acima de R$65/ação. Nesse patamar de preço, o preço implícito do brent para justificar o preço de tela começaria a se descolar de maneira expressiva do preço de longo prazo do brent (R$67/barril). A medida que a empresa começa a negociar acima desse patamar de preço, ela passa a ter menos margem de segurança para se justificar uma posição no papel.

    Ao atual nível de preços, vemos a PRIO3 negociando com um preço implícito do brent de c. US$63,5/barril. Sendo assim, ainda existe espaço para apreciação tendo em vista o mercado à vista, ainda que com uma margem de segurança mais limitada. Sendo assim, seguimos NEUTRO no papel.

    Para estimarmos os preços-alvo da tabela abaixo, substituímos da a premissa de preços do petróleo por um único preço (exibido no eixo X do gráfico) vs WACC (eixo Y).  

    Desenvolvimento

    É mais arte do que ciência. Avaliar empresas de commodities via um preço-alvo/modelo fluxo de caixa descontado é sempre um grande desafio, principalmente em momentos de alta volatilidade da commodity em questão. Ao longo de 2026, o preço do petróleo brent tem “dado um show” nesse quesito.

    Vejam a timeline abaixo. Entre Janeiro/Fevereiro 2026, o cenário-base era de excesso de oferta e Petróleo na casa dos ~US$60/barril. Em um segundo momento, com o fechamento do Estreito de Ormuz, o preço do petróleo ultrapassou os US$100/barril. Terceiro momento, preço do petróleo caiu com o acordo de paz assinado e voltou a subiu recentemente com o fim do acordo de paz e acirramento dos conflitos.  

    Um verdadeiro “Estou Rico – Estou pobre”!

    Qual premissa usar? A avaliação tradicional de uma empresa pelo método do Fluxo de Caixa consiste na inserção de premissas para, como resultado, obter o preço-alvo para o ativo. Mas como ser razoavelmente coerente nessa avaliação se um dos principais insumos da avaliação muda violentamente de um momento para o outro? Sendo assim, sugerimos mudar a lógica da avaliação: ao invés de considerarmos uma premissa de curva de preços do brent para se alcançar um preço-alvo… se fizermos o contrário?

    Ou seja: qual o preço de petróleo que justifica o preço de tela do mercado para a Prio? Ou seja: qual é o preço do petróleo implícito que justificaria o preço de tela da PRIO3 que estamos vendo nesse exato momento no longo prazo?

    Mudando a lógica da avaliação! A grande questão aqui é ao invés de tentarmos capturar o valor gerado pela expectativa de preço para 2026 (que mudou de maneira agressiva diversas vezes ao longo do ano) tendo em vista uma premissa extremamente volátil – e que fatalmente levará a conclusões e preços-alvo muito diferentes ao longo do tempo. O objetivo é entender qual o preço do brent justificaria o preço de tela.

    Qual o momento certo de VENDER as suas ações? Em nossa leitura, a ação teria que ser vendida no momento que o preço do ativo representasse um preço do petróleo implícito ACIMA do brent acima do equilíbrio. Ou seja: aquele que se encontra na ponta mais distante da curva do preço do petróleo.

    Entendendo o conceito: Curto prazo vs Longo Prazo no mercado de commodities. Conceitualmente, temos na curva futura do preço do brent: curto e longo prazo.

    No curto prazo: os preços refletem as questões pontuais que, naturalmente, afetam o seu preço, como: guerra (ou a paz), sobre-demanda (ou sobre-oferta), restrições na oferta (ou o aumento dela), subinvestimento (ou superinvestimentos), desaceleração econômica (ou aceleração economia) e todas e quaisquer variáveis com potencial de mover o preço do brent no curtíssimo prazo. Perceba que estamos aqui sempre falando de eventos com poder de afetar o preço da commodity no curto prazo.

    Longo prazo: os preços no longo prazo refletem o equilíbrio entre a oferta e demanda, sem ruídos que acabam por afetar a oferta ou demanda de maneira estrutural. Entendemos que esse preço é conceitual, afinal de contas, “o jogo é jogado”. A curva de preço de longo prazo tende a ser impactada por eventos que trazem impactos estruturais na oferta e demanda. A descoberta de uma nova tecnologia de produção (como a tecnologia de fracking) ou incremento expressivo da demanda (crescimento da China nas últimas décadas, por exemplo) são exemplos de variáveis que tem o poder de afetar estruturalmente a oferta e a demanda de petróleo.

    Ou seja: se por um lado o preço do petróleo já oscilou entre US$60-130/barril em um horizonte de apenas seis meses, o preço de longo prazo ficou razoavelmente constante (~US$62-67/barril) no mesmo período de tempo. Sendo assim, acreditamos que essa é uma boa referência para usarmos nesse exercício.

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    Leitura Dinâmica

    Recomendações

      Vale a pena conferir