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    Publicado em 03 de Agosto às 19:32:22

    Tenda (TEND3) | Prévia 2T26: Volume Cedeu, Rentabilidade Não Cederá

    Tenda divulgará seus resultados do 2T26 em 4 de agosto de 2026. Neste relatório, apresentamos nossa análise e destacamos os principais pontos de atenção para o trimestre. 


    A prévia operacional do 2T26 trouxe um ponto crucial para o semestre: sacrificar velocidade de vendas para preservar margem através do repasse de preço. A VSO líquida da marca Tenda recuou para 23,9%, abaixo da faixa de 25% a 30% que a própria companhia considera saudável, enquanto o preço médio por unidade vendida atingiu recorde de R$ 244,9 mil no segmento Tenda (+9,6% a/a; +3,1% t/t). Entendemos a combinação como deliberada, leitura que a administração endossa ao indicar que o foco volta a ser o aumento da VSO a partir de julho

    Para o 2T26, projetamos receita líquida de R$ 1.299 milhões (+31,0% a/a; +9,7% t/t), sustentada pelo avanço físico das obras e não pelo ritmo de vendas do trimestre, e lucro líquido ex-swap de R$ 188,0 milhões, novo recorde na base recorrente. A alta de 144,0% na comparação anual é amplificada por uma base fraca no 2T25; o avanço sequencial de 23,6% é a leitura mais informativa. A margem bruta ajustada do consolidado deve ficar em 35,6%, praticamente estável frente ao 1T26. 

    Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 49,00

    35,6% (+0,1 p.p. t/t; +3,6 p.p. a/a). A estabilidade sequencial é o ponto central do trimestre. O arrasto da Alea deve diminuir conforme as safras antigas saem da carteira. 

    R$ 289,0 milhões, margem de 22,2% (+0,6 p.p. t/t). Anualizado, o número aponta para patamar acima do teto do guidance de R$ 950 milhões a R$ 1,05 bilhão para o segmento Tenda, segundo trimestre consecutivo nessa condição. 

    R$ 38,0 milhões negativos ex-swap, estável frente aos R$ 37,2 milhões do 1T26. A companhia opera com posição líquida em CDI próxima de neutra, de modo que a linha é pouco sensível ao ciclo de juros. 

    R$ 188 milhões ex-swap, margem líquida de 14,5% (+1,6 p.p. t/t; +6,7 p.p. a/a). O avanço sequencial de 23,6% supera o crescimento de 9,7% da receita, refletindo alavancagem operacional sobre uma estrutura de despesas que cresce menos que a operação e um resultado financeiro estável. Nossas projeções excluem a linha de swap, referente a contratos de total return swap sobre ações de emissão da própria companhia, cuja marcação a mercado responde ao desempenho da TEND3 e não à operação, com efeito de R$ 31,2 milhões positivos no 1T26 e R$ 126,8 milhões no 2T25.  

    A pergunta relevante para o segundo semestre é se a companhia recompõe VSO sem devolver preço, uma vez que a administração já sinalizou essa intenção a partir de julho. A trajetória do preço raso e o comportamento da margem bruta de novas vendas serão os melhores indicadores antecedentes. Seguimos vendo a Alea como principal fonte de variância no consolidado, dada a sensibilidade da margem consolidada à sua receita. 

    • Posicionamento da administração sobre revisão de guidance; 
    • VSO líquida e preço médio de vendas na marca Tenda; 
    • Margem bruta de novas vendas; 
    • Receita e margem da Alea, e ritmo do consumo de caixa frente ao guidance; 
    • Provisão sobre o a gastar de obras e a inflação implícita carregada; 
    • Nocional e forma de liquidação dos contratos de swap rolados em abril. 
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