Sobre o que é Este Relatório?
Tenda divulgará seus resultados do 2T26 em 4 de agosto de 2026. Neste relatório, apresentamos nossa análise e destacamos os principais pontos de atenção para o trimestre.
Prévia 2T26: Estimativas Genial¹

Fonte: Genial, Tenda
1. O EBITDA Ajustado, o EBIT Ajustado e o Lucro Líquido Ajustado seguem a metodologia própria da companhia (excluindo efeitos de SWAP e itens não recorrentes) e não têm como objetivo reconciliar, linha a linha, com o lucro líquido reportado. Os números reportados são apresentados apenas para fins de referência.
Nossa Visão:
A prévia operacional do 2T26 trouxe um ponto crucial para o semestre: sacrificar velocidade de vendas para preservar margem através do repasse de preço. A VSO líquida da marca Tenda recuou para 23,9%, abaixo da faixa de 25% a 30% que a própria companhia considera saudável, enquanto o preço médio por unidade vendida atingiu recorde de R$ 244,9 mil no segmento Tenda (+9,6% a/a; +3,1% t/t). Entendemos a combinação como deliberada, leitura que a administração endossa ao indicar que o foco volta a ser o aumento da VSO a partir de julho.
Para o 2T26, projetamos receita líquida de R$ 1.299 milhões (+31,0% a/a; +9,7% t/t), sustentada pelo avanço físico das obras e não pelo ritmo de vendas do trimestre, e lucro líquido ex-swap de R$ 188,0 milhões, novo recorde na base recorrente. A alta de 144,0% na comparação anual é amplificada por uma base fraca no 2T25; o avanço sequencial de 23,6% é a leitura mais informativa. A margem bruta ajustada do consolidado deve ficar em 35,6%, praticamente estável frente ao 1T26.
Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 49,00.
Margem Bruta Ajustada Consolidado:
35,6% (+0,1 p.p. t/t; +3,6 p.p. a/a). A estabilidade sequencial é o ponto central do trimestre. O arrasto da Alea deve diminuir conforme as safras antigas saem da carteira.
EBITDA Ajustado Consolidado:
R$ 289,0 milhões, margem de 22,2% (+0,6 p.p. t/t). Anualizado, o número aponta para patamar acima do teto do guidance de R$ 950 milhões a R$ 1,05 bilhão para o segmento Tenda, segundo trimestre consecutivo nessa condição.
Resultado Financeiro:
R$ 38,0 milhões negativos ex-swap, estável frente aos R$ 37,2 milhões do 1T26. A companhia opera com posição líquida em CDI próxima de neutra, de modo que a linha é pouco sensível ao ciclo de juros.
Lucro Líquido:
R$ 188 milhões ex-swap, margem líquida de 14,5% (+1,6 p.p. t/t; +6,7 p.p. a/a). O avanço sequencial de 23,6% supera o crescimento de 9,7% da receita, refletindo alavancagem operacional sobre uma estrutura de despesas que cresce menos que a operação e um resultado financeiro estável. Nossas projeções excluem a linha de swap, referente a contratos de total return swap sobre ações de emissão da própria companhia, cuja marcação a mercado responde ao desempenho da TEND3 e não à operação, com efeito de R$ 31,2 milhões positivos no 1T26 e R$ 126,8 milhões no 2T25.
Olhando à Frente:
A pergunta relevante para o segundo semestre é se a companhia recompõe VSO sem devolver preço, uma vez que a administração já sinalizou essa intenção a partir de julho. A trajetória do preço raso e o comportamento da margem bruta de novas vendas serão os melhores indicadores antecedentes. Seguimos vendo a Alea como principal fonte de variância no consolidado, dada a sensibilidade da margem consolidada à sua receita.
O que Monitorar no Release e no Call:
- Posicionamento da administração sobre revisão de guidance;
- VSO líquida e preço médio de vendas na marca Tenda;
- Margem bruta de novas vendas;
- Receita e margem da Alea, e ritmo do consumo de caixa frente ao guidance;
- Provisão sobre o a gastar de obras e a inflação implícita carregada;
- Nocional e forma de liquidação dos contratos de swap rolados em abril.

