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    Publicado em 20 de Julho às 15:18:55

    Iguatemi (IGTI11) | Prévia 2T26: Reportado Cai, Recorrente Sobe

    O Iguatemi divulgará seus resultados do 2T26 em 04 de agosto de 2026. Neste relatório, apresentamos nossa análise e destacamos os principais pontos de atenção para o trimestre. 

    Esperamos um trimestre de operação constante no recorrente, com destaque para i-Retail e Iguatemi 365, que devem manter o ritmo forte de expansão dos últimos trimestres. Do lado estrutural, o 2T26 é o primeiro trimestre completo com a participação reduzida nos quatro ativos vendidos ao XP Malls, com a compra de +3,0% no Pátio Paulista entrando a partir de abril. 

    O ponto de atenção está na base de comparação: tanto o 2T25 quanto o 1T26 carregaram cerca de R$ 144 milhões em outras receitas operacionais, e é a ausência desse efeito não recorrente que faz o FFO (R$ 165 milhões, −39,4% t/t; −32,0% a/a) e o LPA reportado (R$ 0,41, −48,7% t/t; −41,7% a/a) caírem. Filtrado o não recorrente, o sinal é positivo: receita líquida de R$ 423 milhões (+14,6% t/t; +3,8% a/a), EBITDA ajustado de R$ 309 milhões (+18,5% t/t; +2,4% a/a), e lucro líquido ajustado de R$ 130 milhões (+37,5% t/t; +101,7% a/a). 

    Reafirmamos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 36,00, mantendo o Iguatemi como top pick no segmento. 

    Estimamos receita líquida ajustada de R$ 423,0 milhões (+14,6% t/t; +3,8% a/a), sustentada pela demanda por ativos dominantes e pela sazonalidade favorável na comparação sequencial, uma vez que o 1T é o trimestre mais fraco do ano. O destaque fica com i-Retail e Iguatemi 365

    Esperamos que o segmento alcance R$ 82,5 milhões (+45,6% t/t; +55,3% a/a), ante R$ 56,7 milhões no 1T26 e R$ 53,1 milhões no 2T25. Reiteramos nossa visão de que o segmento atua principalmente como amplificador do core físico, funcionando como porta de entrada para marcas internacionais, captura de dados e fortalecimento do relacionamento com lojistas, além de constituir linha de receita relevante e em expansão. 

    Projetamos EBITDA ajustado (ex-linearização) de R$ 309 milhões (+18,5% t/t; +2,4% a/a). O EBITDA reportado, por sua vez, cai para R$ 300 milhões (−25,5% t/t; −31,4% a/a), mas a queda é exclusivamente não recorrente, refletindo a ausência dos ~R$ 144 milhões de outras receitas operacionais que infláram as duas bases de comparação.

    Estimamos NOI de R$ 319,0 milhões (+15,7% t/t; −3,2% a/a). O crescimento sequencial reflete a sazonalidade favorável do 2T sobre o 1T, enquanto a leve queda anual incorpora o efeito cheio da reciclagem de portfólio sobre a base proporcional. 

    Estimamos resultado financeiro de R$ −104,0 milhões, com despesa líquida 2,8% maior t/t e ~41,0% menor que a do 2T25. Na comparação sequencial, o resultado é praticamente estável. No trimestre, a companhia captou R$ 535,0 milhões e quitou uma debênture antiga, movimento essencialmente de refinanciamento e neutro em alavancagem. 

    Estimamos alíquota efetiva em torno de 25,2% (vs. 23,9% no 1T26 e 23,1% no 2T25), coerente com a estrutura tributária mista da companhia.   

    Em base ajustada (ex-linearização e ex-SWAP), projetamos lucro líquido de R$ 130,0 milhões (+37,5% t/t; +101,7% a/a), com margem de 30,9%. O salto na comparação anual, contudo, decorre quase integralmente da normalização do resultado financeiro – o lucro operacional ajustado avança apenas 1,8% a/a. 

    No reportado, o LPA recua para R$ 0,41 (−48,7% t/t; −41,7% a/a), pressionado pela ausência de ganhos com venda de participações, presentes tanto no 2T25 quanto no 1T26. O contraste com o LPA ajustado de R$ 0,44 (+103,7% a/a) sintetiza a leitura do trimestre: a queda está na base de comparação, não na operação. 

    Projetamos FFO de R$ 165,0 milhões (−39,4% t/t; −32,0% a/a). A retração segue a mesma lógica do lucro reportado, refletindo o ruído das bases infladas por não recorrentes, e não deterioração operacional.  

    Esperamos que a desaceleração de vendas em junho, pressionada pela Copa do Mundo e pelas férias, seja majoritariamente sazonal e pontual, com normalização do fluxo nos trimestres seguintes. 

    O i-Retail/Iguatemi 365 deve sustentar o ritmo mais forte, e os projetos de expansão e multiuso (expansões do Iguatemi São Paulo e Iguatemi Brasília, retrofit do Market Place e desenvolvimento do Casa Figueira em Campinas) seguem como vetores de médio prazo, com baixa intensidade de capital via permutas.  

    • Indicadores operacionais (Vendas, SSS, SAS, SSR/SAR); 
    • Evolução da ocupação; 
    • Efeito cheio da reciclagem sobre ABL própria e NOI proporcional; 
    • Composição de outras receitas operacionais (confirmação da ausência de não recorrentes no 2T26); 
    • Ritmo de i-Retail/Iguatemi 365; 
    • Dinâmica do resultado financeiro após a troca de dívida; 
    • Pipeline de expansões, retrofit do Market Place e monetização do Casa Figueira. 
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