CURY

    Ações > Imobiliário > CURY > Relatório > Cury (CURY3) | Resultado 2T26: Margem Entrega, Despesa Leva

    Publicado em 11 de Agosto às 22:59:43

    Cury (CURY3) | Resultado 2T26: Margem Entrega, Despesa Leva

    Cury postou resultados referentes ao 2T26. Neste relatório trazemos uma análise sobre o trimestre e trazemos recomendação em relação ao papel. 

    Vemos o trimestre como desafiador para a Cury, com a VSO líquida em 40,5% (-4,6 p.p. t/t; -7,0 p.p. a/a). A desaceleração não era novidade, já que o operacional saiu na prévia e a ação recuou cerca de 7% na sequência. O que o release trouxe de novo foi a linha financeira, e ela entregou em cima e não em baixo. 

    receita líquida veio praticamente cravada em R$ 1.690,6 milhões (+1,0% vs. Genial; +25,5% a/a; +4,8% t/t), recorde histórico, e a margem bruta ajustada não cedeu, estável em 39,8% mesmo com a desaceleração de vendas. Do lucro bruto para baixo nada entregou: o EBITDA ajustado ficou em R$ 392,3 milhões (-8,1% vs. Genial; +20,2% a/a; -5,6% t/t) e o lucro líquido %Cury em R$ 270,5 milhões (-15,2% vs. Genial; +14,3% a/a; -10,7% t/t). 

    Duas linhas explicam praticamente todo o desvio. A despesa comercial superou nossa projeção em quase R$ 50 milhões, e erramos na direção oposta à do trimestre, porque a projetamos para baixo esperando menos vendas quando ela acompanhou repasse; o resultado financeiro veio mais que o dobro do projetado. O repasse foi destacado como crucial para a forte geração de caixa no trimestre.  

    As primeiras leituras do 3T26 são construtivas, com +80,0% vendido na Saudosa Praça Onze em pouco mais de um mês e Cidade Parque Guarapiranga com 40% das unidades vendidas, o que reforça a leitura de que a demanda por produto novo se manteve

    Reiteramos nossa recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 48,00

    Margem de 23,2% (-1,0 p.p. a/a; -2,6 p.p. t/t) contra os 25,5% que projetávamos, e o desvio de R$ 34,7 milhões é essencialmente despesa comercial. A linha veio em R$ 166,8 milhões contra os R$ 117,0 milhões que projetávamos, consumindo com folga os R$ 15,7 milhões que o lucro bruto veio acima. Projetamos a despesa para baixo justamente porque esperávamos menos vendas, e foi o oposto: as vendas líquidas caíram 11,2% t/t e a despesa comercial subiu 40,1%, com a despesa por unidade vendida saindo de R$ 15,3 mil para R$ 24,9 mil. O que a linha acompanhou foi repasse, que avançou 50,4% t/t e sustentou a geração de caixa do trimestre.  

    No 6M26, porém, a despesa operacional rodou a 15,6% da receita contra 16,2% no 6M25 e a margem EBITDA ajustada expandiu 0,5 p.p., para 24,5%. O 1T26, com despesa comercial em 7,4% da receita, foi o trimestre atípico da série, e foi nele que ancoramos. No G&A acertamos, com R$ 78,4 milhões contra R$ 82,0 milhões projetados e diluição de 0,2 p.p. no ano. 

    Duas linhas menores completam o desvio. A alíquota efetiva subiu para 11,8% contra 10,5% no 2T25. Nos minoritários, monitorávamos a variável certa: sinalizamos na prévia o risco de a linha vir acima dos 11,6% projetados, e a participação veio em 13,1%, custando R$ 4,6 milhões. Somadas à despesa comercial e ao financeiro, é o que leva dos R$ 319,0 milhões que projetávamos aos R$ 270,5 milhões reportados. 


    A receita cresceu 25,5% com as vendas caindo 9,5% e a produção atingiu 5.737 unidades (+41,8% a/a). O que sustenta os próximos trimestres é o resultado a apropriar de R$ 3.842,9 milhões

    Na venda, cedeu volume. As vendas líquidas somaram R$ 2.045,5 milhões (-9,5% a/a) com unidades brutas 17,0% menores, enquanto o preço subiu 6,9% a/a e os distratos recuaram 27,6% a/a. Entram no 2S26 R$ 3.008,3 milhões de estoque, dos quais apenas 2,1% em unidades concluídas. 

    No caixa, R$ 144,9 milhões (+55,1% t/t) e vigésimo nono trimestre consecutivo positivo. 

    Base de projeção da despesa comercial, hoje em 9,9% da receita contra 9,3% no 2T25, que decide se o patamar do trimestre é fase ou nível; recomposição da VSO, saindo de 40,5%, e o giro dos R$ 3.008,3 milhões de estoque que a companhia carrega para o semestre; composição das outras despesas financeiras, em R$ 17,6 milhões contra R$ 6,4 milhões no 1T26 e sem abertura no release ou nas notas; e parte Cury nas vendas líquidas, em 83,7% no semestre ante 89,9% um ano atrás, que já custou R$ 4,6 milhões de lucro no trimestre via minoritários. 

    Acesse o disclaimer.

    Leitura Dinâmica

    Recomendações

      Vale a pena conferir