Conclusão | No geral, achamos os termos da transação positiva para a Brava. Entendemos que apesar do evento ir na direção contrária ao que se era especulado antes do anuncio, acreditamos que os números preliminares são interessantes e que a aquisição deve gerar a valor a empresa tendo em vista os termos anunciados (pagamento diferido e ativo gerador de caixa) a despeito da reação negativa na última sessão de negócios. Com o pagamento dessa aquisição, acreditamos que geração de caixa mais relevante foi postergada apenas para 2027 com a redução do Capex de redesenvolvimento e resultado das perfurações de Papa-Terra e Atlanta (final de 2026). Por enquanto, seguimos com a recomendação de MANTER para os ativos e por entender que existem cases que julgamos mais interessantes no setor e com gatilhos de valor mais claros se materializando no curto prazo.
Os Fatos | Via fato relevante, Brava anunciou a assinatura de um contrato de aquisição de uma fatia de 50% do Campo de Tartaruga Verde (concessão BM-C-36) e no Módulo III do capo de Espadarte, localizados na Bacia de Campos (RJ). O Valor da transação foi de US$450 milhões, sendo: valor total de US$ 450 milhões, sendo: (i) US$ 50 milhões pagos na data de assinatura; (ii) US$ 350 milhões a serem pagos no fechamento da transação, valor este sujeito a ajustes atrelados a data efetiva da transação (0 de julho de 2025); e (iii) duas parcelas diferidas, no valor de US$ 25 milhões cada, a serem pagas em 12 e 24 meses após o fechamento, respectivamente. Atualmente, o ativo é operado pela Petrobras, que detém 50% de participação, por meio do FPSO Cidade de Campos de Goytacazes. A unidade conta com 14 poços produtores e produziu 55,6k bpde (100% do ativo) e possui a produção majoritariamente composta por óleo e residual de gás.
Avaliação | Barato, mas precisamos de mais detalhes. Importante mencionar que as nossas estimativas ainda dependem da certificação de reservas do ativo e de maiores detalhes em relação as suas expectativas de produção. Nossa estimativas aqui são consideradas com os termos divulgados, dados da ANP, conversa com RI e inferências considerando as características do ativo.
Copo meio Vazio | Em nossa leitura, a boa performance das ações da BRAVA no último mês aconteceu devido a um rumor relacionado ao desinvestimento de um dos seus ativos por parte da empresa onde a Ecopetrol poderia ser a compradora. Sempre vimos essa movimentação com bons olhos tendo em vista a necessidade de alavancagem por parte da empresa e a possibilidade de re-precificação dos ativos remanescentes a depender dos termos da transação.
Copo meio Cheio | O ativo foi adquirido sob termos muito interessantes. Vemos um múltiplo de aquisição de apenas 1,4x EV/EBITDA mesmo considerando uma premissa de brent de US$60/barril (EBITDA estimado U$300-330 milhões/ano). Considerando os dados preliminarmente anunciados, o ativo deve gerar c. US$200 milhões de fluxo de caixa livre/ano, onde, considerando o diferimento do pagamento pelo ativo e toda geração de caixa até a conclusão da oferta, o múltiplo de aquisição seria inferior a 1x EV/EBITDA. Por último, importante mencionar que a Petrobras (operador do campo) ainda pode exercer seu direito de preferência para adquirir o ativo até Março/2026.
