AUREN ENERGIA

    Ações > Energia > AUREN ENERGIA > Relatório > Auren (AURE3) | Resultados 3T24: Seja bem vinda, nova Auren!

    Publicado em 31 de Outubro às 00:44:58

    Auren (AURE3) | Resultados 3T24: Seja bem vinda, nova Auren!

    Auren (AURE3): Bem vinda, nova Auren!

    Seguimos com recomendação de MANTER para AURE3. No geral, achamos o resultado positivo devido principalmente a estratégia da empresa que acabou por gerar ganhos interessantes no segmento de comercialização. Apesar desse ponto, achamos que esse trimestre vai ser de difícil avaliação tendo em vista a incorporação da AES Brasil e a observação dos números consolidados da empresa. Dito isso, é importante mencionar que esse é o último trimestre que ambas as empresas devem reportar seus números de maneira independente. Como mencionado anteriormente, observando o resultado trimestral pelo seu mérito, achamos o mesmo positivo devido a um EBITDA recorrente acima das estimativas (maiores detalhes no próximo tópico). Aos atuais níveis de preço, vemos AURE3 negociando com potencial limitado em relação ao nosso preço-alvo e com TIR real de 9,5% – interessante, mas não o suficiente para mudar nossa recomendação. Dentre as geradoras/transmissoras, seguimos preferindo ELET3.

    Desempenho Operacional 3T24

    A receita líquido foi de R$2,1 bilhões, expressivo crescimento de 25,8% a/a. Apesar da boa performance da comercializadora e da entrada em operação dos projetos fotovoltaicos Sol do Piauí e parcialmente Sol do Jaíba, e geração hidroelétrica foi negativamente afetada pelo vencimento de contratos de energia a preços mais atraentes que os atuais (R$281 milhões vs R$304 milhões no 3T23). Compensando essa performance, houve o ajuste inflacionários dos contratos, manores volumes vendidos na energia eólica (R$227 milhões vs R$235 milhões no 3T23) e, principalmente, comercializadora (R$1,6 bilhão no 3T24 vs R$1,1 bilhões no 3T23) devido ao expressivo aumento no volume comercializado (4,995 MW médios no 3T24 vs 3,384 MW médios no 3T23).

    O EBITDA recorrente foi de R$484 milhões, acima do consenso e das nossas estimativas. O EBITDA do trimestre foi de R$633 milhões. Entretanto, esse valor precisa ser ajustado em alguns pontos, como: I) reversão de provisões de R$64 milhões com impacto caixa relacionado ao contencioso da empresa, II) marcação a mercado de R$188 milhões dos contratos futuros de energia, III) entrada de operação de novos projetos e IV) dividendos de projetos com participações minoritárias em R$97 milhões. Os custos operacionais alcançaram R$1,6 bilhões – evolução de +10,3% a/a, devido principalmente a maiores volumes comprados de energia derivados do segmento de comercializaçaõ. A empresa anunciou maior contratação do seu portfólio entre 2025-2027 aos preços de R$160/MWh, o que deve fortalecer o EBITDA da empresa nos próximos trimestres.

    O lucro líquido foi de R$270 milhões, revertendo prejuízo a/a. A reversão se materializou depois de um sólido resultado operacional e despesas financeiras menores no trimestre.

    A dívida líquida da empresa encerrou em R$3,8 bilhões e uma relação dívida líquida/EBITDA de 1,9x. O incremento na dívida vs 2T24 já era esperada tendo em vista a distribuição de proventos ao longo dos últimos anos e os investimentos remanescentes no projeto Solar Guaiba, que entrou em operação nesse trimestre. Como divulgado em nosso relatório com o nosso parecer sobre a fusão, o endividamento da empresa deve saltar para c. R$9 bilhões (já considerando a consolidação de ambas as empresas) e uma relação dívida líquida/EBITDA de 4,9x. De acordo com o nosso podcast com o CFO da nova empresa, sr. Mario Bertoncinni, tal nível de alavancagem não deve ser um impeditivo ao pagamento de dividendos – naturalmente, com rendimentos bem menos generosos. A geração de caixa no trimestre (fluxo de caixa operacional – dívida – capex) foi de R$283 milhões, implicando em um rendimento de fluxo de caixa de c. 10,8% em termos anualizados.

    Acesse o disclaimer.

    Leitura Dinâmica

    Recomendações

      Vale a pena conferir